Esgotaram em menos de duas horas, toda a produção
No litoral de Salvador, um pequeno negócio nascido da observação de uma cultura distante demonstra que a autenticidade ainda é a moeda mais valiosa do mercado. A Amaré, criada por três sócios inspirados por uma viagem à Tailândia, serve sorvete artesanal dentro de cascas de coco fresco e esgota toda a sua produção em menos de duas horas a cada fim de semana no Farol da Barra. O fenômeno não é apenas comercial — é um lembrete de que, quando um produto carrega história, cuidado e diferença genuína, o público não apenas consome: ele se torna parte da narrativa.
- A demanda superou completamente a capacidade de produção: no último domingo, a Amaré ficou sem nada a vender em menos de duas horas.
- O modelo artesanal — sem fábrica, sem terceirização, feito à mão pelos próprios fundadores — é ao mesmo tempo o maior charme e o principal gargalo do negócio.
- Filas contínuas desde maio e viralização nas redes sociais pressionam os sócios a tomar decisões sobre crescimento sem perder a essência que os tornou populares.
- A resposta planejada é uma segunda unidade em outro ponto icônico de Salvador, com abertura prevista até o próximo verão.
- O desafio que se desenha é clássico: escalar sem diluir — manter o cuidado artesanal que gerou o fenômeno enquanto a marca cresce.
No último domingo, no Farol da Barra, a fila da Amaré se dissolveu em menos de duas horas — não porque as pessoas foram embora, mas porque o sorvete acabou. O pequeno negócio, que viralizou nas redes sociais desde sua abertura em maio, esgotou toda a produção do dia antes que a tarde terminasse.
A ideia surgiu de uma viagem à Tailândia, onde Eduardo Pinheiro, Felipe Almazo e Bia Louzão viram o conceito de sorvete servido dentro da própria casca de coco e decidiram trazê-lo para Salvador. O resultado é um produto artesanal, sem lactose e sem glúten, preparado manualmente pelos fundadores em pequenos lotes, de sexta a domingo a partir das 15h. Os preços vão de R$ 13 pela versão mais simples, com uma bola e um topping, a R$ 28 pela opção mais completa, com três bolas e três toppings.
É justamente esse processo manual que explica tanto o esgotamento rápido quanto a fidelidade do público. Sem fábrica e sem terceirização, a capacidade de produção é limitada — mas é também o que garante a qualidade que fez a marca crescer organicamente.
Os sócios já confirmaram os próximos passos: uma segunda unidade em outro cartão-postal de Salvador, com abertura planejada para antes do próximo verão. O endereço ainda não está definido, mas a intenção é clara — expandir o modelo sem abandonar o cuidado que o tornou viral. O verdadeiro teste, agora, é crescer sem perder o que fez as pessoas esperarem na fila.
No domingo passado, no Farol da Barra, a fila para sorvete servido dentro de uma casca de coco fresca desapareceu em menos de duas horas. Não havia mais nada a vender. A Amaré, pequeno negócio que viralizou nas redes sociais desde sua abertura em maio, tinha esgotado completamente sua produção do dia.
O sucesso não é acidental. Eduardo Pinheiro, Felipe Almazo e Bia Louzão criaram algo que funciona: um sorvete artesanal feito sem lactose e sem glúten, servido na própria fruta. A ideia nasceu de uma viagem à Tailândia, onde viram o conceito e decidiram trazê-lo para Salvador. Agora, quase três meses depois do lançamento, eles mal conseguem acompanhar a demanda.
A operação atual é enxuta. Funciona apenas de sexta a domingo, a partir das 15h, no entorno do Farol da Barra. Toda a produção é feita manualmente pelos próprios fundadores — não há fábrica, não há terceirização. Cada sorvete é preparado na hora, em pequenos lotes. É esse trabalho artesanal que explica tanto o esgotamento rápido quanto o preço: a opção mais simples, chamada Onda Leve, custa R$ 13 e vem com uma bola de sorvete e um topping. A versão mais completa, Maré Cheia, sai por R$ 28 e inclui três bolas e três toppings.
O que começou como um experimento virou um negócio que os sócios já veem crescer. Eles confirmaram ao Alô Alô Bahia que planejam abrir uma segunda unidade até o próximo verão. O novo ponto ainda não tem endereço definido, mas a intenção é clara: levar a experiência para outro lugar icônico de Salvador, expandindo o modelo que funcionou tão bem no Farol.
O fenômeno reflete algo maior sobre o mercado de alimentos em cidades turísticas. Quando um produto é genuinamente diferente — quando combina qualidade, apresentação memorável e uma história que faz sentido — as pessoas não apenas compram. Elas compartilham. Elas voltam. E elas esperam na fila. Para a Amaré, o desafio agora é manter essa qualidade enquanto cresce, mantendo o mesmo cuidado artesanal que a tornou viral.
Notable Quotes
Toda a produção continua sendo feita artesanalmente pelos próprios fundadores— Descrição da operação da Amaré
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que você acha que um sorvete em coco virou viral? Tem tantas sorvetarias em Salvador.
Porque não é só um sorvete. É uma experiência completa — você come dentro da fruta, é lindo de fotografar, é diferente do que você vê todo dia. E vem de uma história real, de uma viagem, não de um marketing artificial.
Mas eles só trabalham três dias por semana. Como conseguem ganhar dinheiro assim?
Porque esgotam em duas horas. Não é volume, é densidade de demanda. Três dias de fila é melhor que sete dias com meia dúzia de clientes.
E a expansão? Não é arriscado abrir uma segunda loja quando você mal consegue abastecer a primeira?
É um risco, sim. Mas se eles continuam fazendo tudo à mão, a segunda loja não vai ser uma cópia. Vai ser outro ponto artesanal. O desafio é não virar fábrica.
Você acha que vai durar? Ou é moda?
Depende. Se for moda, dura um verão. Se for porque o produto é realmente bom e diferente, dura mais. O fato de eles não terem terceirizado, de continuarem fazendo tudo, sugere que acreditam no que fazem. Isso conta.