SP confirma primeiros casos de Febre do Nilo; Santa Catarina registra primeira morte

Uma mulher de 77 anos morreu em Imbituba, Santa Catarina, devido à Febre do Nilo Ocidental.
A maioria das pessoas infectadas nem sente nada
Cerca de 80% dos infectados pela Febre do Nilo não desenvolvem sintomas, tornando a morte em Santa Catarina particularmente preocupante.
Mark

Por que essa morte em Santa Catarina é tão significativa?

Mimi

Porque a Febre do Nilo raramente mata. A maioria das pessoas infectadas nem sente nada. Quando alguém morre, é sinal de que o vírus encontrou um terreno fértil — idade avançada, sistema imunológico fragilizado, ou talvez uma cepa mais agressiva.

Mark

E por que São Paulo está confirmando casos agora, depois de tanto tempo?

Mimi

Ninguém sabe ao certo. A mulher de Ribeirão Preto viajou à Amazônia, então pode ter trazido o vírus de lá. Mas a adolescente de São José do Rio Preto — ela não viajou. Isso sugere que o mosquito Culex já está circulando no Estado, talvez há mais tempo do que imaginávamos.

Mark

O que torna o Culex diferente de outros mosquitos?

Mimi

Ele se alimenta de aves, não de humanos preferencialmente. Mas quando o vírus está nas aves, o mosquito o carrega. E quando pica um humano, passa adiante. É um intermediário silencioso.

Mark

Se não há vacina nem remédio específico, o que as pessoas podem realmente fazer?

Mimi

Evitar ser picado. Repelente, roupas compridas, telas nas janelas. E estar atento aos sintomas — febre, dor de cabeça, dor muscular. Se aparecerem, ir ao médico logo. Quanto mais cedo for diagnosticado, melhor o suporte que pode receber.

Mark

Isso vai virar uma epidemia?

Mimi

Treze Estados já tiveram casos desde 2014. Não virou epidemia até agora. Mas o vírus está se espalhando lentamente, chegando a novos lugares. São Paulo era uma fronteira que ainda não tinha sido cruzada. Agora foi.

  • São Paulo confirma pela primeira vez dois casos humanos de Febre do Nilo Ocidental, acendendo um alerta inédito no Estado mais populoso do Brasil.
  • Em Santa Catarina, a doença já cobrou sua primeira vítima fatal de 2026: uma idosa de 77 anos morreu em Imbituba após desenvolver complicações neurológicas.
  • Sem vacina e sem antiviral disponível, o tratamento depende exclusivamente de suporte clínico — o que torna a prevenção a única linha de defesa real da população.
  • O Ministério da Saúde mobiliza apoio técnico aos Estados e prepara orientações atualizadas, enquanto investigações ainda tentam identificar onde cada paciente foi infectado.
  • Com a chegada dos meses mais quentes, a vigilância epidemiológica se torna urgente para conter a expansão de um vírus que já alcançou 13 Estados brasileiros desde 2014.

Pela primeira vez em sua história, São Paulo registra casos humanos de Febre do Nilo Ocidental — uma doença transmitida pelo mosquito Culex que, silenciosa na maioria das infecções, pode comprometer gravemente o sistema nervoso. Enquanto o Estado paulista investiga dois casos com desfechos distintos, Santa Catarina já enfrenta a face mais dura da enfermidade: a morte de uma mulher de 77 anos em Imbituba. O Brasil, que convive com a doença desde 2014, vê agora 13 Estados afetados e um sistema de vigilância que precisa se fortalecer diante de um vírus para o qual não existe vacina nem tratamento específico.

São Paulo confirmou nesta segunda-feira seus dois primeiros casos históricos de Febre do Nilo Ocidental. O primeiro envolve uma mulher de 34 anos de Ribeirão Preto, que viajou recentemente à Amazônia e já recebeu alta curada. O segundo é de uma adolescente de 18 anos de São José do Rio Preto, que permanece internada. Ambas apresentaram manifestações neurológicas, e as autoridades ainda investigam os prováveis locais de infecção.

O cenário em Santa Catarina é mais grave. Uma mulher de 77 anos morreu em Imbituba — fato que chama atenção porque a doença raramente evolui para óbito. Um segundo caso catarinense, um homem de 56 anos de Caçador, foi internado e depois recebeu alta. Assim como os paulistas, os pacientes catarinenses também desenvolveram sintomas neurológicos.

A Febre do Nilo é causada por um arbovírus transmitido pelo mosquito Culex — o pernilongo comum — que se infecta ao picar aves doentes. Cerca de 80% dos infectados não apresentam sintomas; os demais podem ter desde febre e mal-estar até encefalite e meningite nos casos mais graves. Não há vacina nem antiviral: o tratamento é de suporte, com repouso, hidratação e, quando necessário, internação em UTI.

O Brasil registra casos da doença desde 2014, e 2026 já soma ocorrências em São Paulo, Santa Catarina e um caso provável no Piauí. O Ministério da Saúde acompanha as investigações e prepara uma nota técnica com orientações reforçadas. À população, as recomendações são as de sempre — e as mais eficazes disponíveis: repelente, roupas protetoras, telas em janelas, eliminação de água parada e atenção redobrada do entardecer ao amanhecer, quando o Culex é mais ativo.

São Paulo confirmou nesta segunda-feira, 24 de agosto, seus dois primeiros casos de Febre do Nilo Ocidental na história do Estado. Um deles já se recuperou; o outro segue internado. Mas enquanto a maior parte da atenção se volta para o planalto paulista, Santa Catarina enfrenta uma realidade mais sombria: uma mulher de 77 anos morreu na cidade de Imbituba após contrair a mesma doença.

O primeiro caso em São Paulo é de uma mulher de 34 anos que mora em Ribeirão Preto e viajou recentemente à região amazônica. Ela já recebeu alta e está curada. O segundo é de uma adolescente de 18 anos, residente em São José do Rio Preto, que permanece internada sob cuidados médicos. Ambos os pacientes apresentaram manifestações neurológicas, e as autoridades de saúde ainda investigam onde exatamente contraíram a infecção. Tatiana Lang D'Agostini, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac, afirmou que as equipes municipais e estaduais continuam trabalhando para identificar os locais prováveis de infecção e orientar medidas de prevenção.

Em Santa Catarina, o cenário é mais grave. Além da morte em Imbituba, há um segundo caso confirmado em Caçador, um homem de 56 anos que foi internado mas recebeu alta hospitalar. Ambos os pacientes catarinenses também apresentaram sintomas neurológicos. A morte é particularmente preocupante porque a Febre do Nilo raramente evolui para óbito — a maioria dos infectados ou não desenvolve sintomas ou apresenta manifestações leves.

Esta é a primeira vez que São Paulo registra casos humanos da doença. Mas o Brasil não é novo neste combate. O primeiro registro da Febre do Nilo no país ocorreu em 2014, e desde então 13 Estados já confirmaram casos. Em 2026, além de São Paulo e Santa Catarina, há um caso provável no Piauí. O Ministério da Saúde afirmou que acompanha as investigações, oferece apoio técnico aos Estados e está preparando uma nota técnica com orientações atualizadas para reforçar a vigilância em todo o país.

A doença é causada por um arbovírus transmitido principalmente pelo mosquito Culex — aquele pernilongo comum, também chamado de muriçoca — que adquire o vírus ao se alimentar do sangue de aves infectadas. Cerca de 80% das pessoas infectadas não desenvolvem sintomas. Dos 20% que adoecem, a maioria apresenta quadros leves: febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas, vômitos, dor de cabeça, dor muscular, dor nos olhos e manchas na pele. Mas em casos graves, o vírus pode comprometer o sistema nervoso central ou periférico, causando encefalite, meningite ou outras alterações neurológicas que exigem internação e, às vezes, cuidados em unidade de terapia intensiva.

Não existe vacina nem tratamento antiviral específico para a Febre do Nilo em humanos. O tratamento é de suporte: repouso, hidratação e acompanhamento médico conforme necessário. Nos casos graves, pode ser preciso repor líquidos por via intravenosa, oferecer suporte respiratório e tomar medidas para prevenir e tratar complicações. Por isso, qualquer pessoa com sintomas compatíveis e histórico de exposição a áreas onde o mosquito Culex circula deve procurar um serviço de saúde imediatamente.

As autoridades recomendam que a população use repelente, vista roupas que reduzam a exposição da pele, instale telas em portas e janelas, elimine recipientes que acumulem água, evite descartar lixo em valas e margens de córregos, e redobre os cuidados do entardecer ao amanhecer, quando os mosquitos Culex são mais ativos. O SUS oferece atendimento, diagnóstico e tratamento gratuitos para casos suspeitos ou confirmados. À medida que o país entra em seus meses mais quentes, a vigilância epidemiológica será essencial para conter a disseminação.

A confirmação dos dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental no Estado reforça a importância da vigilância epidemiológica e do acompanhamento permanente da situação
— Tatiana Lang D'Agostini, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac
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