Na Universidade Estadual de Londrina, o tempo se dobrou sobre si mesmo: homenagear o professor Carlos Appoloni foi, ao mesmo tempo, celebrar o Grupo de Física Nuclear Aplicada que ele fundou em 1977 — o mais antigo em atividade contínua no Brasil em sua área. Cinquenta anos de pesquisa e de uma vida dedicada ao ensino raramente coincidem com tanta precisão, e a cerimônia na UEL reconheceu que certas instituições só existem porque certas pessoas escolheram permanecer.
Solenidade homenageia professor Carlos Appoloni e marca 50 anos do GFNA
Instituições de pesquisa não existem sem pessoas que as constroem
Por que uma universidade decide homenagear um professor e um grupo de pesquisa ao mesmo tempo? Há algo de simbólico nisso?
Sim. Appoloni não apenas fundou o grupo — ele é inseparável da história dele. Homenagear um é homenagear o outro. É reconhecer que instituições de pesquisa não existem sem pessoas que as constroem e as mantêm vivas.
Cinquenta anos é muito tempo. O que mantém um grupo de pesquisa funcionando por tanto tempo?
Continuidade de propósito, provavelmente. E pessoas que acreditam no trabalho. Appoloni ocupou cargos administrativos, mas nunca abandonou a pesquisa. Isso importa.
O grupo é descrito como o mais antigo em atividade no país. Isso é raro?
Muito raro. Muitos grupos de pesquisa nascem e desaparecem. Manter uma linha de pesquisa viva por cinco décadas, formando gerações de cientistas, é excepcional. Especialmente em um país onde o financiamento para ciência é sempre incerto.
A cerimônia aconteceu em agosto, mas o aniversário é em julho de 2027. Por que antecipar?
Talvez para estender o reconhecimento, para criar um período de reflexão sobre esses 50 anos. Não é apenas um evento — é uma série de eventos que vai até o aniversário oficial. É uma forma de dizer que essa história merece tempo e atenção.
O que você acha que Appoloni sentia naquela sala, cercado por alunos e colegas?
Provavelmente uma mistura de satisfação e responsabilidade. Você não funda algo que dura 50 anos sem saber que deixou uma marca. Mas também há o peso de saber que outras pessoas agora carregam aquilo adiante.
O Pulso
- Um único evento carregou dois jubileus: os 50 anos de carreira de Appoloni e os 50 anos do grupo que ele criou, tornando a homenagem inseparável da história da instituição.
- O GFNA nasceu em 1977, quando a pesquisa científica brasileira ainda buscava sua identidade — sobreviver cinco décadas em atividade contínua é uma raridade no cenário acadêmico nacional.
- Além da pesquisa, Appoloni ocupou a vice-reitoria da UEL entre 1986 e 1990, revelando uma trajetória que atravessou laboratórios e salas de decisão.
- A universidade antecipou as celebrações oficiais — o grupo só completa 50 anos em julho de 2027 — abrindo um calendário de eventos que manterá viva a reflexão sobre essa trajetória por meses.
Na Universidade Estadual de Londrina, o tempo se dobrou sobre si mesmo: homenagear o professor Carlos Appoloni foi, ao mesmo tempo, celebrar o Grupo de Física Nuclear Aplicada que ele fundou em 1977 — o mais antigo em atividade contínua no Brasil em sua área. Cinquenta anos de pesquisa e de uma vida dedicada ao ensino raramente coincidem com tanta precisão, e a cerimônia na UEL reconheceu que certas instituições só existem porque certas pessoas escolheram permanecer.
Na última quarta-feira, a Sala Multimeios do Centro de Ciências Exatas da UEL reuniu alunos, professores e autoridades para uma cerimônia que entrelaçou duas histórias: a de um pesquisador e a do grupo que ele fundou. Carlos Roberto Appoloni foi o homenageado, e o motivo era duplo — cinco décadas de carreira e o início das comemorações dos 50 anos do Grupo de Física Nuclear Aplicada (GFNA), hoje reconhecido como o mais antigo em funcionamento contínuo no Brasil em sua área.
Appoloni não foi apenas o fundador do grupo. Entre 1986 e 1990, ocupou a vice-reitoria da UEL, acumulando uma trajetória que atravessou laboratórios e postos de gestão. Mas foi o compromisso com o ensino e a pesquisa — e a permanência ao longo de décadas — que motivou o reconhecimento da noite.
O GFNA nasceu em 1977, quando a ciência brasileira ainda construía seus alicerces. Cinco décadas depois, segue formando pesquisadores. O grupo completará oficialmente o jubileu em julho de 2027, mas a universidade decidiu antecipar as celebrações, abrindo um calendário de eventos que se estenderá até lá — tempo suficiente para refletir sobre o que significa construir algo que dura.
Na quarta-feira passada, a Universidade Estadual de Londrina abriu as portas da Sala Multimeios do Centro de Ciências Exatas para uma cerimônia que reuniu alunos, professores e autoridades em torno de duas histórias entrelaçadas: cinco décadas de pesquisa em física nuclear e uma carreira de dedicação que começou no mesmo ano em que o grupo foi fundado.
Carlos Roberto Appoloni, professor e pesquisador reconhecido nacionalmente, foi o homenageado da noite. A cerimônia marcava simultaneamente o início das comemorações dos 50 anos do Grupo de Física Nuclear Aplicada (GFNA), do Departamento de Física, e também os cinco décadas de trabalho do próprio Appoloni — o fundador do grupo que hoje é considerado o mais antigo em funcionamento contínuo no país em sua área.
A trajetória de Appoloni na universidade vai além da pesquisa. Entre 1986 e 1990, ele ocupou o cargo de vice-reitor, um entre vários postos administrativos que preencheu ao longo de uma carreira acadêmica que se estende por décadas. Mas foi a dedicação ao ensino e à pesquisa que motivou a homenagem — o reconhecimento de alguém que ajudou a construir uma instituição de pesquisa que permanece ativa e relevante.
O Grupo de Física Nuclear Aplicada nasceu em 1977, em um momento em que a pesquisa científica brasileira ainda buscava seus caminhos. Cinco décadas depois, continua funcionando, formando pesquisadores e contribuindo para o conhecimento na área. O grupo completará oficialmente seus 50 anos em julho de 2027, mas a universidade decidiu antecipar as celebrações, abrindo um calendário de eventos que se estenderá até lá.
A cerimônia de abertura reuniu a comunidade acadêmica em torno dessa história — não apenas de um grupo de pesquisa, mas de um homem que viu a instituição crescer e se consolidar, que ocupou posições de liderança e que permaneceu comprometido com o trabalho de formar novas gerações de cientistas. O que começou em 1977 segue adiante, e as próximas semanas e meses trarão mais momentos para refletir sobre esses 50 anos.
Citações Notáveis
Appoloni foi homenageado pela dedicação ao ensino e à pesquisa— Cerimônia de abertura das Comemorações dos 50 anos do GFNA