No limiar entre a responsabilidade financeira e o apelo popular, o Corinthians encontrou um caminho do meio: Memphis Depay, atacante holandês de 32 anos, renovou seu vínculo com o clube até 2028 após aceitar uma redução salarial de cerca de R$ 30 milhões. O presidente Osmar Stabile, que havia encerrado as negociações publicamente semanas antes, recuou diante da pressão da torcida e retornou à mesa — desta vez com um acordo que o clube afirma ser financeiramente sustentável. O episódio revela como, no futebol brasileiro, a vontade das arquibancadas ainda molda decisões que deveriam pertencer ao
Stabile confirma renovação de Memphis Depay até meados de 2028
Ele abaixou consideravelmente o contrato
Por que Stabile recuou tão rapidamente de sua decisão inicial de não renovar?
A pressão da torcida foi decisiva. Ele havia anunciado publicamente que não assinaria, mas recebeu ameaças e enfrentou reação forte dos torcedores. Isso o forçou a voltar atrás.
E Memphis aceitou uma redução de R$ 30 milhões assim, sem mais?
Não foi tão simples. Stabile pediu explicitamente a redução quando reabriu as negociações. Memphis tinha duas opções: aceitar menos ou sair do clube. Ele escolheu ficar.
Qual era o risco real se o contrato não fosse renovado?
Memphis teria saído do clube no meio de uma temporada, deixando um vazio no ataque. Além disso, a torcida já havia se posicionado — queriam que ele ficasse.
O Cori realmente tinha poder de decisão aqui ou era só formalidade?
Era mais formalidade. Stabile deixou claro que a decisão final era dele. O Cori deu aval, mas quem reabriu as negociações e fechou o acordo foi o presidente.
Como fica a situação financeira do Corinthians com essa redução?
Melhor, teoricamente. Stabile afirmou que agora é possível pagar o contrato. Mas a redução de R$ 30 milhões ainda deixa um custo significativo para o clube.
El Pulso
- Stabile havia declarado publicamente que não renovaria o contrato de Depay por razões financeiras — uma posição que durou apenas semanas antes de desmoronar sob pressão.
- A torcida reagiu com intensidade, e o presidente chegou a receber ameaças pessoais, tornando insustentável a manutenção da decisão original.
- Stabile reabriu as negociações com uma condição clara: Depay precisaria aceitar uma redução significativa nos valores — o que o atacante, surpreendentemente, aceitou.
- O Conselho de Orientação do Corinthians referendou a renovação em reunião no Parque São Jorge, dividindo com o presidente o peso político da decisão.
- Com a documentação em processo de registro, Depay deve ser reintegrado ao elenco de Fernando Diniz na terça-feira, encerrando semanas de incerteza contratual.
No limiar entre a responsabilidade financeira e o apelo popular, o Corinthians encontrou um caminho do meio: Memphis Depay, atacante holandês de 32 anos, renovou seu vínculo com o clube até 2028 após aceitar uma redução salarial de cerca de R$ 30 milhões. O presidente Osmar Stabile, que havia encerrado as negociações publicamente semanas antes, recuou diante da pressão da torcida e retornou à mesa — desta vez com um acordo que o clube afirma ser financeiramente sustentável. O episódio revela como, no futebol brasileiro, a vontade das arquibancadas ainda molda decisões que deveriam pertencer ao campo da gestão.
Na noite de segunda-feira, Osmar Stabile deixou o Parque São Jorge com uma decisão que, semanas antes, parecia improvável: Memphis Depay continuaria no Corinthians. O presidente havia recuado de sua própria postura pública — aquela em que anunciara não renovar o contrato do holandês por responsabilidade financeira — e chegado a um novo acordo com o atacante de 32 anos, desta vez com um custo consideravelmente menor para o clube.
O novo vínculo se estende até meados de 2028. A virada foi possível graças a uma concessão expressiva de Depay, que aceitou uma redução salarial de aproximadamente R$ 30 milhões em relação ao contrato anterior. Stabile reconheceu publicamente a flexibilidade do jogador e afirmou que, com os novos valores, o clube tem condições de honrar o compromisso. A assinatura aguardava apenas a conclusão do processo documental.
O caminho até esse desfecho foi turbulento. Após o encerramento inicial das negociações, a reação da torcida foi imediata e intensa — Stabile chegou a receber ameaças pessoais. Sob essa pressão, o presidente optou por retornar à mesa e pedir explicitamente uma redução nos valores. Depay concordou. O Conselho de Orientação do clube também deu seu aval à renovação em reunião realizada naquela mesma segunda-feira, compartilhando o peso político da decisão.
Agora, o que se desenha é a reintegração do atacante ao elenco de Fernando Diniz, prevista para a manhã de terça-feira no CT Joaquim Grava. Após semanas de incerteza, o Corinthians aposta na continuidade de Depay — com menos dinheiro em jogo, mas com a mesma expectativa depositada sobre seus ombros.
Na noite de segunda-feira, Osmar Stabile saiu do Parque São Jorge com uma decisão selada: Memphis Depay continuaria no Corinthians. O presidente havia recuado de sua própria posição anterior — aquela em que anunciara publicamente que não renovaria o contrato do atacante holandês por questões de responsabilidade financeira. Agora, depois de semanas de pressão da torcida e ameaças direcionadas a ele, Stabile havia retomado as negociações e chegado a um acordo.
O novo vínculo de Depay se estenderia até meados de 2028. A assinatura estava prestes a acontecer nas horas seguintes, assim que a documentação subisse ao sistema. "Está subindo a documentação. Momento em que subir para o sistema, eu vou assinar", disse Stabile em entrevista concedida naquela noite. O atacante de 32 anos, por sua vez, deveria aparecer no CT Joaquim Grava na manhã de terça-feira para ser reintegrado ao elenco sob comando de Fernando Diniz.
O que tornou o acordo possível foi uma concessão significativa do jogador. Depay aceitou uma redução salarial de aproximadamente R$ 30 milhões em relação ao contrato anterior. Stabile reconheceu publicamente essa flexibilidade. "Ele baixou bem, eu não queria falar em números, ele abaixou consideravelmente o contrato. Pelo que eu senti e pelo trabalho que fizemos, tanto no jurídico como no administrativo e também no financeiro, é possível a gente pagar esse contrato", explicou o presidente.
A trajetória até esse ponto havia sido conturbada. Stabile havia encerrado as negociações semanas antes, citando preocupações com as finanças do clube. Mas a reação da torcida foi imediata e intensa. Sob pressão e recebendo ameaças pessoais, o presidente mudou de rumo. Decidiu voltar à mesa de negociação com o holandês, desta vez pedindo explicitamente uma redução nos valores do acordo. Depay concordou.
Antes de Stabile fazer seu anúncio público, o Conselho de Orientação do Corinthians — o Cori — havia dado seu aval à renovação em reunião realizada no Parque São Jorge naquela mesma segunda-feira. Mas a decisão final havia sido do próprio presidente. Stabile havia optado por dividir a responsabilidade com o órgão consultivo, ainda que a escolha de reabrir as negociações tivesse partido dele.
O que se desenhava agora era a continuidade de Depay no projeto do Corinthians. O atacante, que havia chegado ao clube em 2023, permaneceria vinculado até 2028, ainda que com um custo financeiro menor para a instituição. A questão agora era como ele se reintegraria ao elenco após semanas de incerteza contratual e qual seria seu desempenho sob as ordens de Fernando Diniz.
Citas Notables
Ele abaixou consideravelmente o contrato. Pelo que eu senti e pelo trabalho que fizemos, é possível a gente pagar esse contrato— Osmar Stabile, presidente do Corinthians