SP confirma dois novos casos de febre maculosa; estado soma 19 casos em 2023

Nove óbitos confirmados em São Paulo em 2023; quatro mortes associadas ao surto na Fazenda Santa Margarida; uma morte adicional em Americana.
Nove óbitos em 2023, quatro deles ligados a um único local
O surto na Fazenda Santa Margarida representa a maior concentração de mortes por febre maculosa no estado este ano.
Mark

Por que esse surto em Campinas se tornou tão grave? A fazenda fez algo errado?

Mimi

Não há indicação de negligência da fazenda. O que parece ter acontecido é que o local, por razões ambientais ainda não totalmente esclarecidas, tornou-se um foco de carrapatos infectados. A fazenda operava há vinte anos sem problemas, então isso sugere uma mudança recente nas condições.

Luke

Mas a gente não sabe exatamente por quê. A nota da fazenda diz que nunca houve casos antes, e a secretaria não explicou o que mudou no ambiente. Isso é um ponto aberto.

Mark

E quanto ao caso em Americana? Parece isolado?

Mimi

Sim, aparentemente não tem conexão com a Fazenda Santa Margarida. A mulher de 58 anos faleceu em 8 de junho, e as autoridades ainda estão investigando onde ela pode ter sido exposta. Isso indica que há circulação de carrapatos infectados em outros lugares também.

Luke

Exatamente. Dois casos diferentes, dois locais diferentes. Isso levanta a questão: quanto dessa doença está realmente circulando em São Paulo além do que foi documentado?

Mark

A secretaria está pedindo que as pessoas procurem ajuda se tiverem sintomas. Isso é suficiente?

Mimi

É o que se pode fazer no curto prazo. O alerta é específico: quem esteve lá entre 27 de maio e 11 de junho e apresentar febre, manchas vermelhas e dor de cabeça deve buscar atendimento. Mas o desafio maior é o controle ambiental dos carrapatos.

Luke

E aí entra o plano da fazenda. Mas não sabemos ainda se vai funcionar. Tudo depende de como a prefeitura avalia e aprova essas medidas.

  • Dois novos diagnósticos confirmados em um único dia elevam o estado de alerta: São Paulo acumula 19 casos e nove mortes por febre maculosa apenas em 2023.
  • Uma mulher de 38 anos internada em Campinas e uma moradora de Americana de 58 anos — já falecida em 8 de junho — revelam que a doença atinge perfis e origens distintos, ampliando o raio de preocupação.
  • A Fazenda Santa Margarida, epicentro do surto com quatro mortes associadas, concentra a urgência: autoridades alertam que qualquer visitante entre 27 de maio e 11 de junho deve buscar atendimento médico imediatamente ao notar febre, manchas vermelhas ou dor de cabeça.
  • A fazenda respondeu com nota de pesar e protocolou um Plano de Contingenciamento junto à Prefeitura de Campinas, mas o plano ainda aguarda aprovação municipal antes de ser tornado público.

Em meio ao ciclo vivo do verão paulista, a febre maculosa — doença antiga transmitida pelo carrapato — voltou a cobrar seu preço: São Paulo chegou a 19 casos confirmados e nove mortes em 2023, com um surto centrado na Fazenda Santa Margarida, em Campinas, que já ceifou quatro vidas. A doença lembra, com brutalidade silenciosa, que a fronteira entre o mundo humano e o mundo natural permanece porosa e exige vigilância constante.

Na sexta-feira, 16 de junho, o Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo anunciou dois novos casos confirmados de febre maculosa, levando o estado a 19 diagnósticos e nove mortes em 2023. O dado não é apenas estatístico — é o retrato de um surto que ganhou contornos dramáticos nas semanas anteriores.

Um dos novos casos envolve uma mulher de 38 anos que visitou a Fazenda Santa Margarida, propriedade rural na região de Campinas já identificada como epicentro de um surto com quatro mortes. Ela segue internada. O segundo caso é o de uma moradora de Americana, 58 anos, que faleceu em 8 de junho sem conexão aparente com a fazenda — a origem da infecção ainda é investigada.

A febre maculosa, causada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida exclusivamente pela picada de carrapatos contaminados, não se propaga entre pessoas, mas mata com rapidez quando não tratada. Febre, manchas vermelhas na pele, dores no corpo e dor de cabeça são os sinais de alerta.

A Secretaria Estadual de Saúde emitiu alerta a todos que estiveram na Fazenda Santa Margarida entre 27 de maio e 11 de junho: ao surgir qualquer sintoma, procurar atendimento médico imediatamente e informar sobre a exposição no local. A fazenda, por sua vez, expressou pesar pelas vítimas, destacou mais de vinte anos de eventos sem registros anteriores da doença e afirmou ter protocolado um plano de contingenciamento ambiental na Prefeitura de Campinas — que só será divulgado após aprovação municipal.

São Paulo registrou dois novos diagnósticos de febre maculosa na sexta-feira, 16 de junho, elevando o total de casos confirmados no estado para 19 neste ano, com nove mortes associadas à doença. O anúncio veio do Centro de Vigilância Epidemiológica estadual e marca um ponto crítico em um surto que começou a ganhar visibilidade semanas antes.

Um dos novos casos envolve uma mulher de 38 anos que visitou a Fazenda Santa Margarida, propriedade rural localizada na região de Campinas. Esse mesmo local já havia sido identificado como epicentro de um surto que resultou em quatro mortes entre pessoas que estiveram lá. A paciente encontra-se internada em Campinas. O segundo diagnóstico confirmado refere-se a uma moradora de Americana, cidade vizinha, com 58 anos de idade, que faleceu em 8 de junho. Diferentemente do caso ligado à fazenda, este não apresenta conexão aparente com o surto de Campinas, e as autoridades de saúde ainda investigam onde a infecção ocorreu.

A febre maculosa, conhecida popularmente como doença do carrapato, é uma infecção bacteriana causada por organismos do gênero Rickettsia. Transmitida exclusivamente pela picada de carrapatos contaminados, a doença não passa de pessoa para pessoa, mas apresenta uma taxa de letalidade elevada e gravidade variável. Os sintomas incluem febre, dor corporal, manchas vermelhas na pele e dor de cabeça.

A Secretaria Estadual de Saúde emitiu um alerta direcionado a qualquer pessoa que tenha visitado a Fazenda Santa Margarida entre 27 de maio e 11 de junho. Aqueles que desenvolvam febre, dor, erupções cutâneas vermelhas ou dor de cabeça foram orientados a procurar atendimento médico imediatamente e informar aos profissionais sobre a exposição no local.

Em resposta, a Fazenda Santa Margarida divulgou nota à imprensa expressando profundo pesar pelos casos e solidariedade com as famílias das vítimas. A propriedade ressaltou que realiza eventos no mesmo local há mais de vinte anos sem qualquer relato anterior de febre maculosa entre visitantes, colaboradores ou prestadores de serviço. A fazenda informou ter elaborado um Plano de Ação de Contingenciamento Ambiental e de Comunicação para Mitigação de Riscos de Parasitismo e Transmissão de Febre Maculosa Brasileira, que foi protocolado na Prefeitura Municipal de Campinas. Segundo o comunicado, o plano inclui medidas preventivas e diretrizes de segurança para futuros eventos, e será divulgado publicamente assim que receber aprovação municipal.

A Fazenda Santa Margarida realiza eventos há mais de vinte anos no mesmo lugar e nunca houve qualquer relato de casos ou suspeita de febre maculosa entre visitantes, colaboradores e terceirizados
— Fazenda Santa Margarida, em nota à imprensa
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