Há objetos que transcendem sua matéria-prima e se tornam repositórios da memória coletiva de uma civilização. A Taça da Copa do Mundo — 36,5 centímetros de ouro 18 quilates e malaquita verde, nascida em 1971 da necessidade criada pelo terceiro título brasileiro — é um desses objetos. Esculpida pelo italiano Silvio Gazzaniga como duas figuras humanas abraçando o planeta, ela aguarda neste domingo o vencedor da final entre Argentina e Espanha, carregando em sua base espiral os nomes de todos que já a ergueram.
Taça da Copa do Mundo é feita de ouro maciço e malaquita; veja detalhes
O troféu é considerado praticamente incalculável
Por que a FIFA decidiu não deixar o troféu original com os campeões, como faziam com a Jules Rimet?
Porque a taça se tornou um símbolo da própria instituição, não apenas do país vencedor. Deixá-la circular entre as nações significaria risco de dano, perda ou deterioração. A réplica banhada a ouro resolve isso — o campeão tem seu troféu, a FIFA preserva o original.
E quando a faixa de nomes ficar cheia? Qual é o prazo?
Ninguém sabe exatamente. Depende de quantas Copas ainda serão disputadas e de quantas seleções diferentes vencerão. Mas é um problema real que a FIFA terá de enfrentar em algum momento.
Silvio Gazzaniga escolheu duas figuras humanas segurando a Terra. Por que essa imagem?
Ele queria que o troféu representasse a união — não apenas entre atletas, mas entre povos. O futebol como linguagem universal. Duas figuras, um planeta. É simples, mas carrega peso.
Quanto custa apenas o ouro?
A FIFA nunca divulga o preço oficial. Mas considerando que a taça pesa mais de seis quilos e é 75% ouro puro, especialistas estimam que seja uma quantia milionária. Ainda assim, o valor histórico supera qualquer número.
Então quando um jogador levanta a taça no domingo, ele está segurando algo que poderia ser vendido por milhões?
Tecnicamente sim, mas a réplica que ele segura é banhada a ouro, não ouro maciço. A peça original fica com a FIFA. É uma distinção importante — o símbolo é compartilhado, não possuído.
O Pulso
- A taça que o mundo inteiro deseja tocar pesa pouco mais de seis quilos e contém aproximadamente 75% de ouro puro — um valor material imenso, mas quase irrelevante diante de seu peso simbólico.
- Quando o Brasil conquistou a Jules Rimet pela terceira vez em 1970 e a levou para casa definitivamente, a FIFA se viu sem troféu e precisou criar um novo ícone do zero em tempo recorde.
- Mais de cinquenta escultores de diferentes países competiram pelo direito de definir a face do futebol mundial; o italiano Silvio Gazzaniga venceu com uma visão de atletas sustentando o próprio planeta.
- Poucos sabem que o campeão não leva o troféu original para casa — a taça autêntica permanece sob custódia da FIFA, e os vencedores recebem apenas uma réplica banhada a ouro.
- A base espiral onde os nomes dos campeões são gravados tem espaço limitado, e quando for preenchida, a FIFA terá de decidir entre alterar o troféu existente ou criar um modelo inteiramente novo.
Há objetos que transcendem sua matéria-prima e se tornam repositórios da memória coletiva de uma civilização. A Taça da Copa do Mundo — 36,5 centímetros de ouro 18 quilates e malaquita verde, nascida em 1971 da necessidade criada pelo terceiro título brasileiro — é um desses objetos. Esculpida pelo italiano Silvio Gazzaniga como duas figuras humanas abraçando o planeta, ela aguarda neste domingo o vencedor da final entre Argentina e Espanha, carregando em sua base espiral os nomes de todos que já a ergueram.
Neste domingo, quando Argentina e Espanha disputarem a final da Copa do Mundo de 2026, o troféu que aguarda o campeão é uma escultura de ouro maciço 18 quilates com base de malaquita verde, medindo 36,5 centímetros e pesando pouco mais de seis quilos. Mais do que um objeto de valor material, é uma peça que carrega décadas de história esportiva gravadas literalmente em sua superfície.
A taça nasceu de uma lacuna histórica. Em 1970, o Brasil conquistou o tricampeonato e, por direito, ficou com a antiga Taça Jules Rimet permanentemente. A FIFA precisava de um substituto e lançou um concurso internacional que recebeu mais de cinquenta propostas. O vencedor foi o escultor italiano Silvio Gazzaniga, que imaginou duas figuras humanas erguendo o planeta Terra — símbolo da união entre povos pelo futebol. O troféu foi apresentado pela primeira vez na Copa de 1974, na Alemanha, e Gazzaniga viveria para ver sua criação tornar-se um dos ícones mais reconhecidos do esporte mundial, até sua morte em 2016, aos 95 anos.
Embora a FIFA nunca tenha divulgado o preço oficial, especialistas estimam que só o ouro representa uma quantia milionária. Ainda assim, o valor monetário é quase secundário diante do histórico. Há, porém, um detalhe que surpreende muitos: o campeão não leva o troféu original para casa. Após a cerimônia, a seleção vencedora recebe uma réplica banhada a ouro, enquanto a taça autêntica permanece sob custódia da FIFA. Os nomes de cada campeão são gravados na base em faixa espiral — um registro permanente de cada conquista.
Esse espaço, no entanto, é finito. Quando todos os campos forem preenchidos, a FIFA precisará decidir entre adaptar a base existente ou criar um troféu inteiramente novo. Por ora, a espiral continua recebendo nomes. Neste domingo, Argentina ou Espanha adicionará o seu — inscrito não na réplica que erguerão em campo, mas na peça original que reúne ouro, tradição e o peso de mais de meio século de competição mundial.
Neste domingo, quando a Argentina e a Espanha pisarem no campo para a final da Copa do Mundo de 2026, o troféu que aguarda o campeão não é apenas um objeto de vidro ou bronze polido. É uma escultura de ouro maciço — 36,5 centímetros de altura, pesando pouco mais de seis quilos, feita de ouro 18 quilates com uma base de malaquita verde, a pedra semipreciosa que fornece o contraste visual ao metal precioso. Quando levantarem a taça acima da cabeça, os vencedores estarão segurando uma peça que combina riqueza material com significado histórico praticamente incomensurável.
A taça que conhecemos hoje nasceu de uma necessidade específica. Em 1970, o Brasil conquistou a Copa do Mundo pela terceira vez, o que lhe permitiu ficar com a antiga Taça Jules Rimet — um privilégio reservado aos tricampeões. A FIFA precisava de um novo troféu. Um ano depois, em 1971, começou o processo de criação. O desenho final foi escolhido através de um concurso internacional que recebeu mais de cinquenta propostas de diferentes países. O vencedor foi o escultor italiano Silvio Gazzaniga, que imaginou duas figuras humanas segurando o planeta Terra — uma representação visual da união entre atletas e povos através do futebol. Gazzaniga, que viveria até 2016 aos 95 anos, criou assim um ícone que seria apresentado pela primeira vez na Copa de 1974, na Alemanha.
Os números que definem o troféu revelam sua composição precisa. O ouro utilizado é 18 quilates, o que significa aproximadamente 75% de ouro puro em sua liga. A base circular é formada por duas camadas de malaquita, a pedra verde conhecida por seus padrões naturais únicos. Embora a FIFA nunca tenha divulgado oficialmente o preço da taça, especialistas estimam que apenas o ouro representa uma quantia milionária quando considerada a cotação internacional do metal. Mas o valor monetário é quase irrelevante diante do valor histórico e esportivo — o troféu é considerado praticamente incalculável.
Há, porém, uma distinção importante que muitos desconhecem. Ao contrário da antiga Jules Rimet, que o Brasil pôde guardar permanentemente após o terceiro título, o campeão da Copa do Mundo atual não fica com o troféu original. Após a cerimônia de premiação, a seleção vencedora recebe uma réplica banhada a ouro para levar para casa. A taça autêntica permanece sob responsabilidade da FIFA, sendo utilizada apenas nas cerimônias oficiais do torneio. Os nomes de cada campeão são gravados na parte inferior do troféu, em uma faixa espiral que envolve a base — um registro permanente de cada vitória.
Esse espaço para os nomes, porém, é finito. À medida que mais seleções conquistam o título, a faixa espiral se preenche. Quando todos os espaços forem ocupados, a FIFA enfrentará uma decisão: alterar a base do troféu existente ou criar um novo modelo completamente. Por enquanto, a taça continua recebendo os nomes dos campeões, cada gravação adicionando uma camada de história ao objeto. Neste domingo, quando Argentina ou Espanha levantarem a réplica banhada a ouro em suas mãos, saberão que seus nomes serão inscritos na peça original — um objeto que combina ouro, tradição e o peso de décadas de competição internacional.
Citações Notáveis
A taça simboliza a união entre atletas e povos por meio do futebol— Conceito original de Silvio Gazzaniga, escultor da taça