Tratar o cancro com segurança e preservar a autoestima simultaneamente
Em março, a ULS Lezíria passou a oferecer mastectomia endoscópica — uma técnica que remove o tecido mamário sem deixar cicatriz visível, através de uma incisão de três centímetros na axila. O procedimento inclui reconstrução imediata com prótese, unindo rigor oncológico à preservação da imagem corporal. É um momento em que a medicina reconhece que curar não basta: é preciso também devolver às mulheres a inteireza de si mesmas.
- A mastectomia tradicional deixa marcas físicas e emocionais profundas — esta técnica propõe-se a mudar isso sem abdicar da segurança oncológica.
- Uma câmara endoscópica e instrumentos de alta precisão operam por uma incisão de apenas 3 cm na axila, tornando a cicatriz invisível na mama.
- A prótese é colocada no mesmo tempo cirúrgico, eliminando intervenções adicionais e encurtando significativamente o caminho para a recuperação.
- A seleção de candidatas segue critérios clínicos rigorosos, garantindo que a inovação estética não compromete a eficácia do tratamento.
- A ULS Lezíria prepara-se para dar o próximo passo: cirurgia mamária robótica, prevista para os próximos meses, que promete ainda maior precisão.
Desde março, a Unidade de Patologia Mamária da ULS Lezíria passou a disponibilizar mastectomia endoscópica — uma técnica que remove o tecido mamário sem deixar qualquer cicatriz visível na mama. Através de uma incisão de apenas três centímetros, discretamente colocada na axila, o cirurgião opera com câmara e instrumentos endoscópicos de elevada precisão, minimizando o impacto físico e emocional que historicamente acompanha este procedimento.
O que distingue esta abordagem é a reconstrução imediata: a prótese é colocada no mesmo tempo cirúrgico, evitando intervenções adicionais e acelerando a recuperação. Para mulheres a enfrentar um diagnóstico de cancro da mama, representa não apenas tratamento eficaz, mas a possibilidade de preservar a imagem corporal durante o processo de cura.
Madalena Nogueira, coordenadora da unidade, descreve a técnica como uma evolução importante que mantém os mesmos padrões de segurança oncológica das abordagens convencionais. Sofia Estevinho, cirurgiã da mama, reforça que a excelência clínica contemporânea se mede também pela capacidade de conciliar resultados terapêuticos com qualidade de vida.
A ULS Lezíria não pretende ficar por aqui: nos próximos meses, planeia introduzir cirurgia mamária robótica, ampliando ainda mais a precisão cirúrgica e as opções disponíveis para as doentes.
Desde março, a Unidade de Patologia Mamária da Unidade Local de Saúde da Lezíria começou a oferecer uma técnica cirúrgica que muda a forma como as mulheres enfrentam a mastectomia. A mastectomia endoscópica permite remover o tecido mamário sem deixar cicatriz visível na mama — um avanço que combina rigor oncológico com preservação da imagem corporal.
O procedimento funciona através de uma câmara e instrumentos endoscópicos de precisão elevada. O cirurgião trabalha por uma incisão de apenas três centímetros, discretamente colocada na axila. Esta abordagem minimiza o impacto físico e emocional que tradicionalmente acompanha a mastectomia, mantendo intacta a integridade estética da mama.
O que distingue esta técnica é que a reconstrução mamária acontece no mesmo tempo cirúrgico. A colocação da prótese é feita imediatamente após a remoção do tecido, eliminando a necessidade de procedimentos adicionais e acelerando significativamente a recuperação. Para mulheres que enfrentam um diagnóstico de cancro da mama, isto representa não apenas um tratamento eficaz, mas também uma oportunidade de manter a sua imagem corporal durante o processo de cura.
A seleção de doentes segue critérios clínicos rigorosos. Nem todas as mulheres com indicação para mastectomia são candidatas, mas aquelas que o são beneficiam de elevados padrões de segurança oncológica — a eficácia do tratamento não é comprometida. Madalena Nogueira, coordenadora da unidade, descreve a técnica como uma evolução importante na cirurgia mamária, uma que permite tratar o cancro com a mesma segurança das abordagens convencionais enquanto preserva a autoestima e a qualidade de vida.
Sofia Estevinho, cirurgiã da mama na unidade, sublinha que a introdução desta técnica reflete um compromisso contínuo com a inovação e com uma abordagem centrada na pessoa. Para ela, a excelência clínica contemporânea não se mede apenas pela eficácia terapêutica, mas também pela capacidade de oferecer soluções que conciliem os melhores resultados com uma vida melhor para as doentes.
A ULS Lezíria não se fica por aqui. Nos próximos meses, a unidade planeia introduzir cirurgia mamária robótica, uma evolução tecnológica que aumentará ainda mais a precisão cirúrgica e expandirá as opções disponíveis para o tratamento do cancro da mama. Este investimento contínuo em inovação reforça o compromisso da instituição com a melhoria dos cuidados prestados à população.
Notable Quotes
Permite-nos tratar o cancro da mama com a mesma segurança das abordagens convencionais, acrescentando uma componente fundamental para muitas mulheres: a preservação da imagem corporal e da autoestima— Madalena Nogueira, coordenadora da Unidade de Patologia Mamária
A excelência clínica passa também pela capacidade de oferecer soluções que conciliem os melhores resultados terapêuticos com uma melhor qualidade de vida para as doentes— Sofia Estevinho, cirurgiã da mama
The Hearth Conversation Another angle on the story
Porque é que uma cicatriz invisível importa tanto neste contexto?
Porque uma mastectomia não é apenas um tratamento oncológico. É uma experiência que marca o corpo e a identidade. Quando a mulher consegue olhar-se ao espelho e não vê uma cicatriz visível na mama, a recuperação emocional é diferente. A autoestima não fica comprometida no mesmo grau.
A segurança oncológica fica garantida com esta abordagem menos invasiva?
Sim. A técnica utiliza os mesmos princípios de remoção de tecido que as abordagens convencionais. A câmara endoscópica oferece visibilidade e precisão. O que muda é o caminho — não o resultado oncológico.
E a reconstrução imediata — isso não complica a cirurgia?
Pelo contrário. Fazer tudo no mesmo tempo cirúrgico é mais eficiente. A mulher acorda com a mama já reconstruída. Não há espera, não há múltiplas internações. A recuperação é mais rápida.
Quem pode aceder a esta técnica?
Nem todas as mulheres. Existem critérios clínicos rigorosos. O tipo de cancro, a localização, o tamanho — tudo isto determina se a mastectomia endoscópica é apropriada. É uma opção, não uma solução universal.
O que vem a seguir?
A cirurgia robótica. A precisão vai aumentar ainda mais. Mas o princípio permanece o mesmo: tratar o cancro mantendo a qualidade de vida da mulher.