SpaceX lança 12ª tripulação para ISS em missão de oito meses

Consumindo 700 mil galões de combustível por segundo
A descrição da potência bruta do Falcon 9 no momento do lançamento de Cabo Canaveral.
Mark

Por que essa missão em particular importa? Parece mais um lançamento de rotina.

Mimi

Não é rotina porque é a 12ª equipe de longa duração que a SpaceX leva para a ISS. Isso mostra que o sistema funciona de forma confiável — a Nasa confia em uma empresa privada para fazer o trabalho que antes era exclusivo de agências governamentais.

Luke

Mas preciso perguntar: quando dizem que é a 12ª equipe, isso significa que houve 11 antes bem-sucedidas? Ou há alguma que não chegou?

Mimi

Todas as 11 anteriores chegaram com sucesso. A Crew-12 é a continuação de um histórico limpo.

Mark

E quanto aos experimentos? O que realmente vai mudar com essas pesquisas sobre bactérias e plantas?

Mimi

Os estudos sobre pneumonia podem levar a novos tratamentos na Terra. Os experimentos com plantas e micróbios fixadores de nitrogênio são sobre como produzir alimento no espaço — algo essencial se queremos enviar pessoas para Marte.

Luke

Mas esses resultados já estão garantidos? Ou são ainda hipóteses que precisam ser testadas?

Mimi

São hipóteses. A pesquisa em microgravidade é exploratória. Pode funcionar ou pode não funcionar. É por isso que fazem na estação.

Mark

Jessica Meir já esteve lá antes. Ela traz experiência?

Mimi

Sim. Ela foi à ISS há quase sete anos e fez a primeira caminhada espacial totalmente feminina. Agora volta como líder da missão.

Luke

E os outros três? Hathaway é novato, Adenot é da Europa, Fedyaev é russo. Como uma equipe tão mista funciona em termos de comunicação e protocolo?

Mimi

A ISS é um projeto internacional. Eles falam inglês como língua comum e têm treinamento extenso juntos. Funciona porque foi desenhado para funcionar assim.

  • Um Falcon 9 rasgou o céu escuro de Cabo Canaveral às 5h15 da manhã, consumindo 700 mil galões de combustível por segundo para escapar da gravidade terrestre.
  • A bordo da cápsula Freedom, uma tripulação de quatro pessoas — dois americanos, uma francesa e um russo — representa a tensão permanente entre rivalidades geopolíticas e a necessidade de cooperação no espaço.
  • O primeiro estágio do foguete pousou sozinho de volta à Terra nove minutos após o lançamento, normalizando o que antes parecia impossível e acelerando o ritmo das missões espaciais.
  • Após 34 horas de voo, a equipe atracará na ISS para oito meses de pesquisas que vão de bactérias causadoras de pneumonia a experimentos agrícolas em microgravidade.
  • Cada experimento a bordo é também um ensaio para o futuro: as descobertas da Crew-12 alimentarão diretamente o programa Artemis, que pretende levar humanos de volta à Lua e, um dia, a Marte.

Na madrugada de uma sexta-feira de fevereiro, quatro seres humanos de três nações diferentes deixaram a Terra a bordo de um foguete, carregando consigo não apenas equipamentos científicos, mas a ambição coletiva de compreender como a vida — humana, vegetal e microbiana — se comporta longe do planeta que a originou. A missão Crew-12 da SpaceX, a décima segunda de seu tipo, representa menos um evento isolado do que um elo numa corrente que conecta o programa Apollo ao sonho ainda distante de Marte. Em órbita a 420 quilômetros de altitude, ciência e diplomacia coexistem numa estação onde astronautas americanos, europeus e russos partilham o mesmo ar rarefeito.

Na madrugada de sexta-feira, um Falcon 9 da SpaceX iluminou o céu de Cabo Canaveral ao decolar com a cápsula Crew Dragon Freedom e quatro astronautas a bordo. Os nove motores Merlin consumiam combustível numa escala quase incompreensível enquanto empurravam a missão Crew-12 em direção à Estação Espacial Internacional.

A tripulação reunia histórias distintas sob um propósito comum. Jessica Meir, bióloga marinha de 48 anos e veterana da primeira caminhada espacial totalmente feminina da história, liderava a missão. Ao seu lado estavam Jack Hathaway, ex-piloto de caça da Marinha americana em sua estreia no espaço; Sophie Adenot, piloto mestre de helicóptero francesa da Agência Espacial Europeia; e o cosmonauta russo Andrey Fedyaev, em seu segundo voo à estação.

Nove minutos após o lançamento, o estágio superior já acelerava a mais de 27 mil quilômetros por hora rumo à órbita, enquanto o propulsor do primeiro estágio retornava e pousava sozinho em Cabo Canaveral — uma rotina que ainda carrega algo de extraordinário. A equipe deveria atracar na ISS na tarde de sábado, após 34 horas de voo, a cerca de 420 quilômetros acima da Terra.

Era a 12ª missão de longa duração que a NASA enviava à estação a bordo de veículos SpaceX desde 2020, consolidando uma parceria que transformou o acesso humano ao espaço. Durante os oito meses seguintes, a Crew-12 se dedicaria a pesquisas sobre bactérias causadoras de pneumonia e a experimentos com plantas em microgravidade — trabalhos com implicações diretas para a medicina terrestre e para a sobrevivência humana em futuras missões ao programa Artemis, que aponta para a Lua e, além dela, para Marte.

Na madrugada de sexta-feira, um foguete Falcon 9 da SpaceX saiu do solo de Cabo Canaveral, na Flórida, carregando quatro astronautas rumo à Estação Espacial Internacional. O lançamento aconteceu por volta das 5h15 da manhã, horário da costa leste americana, com a cápsula Crew Dragon batizada de 'Freedom' acoplada ao topo do veículo de 25 andares. Nove motores Merlin rugiam enquanto consumiam 700 mil galões de combustível por segundo, iluminando o céu ainda escuro com uma bola de fogo avermelhada que subiu da torre de lançamento.

A tripulação era uma composição internacional: dois astronautas americanos da Nasa, um astronauta francês da Agência Espacial Europeia e um cosmonauta russo. Jessica Meir, 48 anos, liderava a missão como veterana em sua segunda viagem à estação. Meir é bióloga marinha e fez história quase sete anos antes ao participar da primeira caminhada espacial totalmente feminina da história, ao lado de sua colega Christina Koch. Acompanhavam-na Jack Hathaway, 43 anos, ex-piloto de caça da Marinha dos Estados Unidos em sua primeira missão como astronauta; Sophie Adenot, 43 anos, piloto mestre de helicóptero francesa; e Andrey Fedyaev, cosmonauta russo que retornava à estação em sua segunda missão após carreira como piloto militar.

Nove minutos após o lançamento, o estágio superior do Falcon 9 acelerou a mais de 27 mil quilômetros por hora, impulsionando a Crew Dragon para a órbita. Enquanto isso, o propulsor reutilizável do primeiro estágio já havia retornado à Terra e pousado com segurança em uma plataforma de aterrissagem em Cabo Canaveral — um procedimento que se tornou rotina nas operações da SpaceX. Os quatro tripulantes deveriam chegar à estação espacial na tarde de sábado, após um voo de 34 horas, atracando na plataforma laboratorial orbital a cerca de 420 quilômetros acima da Terra.

Esta era a 12ª equipe de longa duração que a Nasa enviava à ISS a bordo de um veículo de lançamento da SpaceX desde que a empresa fundada em 2002 pelo bilionário Elon Musk começou a transportar astronautas americanos para a órbita em maio de 2020. A designação oficial da missão era Crew-12, marcando um marco na parceria entre a agência espacial americana e a empresa privada.

Uma vez na estação, a equipe se dedicaria a uma série de tarefas de pesquisa científica, médica e técnica em ambiente de microgravidade. O programa incluía estudos sobre bactérias causadoras de pneumonia com o objetivo de melhorar tratamentos na Terra, além de experimentos com interações entre plantas e micróbios fixadores de nitrogênio para aumentar a produção de alimentos no espaço. Essas pesquisas não eram apenas exercícios acadêmicos — grande parte da agenda científica visava aperfeiçoar tecnologias que a Nasa esperava implantar em futuras missões tripuladas à Lua e a Marte, como parte de seu novo programa Artemis, sucessor do projeto Apollo que havia marcado a exploração lunar meio século antes.

Pesquisas incluem estudos sobre bactérias causadoras de pneumonia para melhorar tratamentos na Terra e experimentos com plantas para aumentar produção de alimentos no espaço
— Nasa, conforme relatado
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