Tenista italiana nega uso de certificado falso de covid-19 no Open da Austrália

O problema é dela, não meu
Giorgi nega responsabilidade, argumentando que foi vacinada em múltiplos locais e que qualquer falsificação seria culpa da médica.

Giorgi confirmou consulta com médica sob investigação em Itália por fornecer vacinas e certificados falsos. A tenista afirma ter sido vacinada pela médica italiana e por autoridades médicas de outros países, negando qualquer irregularidade.

  • Camila Giorgi confirmou consulta com médica sob investigação em Itália por fornecer certificados falsos de vacinação
  • Giorgi afirma ter sido vacinada em múltiplos locais e países, não apenas pela médica investigada
  • Seu nome apareceu numa lista publicada por jornal italiano de pessoas implicadas no esquema de certificados falsos
  • Diretor executivo da Tennis Australia afirmou não estar totalmente informado sobre as alegações

A tenista italiana Camila Giorgi nega acusações de ter utilizado certificado falso de vacinas contra covid-19 para viajar, afirmando ter sido vacinada em múltiplos locais.

Camila Giorgi estava em Melbourne para jogar ténis quando as acusações a alcançaram. A tenista italiana, em plena participação no Open da Austrália, viu seu nome aparecer numa investigação que envolvia uma médica acusada de fornecer certificados de vacinação contra a covid-19 que nunca foram emitidos legitimamente. Um jornal italiano havia publicado uma longa lista de pessoas implicadas neste esquema, e Giorgi estava entre elas.

A médica sob investigação em Itália operava um sistema de falsificação de documentos de vacina — um negócio que floresceu durante os anos de restrições de viagem relacionadas à pandemia. Quem precisava viajar internacionalmente mas não queria ser vacinado, ou queria evitar os registos oficiais, podia recorrer a profissionais como esta. O esquema funcionava porque os certificados pareciam legítimos e porque os sistemas de verificação, especialmente em 2021 e 2022, ainda tinham lacunas.

Giorgi confirmou que tinha consultado a médica em questão. Mas na terça-feira, logo após vencer a russa Anastasia Pavlyuchenkova na competição australiana, a tenista compareceu a uma conferência de imprensa determinada a esclarecer sua posição. Ela negou categoricamente ter feito qualquer coisa ilegal. Segundo sua versão, tinha sido vacinada — mas não apenas pela médica italiana investigada. Tinha recebido vacinas de múltiplas fontes em diferentes países, disse ela. Se a médica tinha emitido documentação falsa, esse era um problema da médica, não dela. "Fiz todas as minhas vacinas em lugares diferentes, então o problema é dela, não meu", declarou. "Posto isto, estou muito calma", acrescentou, tentando transmitir uma sensação de tranquilidade apesar da situação.

O pai de Giorgi, Sergio Giorgi, estava presente na sala onde a conferência decorreu em Melbourne Park. Sentado ao fundo, observava sua filha defender-se das acusações. Quando a conferência terminou, ele expressou uma certa incredulidade — não sobre as acusações em si, mas sobre o facto de os jornalistas presentes não terem feito perguntas sobre ténis. Era uma observação que revelava a tensão do momento: uma atleta profissional tentando manter o foco na competição enquanto lidava com uma investigação criminal que a envolvia.

O diretor executivo da Tennis Australia, a organização responsável pelo torneio, afirmou não estar totalmente informado sobre as alegações relativas aos certificados falsos. Esta declaração sugeriu que o torneio não tinha investigado profundamente a situação antes de permitir que Giorgi participasse, ou que simplesmente não estava ciente da extensão das acusações quando o evento começou. A questão permanecia em aberto: se Giorgi tinha realmente sido vacinada legitimamente em múltiplos locais, como ela afirmava, então porque é que seu nome aparecia numa investigação sobre certificados falsificados? E se tinha sido vacinada, porque é que precisaria de um certificado falso para viajar? A tenista oferecia uma explicação, mas as peças do puzzle ainda não encaixavam perfeitamente.

Fiz todas as minhas vacinas em lugares diferentes, então o problema é dela, não meu. Posto isto, estou muito calma.
— Camila Giorgi, tenista italiana
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Como é que o nome de Giorgi apareceu nesta investigação se ela diz que foi vacinada legitimamente?

Model

Essa é a questão central. Ela consultou a médica — isso é confirmado. Mas diz que foi vacinada em vários locais. Talvez a médica tenha emitido um certificado mesmo assim, sem que Giorgi o pedisse, ou talvez haja uma confusão sobre o que significa "consultar" essa médica.

Inventor

E a Tennis Australia não verificou nada disto antes do torneio começar?

Model

Aparentemente não. O diretor executivo disse que não estava totalmente informado. Isto sugere que ou não fizeram perguntas, ou a informação não chegou até eles a tempo.

Inventor

Qual é o risco real para Giorgi agora?

Model

Depende do que a investigação italiana descobre. Se ela realmente foi vacinada legitimamente, pode sair desta. Mas se usou um certificado falso para entrar na Austrália, isso é um problema legal sério — fraude documental, potencialmente.

Inventor

Porque é que ela insiste em dizer que está "muito calma"?

Model

Porque está a jogar num torneio importante e precisa de manter a compostura. Mas também porque qualquer sinal de preocupação ou culpa seria interpretado como admissão. A calma é uma estratégia.

Inventor

O pai dela na sala — o que isso muda?

Model

Muda tudo simbolicamente. Mostra apoio familiar, mas também torna a coisa mais pessoal, mais humana. Não é apenas uma atleta enfrentando acusações — é uma família.

Contact Us FAQ