Suíça elimina Colômbia nos pênaltis e retorna às quartas após 72 anos

O empate sem marcação levou tudo para os pênaltis
Após 90 minutos e prorrogação sem gols, Suíça e Colômbia decidiram a vaga nas quartas através da cobrança de pênaltis.
Mark

Como um jogo sem gols consegue ser tão decisivo para a história de um país no futebol?

Mimi

Porque às vezes o futebol não é sobre marcar gols. É sobre resistência, sobre quem aguenta mais. A Suíça não veio para Vancouver para fazer um show. Veio para não perder. E funcionou.

Mark

Gregor Kobel parecia estar em outro nível naquela noite.

Mimi

Ele estava. Mas não era só ele. A defesa toda estava bem posicionada. O que diferenciou foi que quando chegou o momento dos pênaltis, Kobel estava pronto. Davinson Sánchez não estava.

Mark

A Colômbia teve chances reais de vencer, não é?

Mimi

Teve. Jhon Lucumí acertou o travessão na prorrogação. Campaz ficou de frente para o gol. Se qualquer uma daquelas bolas entra, a história é outra. Mas no futebol, chance não é gol.

Mark

Por que 72 anos é um tempo tão longo para um país voltar às quartas?

Mimi

Porque futebol é imprevisível. A Suíça é consistente, mas não é favorita. Chegar às quartas exige tudo alinhado: sorte, defesa sólida, um goleiro que aparece quando precisa. Tudo isso aconteceu em Vancouver.

Mark

E agora a Argentina? Isso é um prêmio ou um castigo?

Mimi

É ambos. A Argentina é uma das melhores equipes do torneio. Mas a Suíça já provou que pode jogar sem medo. Não têm nada a perder.

  • Cento e vinte minutos de marcação compacta e batalha tática não produziram um único gol, levando o confronto à loteria dos pênaltis em Vancouver.
  • Davinson Sánchez acertou o travessão logo na primeira cobrança colombiana, abrindo uma ferida psicológica que a equipe não conseguiu fechar.
  • Gregor Kobel foi o muro suíço: defendeu cobranças decisivas, incluindo a de Cucho Hernández, que selou o placar em 4 a 3 para os europeus.
  • A Suíça chega às quartas de final pela apenas quarta vez em sua história, quebrando um jejum de 72 anos com um feito que mistura alívio e espanto.
  • A Argentina aguarda no Arrowhead Stadium no próximo sábado — um adversário de peso que transforma a conquista suíça em novo desafio imediato.

Em Vancouver, a Suíça e a Colômbia disputaram 120 minutos sem gols antes de a decisão recair sobre os pênaltis — esse ritual de sorte e coragem que tantas vezes reescreve destinos. O goleiro Gregor Kobel emergiu como figura central, e a Suíça avançou às quartas de final pela primeira vez desde 1954, reencontrando uma grandeza que dormia há sete décadas. A Colômbia, que já conheceu esse mesmo adeus em 1990 e 2018, parte com a dignidade de quem lutou até o limite.

Em Vancouver, na noite de terça-feira, Suíça e Colômbia não conseguiram se separar em 90 minutos nem na prorrogação, mantendo o placar em 0 a 0. O jogo foi uma disputa tática cerrada: a Colômbia começou com mais iniciativa, com Gustavo Puerta arriscando de fora da área logo aos 21 minutos, mas Kobel defendeu com segurança. No segundo tempo, os suíços buscaram mais, com Dan Ndoye e Fabian Rieder testando o goleiro Camilo Vargas sem sucesso.

No tempo extra, a Colômbia teve suas melhores chances — Jhon Lucumí acertou o travessão de cabeça, e Jaminton Campaz obrigou Kobel a trabalhar. Pelo lado suíço, Zeki Amdouni bateu no canto, mas Vargas respondeu. O empate resistiu a tudo.

Nos pênaltis, o roteiro foi suíço. Davinson Sánchez abriu a série colombiana acertando o travessão. Manuel Akanji converteu com precisão para os europeus. Quando Cucho Hernández foi à marca dos onze metros, Kobel fez a defesa que encerrou o confronto: 4 a 3 para a Suíça.

O avanço às quartas representa o primeiro desde 1954 — apenas a quarta vez na história do país nesta fase. A Colômbia, por sua vez, repete as eliminações de 1990 e 2018 nas oitavas, com 2014 ainda sendo seu melhor resultado. Os suíços agora encaram a Argentina no próximo sábado, no Arrowhead Stadium em Kansas, diante de um dos grandes favoritos da competição.

Em Vancouver, na noite de terça-feira, a Suíça e a Colômbia travaram um duelo que não produziu gols no tempo regulamentado nem na prorrogação. O empate sem marcação levou tudo para os pênaltis, onde o goleiro suíço Gregor Kobel se tornou o personagem decisivo da partida. Davinson Sánchez, zagueiro colombiano, foi o primeiro a falhar, acertando o travessão em sua cobrança. Manuel Akanji respondeu com precisão para os europeus. Quando Cucho Hernández foi para a marca dos onze metros, Kobel fez a defesa que selou o triunfo suíço por 4 a 3 nos pênaltis.

O jogo em si foi uma batalha tática onde ambas as equipes encontraram dificuldade em romper as defesas adversárias. A Colômbia começou com mais iniciativa, e aos 21 minutos Gustavo Puerta arriscou um chute de fora da área que Kobel defendeu com segurança. Após o intervalo para hidratação, foi a vez dos suíços criarem perigo, com Fabian Rieder finalizando para defesa de Camilo Vargas. Dan Ndoye também testou o goleiro colombiano com um cruzamento rasteiro. No restante do primeiro tempo, os colombianos mantiveram maior posse de bola, mas não conseguiram furar a marcação compacta da Suíça.

O segundo tempo começou com a Suíça buscando mais, Ndoye chegando à linha de fundo e cruzando para Djibril Sow, que mandou para fora. Rieder tentou uma falta direta que também não encontrou o alvo. Luis Suárez respondeu pelo lado colombiano com um chute impreciso após recuperar a bola no ataque. O confronto permaneceu travado, com muitas faltas e passes errados de ambos os lados. Nos acréscimos, Ndoye recebeu um passe na área e chutou cruzado, novamente sem sucesso. O empate se mantinha, e o jogo seguiu para a prorrogação.

No tempo extra, a Colômbia teve suas melhores oportunidades. Davinson Sánchez aproveitou uma sobra na área e mandou por cima. Seu companheiro de zaga Jhon Lucumí subiu mais alto que a marcação e acertou o travessão. Jaminton Campaz arriscou de longe e obrigou Kobel a colocar para escanteio. Já pelo lado suíço, Zeki Amdouni bateu no canto aos 13 minutos do primeiro tempo da prorrogação, mas Vargas fez a defesa. Juan Quintero chutou de fora da área e mandou para fora. Campaz ainda teve uma chance clara de frente para Kobel, mas finalizou por cima.

Com o empate persistindo, a decisão veio nos pênaltis. A Suíça avançou para as quartas de final, seu primeiro avanço nesta fase desde 1954. Trata-se de apenas a quarta vez na história que o país chega tão longe no torneio. A Colômbia, por sua vez, repete o resultado de 1990 e 2018, sendo eliminada nas oitavas de final. Seu melhor desempenho continua sendo 2014, quando chegou às quartas e foi eliminada pelo Brasil.

Os suíços agora enfrentarão a Argentina no próximo sábado, às 22h no horário de Brasília, no Arrowhead Stadium em Kansas, nos Estados Unidos. A Argentina chegou a essa fase após derrotar o Egito por 3 a 2, em uma virada impressionante. A Suíça, que não esperava retornar às quartas após sete décadas, agora terá pela frente um dos favoritos da competição.

Colômbia repete a campanha de 1990 e 2018 e se despede do Mundial nas oitavas de final
— Análise da trajetória colombiana na competição
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