Sete candidatos confirmados disputam governo do RS em 2026

Pedalou 700 km para agradecer a solidariedade em meio à tragédia
Marcelo Maranata, prefeito de Guaíba, viajou de bicicleta até Santa Catarina durante as enchentes de 2024.
Mark

Por que esses dois candidatos, Brizola e Zucco, estão à frente nas pesquisas?

Mimi

Ambos têm trajetórias políticas consolidadas e votações expressivas em eleições anteriores. Zucco conquistou números recordes como deputado, enquanto Brizola tem presença forte na política estadual há anos.

Mark

E os outros cinco? Têm alguma chance real?

Mimi

Cada um representa um segmento diferente. Maranata vem de uma reeleição esmagadora em seu município, Souza é o vice-governador atual. Os demais representam partidos menores mas com bases organizadas.

Mark

Qual é o perfil mais comum entre eles?

Mimi

Quase todos têm formação superior e experiência em cargos públicos. Mas há diferenças: alguns vêm de carreiras técnicas, outros de movimentos sociais, alguns da administração municipal.

Mark

A data de 15 de agosto é realmente o fim da linha?

Mimi

É quando o registro no TSE se encerra. Depois disso, as candidaturas estão oficialmente confirmadas, a menos que haja problemas na Justiça Eleitoral.

Mark

Qual deles tem a história mais inusitada?

Mimi

Maranata talvez. Começou como engraxate e entregador de jornal, virou comerciante e depois prefeito. E aquele gesto de pedalar 700 quilômetros durante a tragédia das enchentes marca sua campanha.

Mark

E Rejane, a professora aposentada?

Mimi

Ela representa a luta sindical. Liderou greves importantes, foi homenageada pelo movimento negro. Sua candidatura vem de uma base de organização popular consolidada.

  • A disputa pelo governo gaúcho em 2026 já tem sete nomes confirmados, criando um campo eleitoral plural que vai da esquerda sindical à direita militar.
  • Juliana Brizola e Luciano Zucco concentram as atenções das pesquisas, pressionando os demais candidatos a consolidarem visibilidade antes do prazo de registro em 15 de agosto.
  • O calendário eleitoral é apertado: primeiro turno em 4 de outubro e eventual segundo turno em 25 de outubro, deixando pouco tempo para campanhas se estruturarem.
  • Cada candidato traz uma base social distinta — veteranos militares, médicos, professoras, nutricionistas e ativistas —, tornando a disputa um retrato das múltiplas identidades políticas do Estado.

No Rio Grande do Sul, sete candidatos emergem das convenções partidárias para disputar o governo estadual em 2026, cada um carregando trajetórias que espelham tensões profundas da sociedade brasileira — entre militarismo e militância, tradição política e renovação. A corrida, que culminará em outubro, coloca frente a frente heranças históricas e projetos de futuro distintos, com Juliana Brizola e Luciano Zucco liderando as pesquisas enquanto os demais buscam espaço num campo ainda em formação.

Sete candidatos confirmaram suas candidaturas ao governo do Rio Grande do Sul em 2026 por meio de convenções partidárias. São eles: César Pontes (PCO), Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL), Marcelo Maranata (PSDB), Priscila Voigt (UP) e Rejane de Oliveira (PSTU). O registro oficial no TSE ocorre até 15 de agosto, com primeiro turno em 4 de outubro e segundo em 25 de outubro.

Nas pesquisas, Juliana Brizola e Luciano Zucco aparecem na dianteira. Brizola, neta de Leonel Brizola, viveu o exílio durante a Ditadura Militar e construiu carreira como vereadora, secretária e deputada estadual por três mandatos. Em 2024, disputou a prefeitura de Porto Alegre, obtendo quase 20% dos votos. Zucco, ex-militar formado nas Agulhas Negras e ex-sniper da Brigada Paraquedista, tornou-se o deputado mais votado do Estado tanto em 2018 quanto em 2022, e presidiu a CPI do MST na Câmara Federal.

Os demais candidatos trazem perfis igualmente marcantes. Gabriel Souza, médico veterinário com passagem por Harvard, é o atual vice-governador. Marcelo Maranata, reeleito prefeito de Guaíba com 78% dos votos em 2024, ficou conhecido por pedalar 700 quilômetros até Santa Catarina para agradecer a solidariedade durante as enchentes. César Pontes, historiador aposentado, já tentou candidatura ao governo em 2022, mas foi declarado inapto pelo TRE.

Priscila Voigt, nutricionista e presidente do UP no Estado, lidera a Casa de Referência Mulheres Mirabal, que há dez anos acolhe mulheres em situação de violência em Porto Alegre. Rejane de Oliveira, professora aposentada e ex-presidente do CPERS-Sindicato, liderou greves históricas em defesa do piso nacional dos professores e hoje também se dedica ao cuidado de animais abandonados na Zona Sul da capital gaúcha.

Sete candidatos confirmaram suas candidaturas ao governo do Rio Grande do Sul em 2026, todos lançados através de convenções partidárias. O próximo passo é a homologação pelo Tribunal Regional Eleitoral, desde que não haja pendências na Justiça Eleitoral. Os nomes na disputa são César Pontes pelo PCO, Gabriel Souza pelo MDB, Juliana Brizola pelo PDT, Luciano Zucco pelo PL, Marcelo Maranata pelo PSDB, Priscila Voigt pelo UP e Rejane de Oliveira pelo PSTU. O registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral acontece até 15 de agosto, com o primeiro turno marcado para 4 de outubro e o segundo para 25 de outubro.

Entre os sete, Juliana Brizola e Luciano Zucco aparecem como os mais bem posicionados conforme as pesquisas eleitorais recentes. Brizola, nascida em Porto Alegre em 1975, é bacharel em Direito com especialização em Segurança Pública e mestrado em Ciências Criminais. Sua trajetória política inclui passagens como vereadora de Porto Alegre, secretária municipal e deputada estadual por três mandatos. Ela é neta de Leonel Brizola e viveu o exílio durante a Ditadura Militar, crescendo entre Uruguai e Rio de Janeiro antes de retornar ao Rio Grande do Sul. Em 2024, disputou a prefeitura de Porto Alegre e obteve 19,69% dos votos, não avançando ao segundo turno.

Luciano Zucco, nascido em Alegrete em 1974, possui formação militar pela Academia Militar das Agulhas Negras e atuou como sniper e mestre de salto na Brigada de Infantaria Paraquedista. Trabalhou no Gabinete de Segurança Institucional da Presidência e comandou operações de segurança no Complexo do Alemão. Em 2018, foi eleito deputado estadual com 166.747 votos, a maior votação do Rio Grande do Sul para a Assembleia Legislativa naquele ano. Quatro anos depois, conquistou 259.023 votos para deputado federal, novamente o mais votado do Estado, e presidiu a CPI do MST na Câmara Federal, onde atuou como líder da oposição ao governo Lula.

Os demais candidatos trazem trajetórias distintas. Gabriel Souza, nascido em Porto Alegre em 1984, é médico veterinário com formação em administração pública e experiência internacional em universidades como Harvard. Atuou como deputado estadual por dois mandatos e atualmente é vice-governador do Estado durante o segundo mandato de Eduardo Leite. Marcelo Maranata, nascido em Camaquã em 1976, foi prefeito de Guaíba entre 2020 e 2026, sendo reeleito em 2024 com 78,18% dos votos válidos. Durante as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, pedalou aproximadamente 700 quilômetros de Guaíba até Joinville em Santa Catarina para agradecer a solidariedade catarinense.

César Pontes, nascido em Porto Alegre em 1957, é formado em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Aposentado, ingressou no PCO em 2016 e participou de mobilizações contra o impeachment de Dilma Rousseff e contra o governo Michel Temer. Tentou ser candidato ao governo em 2022 mas foi declarado inapto pelo Tribunal Regional Eleitoral. Em 2024, concorreu à prefeitura de Porto Alegre sem avançar ao segundo turno.

Priscila Voigt, nascida em Tijucas, Santa Catarina, em 1991, é nutricionista e presidente do UP no Rio Grande do Sul. Militante do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas, foi coordenadora da Ocupação Lanceiros Negros e está à frente da Casa de Referência Mulheres Mirabal em Porto Alegre, que há dez anos acolhe mulheres em situação de violência. Rejane de Oliveira, nascida em Porto Alegre em 1961, é professora aposentada da rede estadual de ensino. Foi dirigente do SINPRO e presidente do CPERS-Sindicato por duas gestões, liderando greves em defesa do piso nacional dos professores. Atualmente é membro das executivas estadual e nacional da Central Sindical e Popular e dedica-se também ao cuidado de animais abandonados na Zona Sul de Porto Alegre.

Juliana Brizola e Luciano Zucco são os mais bem colocados na disputa, segundo as pesquisas eleitorais mais recentes
— Dados de pesquisa eleitoral
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