Super El Niño bate recorde histórico e deve intensificar até dezembro

Risco elevado de enchentes, deslizamentos de terra, secas e incêndios florestais em múltiplas regiões do planeta afetando populações vulneráveis.
Os oceanos estão mais quentes do que nunca — há mais calor para ser liberado
A OMM alerta que a combinação entre El Niño e mudanças climáticas cria condições para extremos meteorológicos sem precedentes.
Mark

Por que este El Niño é tão diferente dos anteriores? O que o torna tão intenso?

Mimi

A velocidade é a chave. Em apenas dois meses, de junho a agosto, a anomalia térmica saltou de 1,6 para 2,5 graus. E os oceanos já estão mais quentes do que nunca — há mais calor armazenado disponível para ser liberado.

Luke

Mas espera — a Agência Meteorológica do Japão diz 4 graus, e a OMM diz 3,7 graus. Qual é a verdade?

Mimi

Ambas estão fazendo projeções legítimas, mas com metodologias diferentes. O ponto é que todas as estimativas apontam para algo excepcional.

Mark

E as pessoas? Quem vai sofrer mais com isso?

Mimi

Regiões já vulneráveis. Chuvas intensas no Chifre da África, na Ásia, nas Américas — risco de enchentes e deslizamentos. Mas também secas no subcontinente indiano e na América Central, com risco de incêndios florestais.

Luke

Então é tanto excesso quanto falta de água?

Mimi

Exatamente. E isso tudo acontece enquanto as mudanças climáticas já estão aquecendo o planeta. O El Niño não causa o calor novo — libera o que já estava lá.

Mark

Quando isso vai acabar?

Mimi

A OMM estima que persista até fevereiro de 2027, com o pico em dezembro. Mas se as projeções estiverem certas, os piores efeitos ainda podem estar por vir.

Luke

Uma pergunta importante: quanto dessa intensidade é El Niño e quanto é mudança climática? Conseguem separar?

Mimi

Não completamente. Agosto foi o mês mais quente já registrado, mas é impossível atribuir cada décimo de grau a uma causa única. O El Niño provavelmente teve um papel importante, mas não é a história toda.

  • O El Niño de 2026 quebrou o recorde mundial de intensidade, com o Pacífico tropical 4°C acima da média — superando os 3,6°C de dezembro de 1997, o pico anterior.
  • A velocidade do aquecimento é alarmante: em apenas dois meses, entre junho e agosto, a anomalia térmica saltou de 1,6°C para 2,5°C, sinalizando uma aceleração fora do comum.
  • A OMM estima probabilidade próxima de 100% de que o fenômeno persista até fevereiro de 2027, com pico previsto para dezembro — o que pode torná-lo um dos mais fortes desde 1950.
  • Enchentes, deslizamentos e chuvas extremas ameaçam o Chifre da África, partes da Ásia e o sudeste da América do Sul, enquanto secas e incêndios avançam sobre o subcontinente indiano e a América Central.
  • Agosto de 2026 já foi o mês mais quente globalmente já registrado, e cientistas apontam o El Niño como fator central — mas os efeitos mais severos ainda podem estar por vir.

Nas profundezas do Pacífico tropical, o oceano está liberando um calor acumulado por décadas — e em 2026, esse processo atingiu uma magnitude sem precedentes na história das medições climáticas. A Agência Meteorológica do Japão confirmou que o El Niño deste ano superou todos os registros anteriores, com temperaturas 4°C acima da média, enquanto a Organização Meteorológica Mundial projeta intensificação até dezembro e persistência até fevereiro de 2027. O fenômeno não age sozinho: amplificado pelas mudanças climáticas e por oceanos mais quentes do que em qualquer momento já medido, ele anuncia uma temporada de extremos que afetará populações vulneráveis em múltiplos continentes.

Na última sexta-feira, a Agência Meteorológica do Japão anunciou um marco climático sem precedentes: o El Niño de 2026 havia se tornado o mais intenso já registrado, com as águas do Pacífico tropical chegando a 4°C acima da média histórica. O recorde anterior, de 3,6°C, havia sido estabelecido em dezembro de 1997 — quase três décadas atrás.

A Organização Meteorológica Mundial projeta que o fenômeno continue se intensificando ao longo de outubro e novembro, atingindo seu pico em dezembro, com probabilidade próxima de 100% de persistência até fevereiro de 2027. Celeste Saulo, secretária-geral da OMM, descreveu o El Niño como um evento que se fortalece rapidamente e pode figurar entre os mais poderosos já documentados desde 1950.

O que torna este episódio especialmente preocupante é o contexto em que ocorre. O El Niño não gera calor novo — ele libera o calor que o oceano já armazenava abaixo da superfície. Com os oceanos globais mais quentes do que em qualquer momento já medido, há mais energia disponível para ser liberada, amplificando os efeitos do fenômeno sobre o clima mundial. Agosto de 2026 já foi o mês mais quente globalmente já observado.

As consequências serão geograficamente desiguais. Regiões como o Chifre da África, partes da Ásia Central, o leste costeiro da Ásia e o sudeste da América do Sul enfrentarão maior risco de chuvas intensas, enchentes e deslizamentos. Já o subcontinente indiano, o sul da América Central e partes do Caribe deverão enfrentar condições mais secas, com risco elevado de secas prolongadas e incêndios florestais. Se as projeções se confirmarem, os impactos mais severos ainda estão por vir.

Na sexta-feira, a Agência Meteorológica do Japão divulgou um marco climático perturbador: o El Niño de 2026 havia atingido a maior intensidade já registrada. As águas do Pacífico tropical estavam 4 graus Celsius acima da média — um salto que superava o recorde anterior de 3,6 graus, estabelecido em dezembro de 1997, quase três décadas atrás. O fenômeno não estava apenas quebrando recordes; estava se preparando para intensificar ainda mais nos meses seguintes.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, o El Niño deveria ganhar força ao longo de outubro e novembro, atingindo seu pico em dezembro. A organização estimava uma probabilidade próxima de 100% de que o fenômeno persistisse até fevereiro de 2027. Se as projeções se confirmassem, o episódio poderia estar entre os mais intensos observados desde pelo menos 1950. Celeste Saulo, secretária-geral da OMM, descreveu o fenômeno como estabelecido e se fortalecendo rapidamente, com potencial para figurar entre os mais fortes já documentados.

O que tornava este El Niño particularmente notável era a velocidade do aquecimento. Em junho de 2026, a anomalia térmica da superfície do mar no Pacífico equatorial centro-oriental estava 1,6 graus acima da média. Dois meses depois, em agosto, havia saltado para 2,5 graus. A agência meteorológica japonesa projetava temperaturas de até 4 graus acima do normal, enquanto a OMM estimava uma anomalia de aproximadamente 3,7 graus entre outubro e dezembro. Apesar das diferenças nas projeções, ambas as instituições apontavam para um evento de intensidade excepcional.

O El Niño não cria calor novo no planeta. Em vez disso, libera parte do calor que o oceano já armazenava abaixo da superfície — um processo que pode contribuir para que determinados anos atinjam temperaturas globais muito elevadas, como ocorreu em 2024. O contexto tornava a situação ainda mais preocupante: os oceanos estavam mais quentes do que em qualquer outro momento já medido, o que significava que havia mais calor disponível para ser liberado. A combinação entre o El Niño e as mudanças climáticas criava as condições para extremos meteorológicos sem precedentes.

Os efeitos já eram visíveis. Agosto de 2026 havia sido o mês mais quente globalmente jamais observado, acompanhado de um recorde na temperatura da superfície dos oceanos. Embora as mudanças climáticas e as variações naturais também pudessem explicar parte desses extremos, o El Niño provavelmente havia desempenhado um papel importante.

As consequências geográficas seriam desiguais. A previsão indicava maior probabilidade de chuvas intensas no Chifre da África, em partes da Ásia Central e do leste costeiro da Ásia, no norte da Península Arábica, em áreas da América do Norte ao sul da latitude de 45 graus norte e no sudeste da América do Sul. Nessas regiões, o aumento das precipitações poderia elevar o risco de enchentes, deslizamentos de terra e outros desastres relacionados ao clima. Por outro lado, condições mais secas eram esperadas no subcontinente indiano, no sul da América Central, em partes do Caribe e no noroeste da América do Sul. A redução das chuvas poderia favorecer secas e incêndios florestais.

Os eventos extremos já haviam dado uma amostra dos possíveis impactos do fenômeno. Mas se as projeções mais recentes estivessem corretas, os efeitos mais intensos ainda poderiam estar por vir, com o pico esperado para dezembro e a persistência do fenômeno até o início de 2027.

O fenômeno está estabelecido e se fortalecendo rapidamente, com potencial para figurar entre os mais fortes já observados
— Celeste Saulo, secretária-geral da OMM
O El Niño libera parte do calor que o oceano já armazenava abaixo da superfície, e os oceanos estão mais quentes do que em qualquer outro momento já medido
— Celeste Saulo, OMM
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