Em Barretos, durante a Festa do Peão, o governador Tarcísio de Freitas anunciou R$ 1,2 bilhão em crédito agrícola para São Paulo, com juros abaixo do Plano Safra federal, e prometeu ampliar a assistência técnica a pequenos e médios produtores. A mensagem, proferida por um candidato à reeleição diante de um público que conhece bem, não foi de ruptura, mas de continuidade — a ideia de que a estabilidade das regras é, em si, uma forma de cuidado com quem vive da terra.
Tarcísio anuncia R$ 1,2 bi em crédito agrícola e promete reforçar assistência técnica
Previsibilidade é o que mantém o produtor confiante
Por que um governador em campanha de reeleição escolhe falar de crédito agrícola em uma festa de peão? Parece um tema técnico demais para um comício.
Não é comício, é festa. E em Barretos, quem está na plateia conhece o assunto. O produtor rural quer saber se o governo vai manter as linhas de crédito, se a taxa de juros continua competitiva, se o seguro segue funcionando. Tarcísio estava falando para quem entende de safra, de financiamento, de risco.
Mas ele não prometeu nada novo. Só disse que vai manter o que existe.
Exatamente. E isso é a promessa. Para um produtor, previsibilidade é ouro. Ele não quer surpresas. Quer saber que no próximo ano a taxa vai ser parecida, que o seguro continua, que as regras não mudam. Tarcísio está dizendo: confiem que não vou mexer no que funciona.
E a agricultura de precisão que ele mencionou? Isso é novo?
É uma meta para o próximo mandato. Levar tecnologia, conectividade, para quem é pequeno ou médio. Hoje isso é mais concentrado nos grandes. É tentar democratizar o acesso à tecnologia no campo.
Ele falou sobre o etanol de cana e a concorrência do milho. Isso soa como uma reclamação.
É. Ele está reconhecendo que há um problema estrutural que o governo estadual sozinho não resolve. Os subsídios ao etanol de milho no Centro-Oeste estão derrubando o preço. São Paulo produz etanol de cana, que é mais caro. Tarcísio está dizendo que vê o problema e que precisa pensar em uma solução, mas não está prometendo milagre.
Qual é o risco real aqui?
Se a promessa é manter tudo igual, mas o mercado muda — se os preços caem, se a concorrência aperta — o governo fica preso a uma promessa que pode não ser sustentável. A previsibilidade que ele vende pode virar imobilismo.
El Pulso
- O agronegócio paulista recebe R$ 1,2 bilhão em crédito via FEAP, com taxas menores que o Plano Safra federal, sinalizando que o estado compete diretamente com a União na oferta de condições ao produtor.
- A regularização fundiária de 70% dos assentamentos cria uma cadeia: terra segura atrai agroindústria, que por sua vez abre crédito e mercado ao pequeno produtor.
- O etanol de cana paulista enfrenta pressão crescente do etanol de milho subsidiado no Centro-Oeste, uma ameaça estrutural que o governador reconheceu publicamente.
- A próxima fronteira prometida é a agricultura de precisão e conectividade rural para pequenos e médios agricultores — tecnologia como instrumento de equidade no campo.
- Com isenção de ICMS em 17 cadeias do agronegócio e o maior programa de seguro rural entre os estados, São Paulo aposta na previsibilidade como diferencial político e econômico.
Em Barretos, durante a Festa do Peão, o governador Tarcísio de Freitas anunciou R$ 1,2 bilhão em crédito agrícola para São Paulo, com juros abaixo do Plano Safra federal, e prometeu ampliar a assistência técnica a pequenos e médios produtores. A mensagem, proferida por um candidato à reeleição diante de um público que conhece bem, não foi de ruptura, mas de continuidade — a ideia de que a estabilidade das regras é, em si, uma forma de cuidado com quem vive da terra.
Tarcísio de Freitas escolheu a Festa do Peão de Barretos para anunciar que seu governo liberou R$ 1,2 bilhão em crédito agrícola pelo FEAP, o fundo estadual que opera com juros menores do que o Plano Safra federal. Candidato à reeleição, ele não prometeu transformações radicais — sua aposta é na continuidade e na previsibilidade: a garantia de que o produtor rural sabe com o que pode contar.
Além do crédito, o governador destacou o seguro rural, descrito como o maior programa do tipo entre todos os estados brasileiros, e linhas de financiamento para tratores e irrigação. Um avanço concreto citado foi a regularização fundiária de 70% dos assentamentos paulistas, medida que, segundo ele, abre caminho para a chegada da agroindústria e o acesso a crédito por parte de quem antes não tinha a terra formalizada.
Para um eventual segundo mandato, Tarcísio sinalizou que a prioridade será levar agricultura de precisão e melhor conectividade ao campo, especialmente para pequenos e médios produtores. Ele também reconheceu a pressão que o etanol de milho — subsidiado nos estados do Centro-Oeste — exerce sobre o etanol de cana paulista, uma disputa que vai além do mercado e toca em políticas fiscais e regionais.
Ao falar sobre sua estratégia eleitoral no interior, o governador voltou ao mesmo eixo: mostrar o que foi feito, escutar o que ainda falta e entregar o que a população mais precisa. A mensagem, no fundo, era a mesma do início ao fim — não a promessa de um novo começo, mas a defesa de um caminho que, segundo ele, já está em movimento.
Tarcísio de Freitas estava em Barretos no fim de semana, na Festa do Peão, e falava como quem conhece bem o público que o ouve. O governador de São Paulo anunciou que seu governo já colocou R$ 1,2 bilhão em crédito nas mãos do agronegócio estadual e prometeu intensificar o trabalho de assistência técnica junto aos pequenos e médios produtores rurais. Ele é candidato à reeleição, e a mensagem era clara: o que funciona, a gente mantém.
Quando perguntado sobre seus planos para o setor agrícola paulista, Tarcísio não prometeu revoluções. Disse que a estratégia é preservar o que já está em movimento e garantir algo que chamou de previsibilidade — a ideia de que o produtor sabe em que pé está, que as regras não mudam de um dia para o outro. "Na verdade, é aquilo que a gente já está fazendo. A gente tem mantido uma coisa que é importante: previsibilidade", afirmou.
Os números que apresentou vêm do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista, o FEAP, que o estado mantém como seu principal instrumento de crédito rural. A taxa de juros que pratica é menor do que a oferecida pelo Plano Safra federal. Além do crédito, o governador destacou que o seguro rural segue sendo financiado anualmente e que o programa paulista é o maior entre todos os estados. Também mencionou linhas de financiamento para tratores e sistemas de irrigação.
Um dos focos da administração tem sido a regularização fundiária nos assentamentos. Tarcísio informou que 70% deles já passaram por esse processo. A ideia, segundo ele, é dar segurança jurídica ao campo — quando a terra está regularizada, a agroindústria chega, o produtor acessa crédito e tem um destino certo para sua produção. O governo também duplicou o valor que pode comprar diretamente do pequeno produtor através do Programa Paulista de Agricultura de Interesse Social.
Para o próximo mandato, a prioridade é levar agricultura de precisão aos pequenos e médios agricultores, junto com melhor conectividade no campo. Tarcísio reconheceu que há preocupações estruturais no setor — citou especificamente a concorrência do etanol de milho, subsidiado nos estados do Centro-Oeste, contra o etanol de cana paulista. O estado mantém isenção de ICMS para 17 cadeias do agronegócio, com o objetivo de que o produto chegue mais barato ao consumidor.
Ao falar sobre como ampliar sua votação no interior, o governador voltou ao tema da continuidade. Disse que o caminho é mostrar o que foi feito nos últimos quatro anos e se conectar com o que o eleitor sente. Mencionou ambulatórios de especialidades, transporte público, saneamento e habitação para quem mora em áreas de risco. A mensagem de fundo era a mesma: aperfeiçoar o que não está dando certo, melhorar o que funciona parcialmente e entregar à população aquilo que ela mais precisa.
Citas Notables
A gente tem mantido uma coisa que é importante: previsibilidade— Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo
Uma coisa muito importante é a segurança jurídica no campo— Tarcísio de Freitas