Servidor do Hospital do Andaraí é preso por receptação de computadores furtados

Selos patrimoniais do Ministério da Saúde confirmaram a origem
Computadores encontrados na casa do servidor ainda carregavam marcas que provavam sua procedência do hospital.
Mark

Como a polícia conseguiu rastrear computadores roubados de um hospital até um funcionário do próprio hospital?

Mimi

Os investigadores encontraram anúncios online dos equipamentos e conseguiram vincular o número de telefone dos anúncios ao servidor. Foi um rastro digital bem direto.

Mark

E por que um funcionário do hospital estaria vendendo computadores do próprio lugar onde trabalha?

Mimi

Essa é a pergunta que a polícia ainda está tentando responder. Ele pode ter sido apenas o intermediário — alguém que recebeu os computadores roubados e os revendia. Os investigadores acreditam que há outras pessoas envolvidas.

Mark

Os computadores foram todos recuperados?

Mimi

Não. Apenas 12 foram encontrados na casa dele. Dos 31 que desapareceram, 19 ainda estão em paradeiro desconhecido. Três já tinham sido vendidos antes da prisão.

Mark

O que os selos do Ministério da Saúde significam?

Mimi

Eram a prova de que os equipamentos realmente vinham do hospital. Sem eles, seria mais difícil conectar os computadores encontrados ao crime. Eles confirmaram tudo.

Mark

Qual é o próximo passo da investigação?

Mimi

A polícia quer descobrir quem realmente roubou os computadores do hospital e se havia um esquema organizado. Freire pode ser apenas uma peça do quebra-cabeça.

  • 31 computadores evaporaram silenciosamente do Hospital Federal do Andaraí durante um inventário em 27 de julho, abrindo uma investigação que apontaria para dentro da própria instituição.
  • Anúncios de venda em plataformas online traíram o esquema: o número de telefone vinculado aos equipamentos levou diretamente a Rafael Batista Xavier Freire, servidor comissionado do hospital.
  • Na casa de Freire, em Bangu, os agentes encontraram 12 computadores ainda com selos patrimoniais do Ministério da Saúde — evidência que não deixava margem para dúvida sobre a origem dos bens.
  • Freire foi preso em flagrante por receptação na quarta-feira, mas a polícia admite que o caso é maior: os autores do furto original ainda não foram identificados e parte dos equipamentos segue desaparecida.

Quando um inventário de rotina expõe uma ausência — 31 computadores desaparecidos de um hospital público —, revela-se não apenas um furto, mas a fragilidade dos controles sobre o patrimônio coletivo. No Rio de Janeiro, a investigação que se seguiu ao desaparecimento dos equipamentos do Hospital Federal do Andaraí levou à prisão de um servidor comissionado da própria instituição, encontrado com máquinas ainda marcadas com os selos do Ministério da Saúde. O caso lembra que a confiança depositada em quem guarda o bem público é, ela mesma, um bem que pode ser subtraído.

Um inventário de rotina no Hospital Federal do Andaraí, em 27 de julho, revelou que 31 computadores haviam desaparecido. O sumiço acionou a 20ª Delegacia de Polícia, em Vila Isabel, que passou a vasculhar plataformas de anúncios classificados em busca de pistas.

Os investigadores não demoraram a encontrar equipamentos com características compatíveis com os do hospital sendo vendidos online. O fio que puxou o novelo foi simples: o número de telefone ligado aos anúncios pertencia a Rafael Batista Xavier Freire, servidor comissionado do próprio Andaraí. Abordado nas proximidades do hospital, ele foi conduzido à delegacia. Apurou-se que três computadores já haviam sido vendidos e um quarto ainda estava anunciado aguardando comprador.

A busca na residência de Freire, em Bangu, trouxe o achado mais contundente: 12 computadores apreendidos, alguns ainda com os selos patrimoniais do Ministério da Saúde — marcas que não deixavam dúvida sobre a origem dos equipamentos. Freire foi preso em flagrante por receptação na quarta-feira, dia 5 de agosto.

A Polícia Civil, no entanto, deixou claro que a investigação está longe do fim. A maioria dos 31 computadores ainda não foi localizada, e os autores do furto original permanecem desconhecidos. Para os investigadores, Freire pode ter sido o elo visível de uma teia mais ampla.

Um inventário de rotina no Hospital Federal do Andaraí, realizado no dia 27 de julho, revelou um buraco na contagem: 31 computadores simplesmente não estavam lá. O desaparecimento acionou a máquina investigativa da 20ª Delegacia de Polícia, sediada em Vila Isabel, que começaria a montar um quebra-cabeça envolvendo anúncios online, um funcionário do próprio hospital e uma residência na Zona Oeste do Rio.

Rafael Batista Xavier Freire era servidor comissionado do Andaraí quando a polícia começou a rastrear os computadores desaparecidos. Os investigadores, vasculhando plataformas de anúncios classificados na internet, encontraram equipamentos sendo vendidos com características que batiam perfeitamente com os do hospital. O fio condutor era simples: o número de telefone ligado aos anúncios pertencia a Freire.

Quando abordado nas proximidades do hospital, Freire foi levado à delegacia. As apurações policiais indicaram que três dos computadores já tinham sido vendidos, enquanto um quarto permanecia anunciado na plataforma, aguardando comprador. Mas o achado mais significativo viria depois.

Os agentes se dirigiram à casa de Freire em Bangu e ali encontraram 12 computadores. O detalhe que selou a origem do material: alguns dos equipamentos ainda carregavam os selos patrimoniais do Ministério da Saúde, marcas que não deixavam dúvida sobre de onde tinham vindo. Tudo foi apreendido.

Freire foi preso em flagrante por receptação na quarta-feira, dia 5 de agosto. A Polícia Civil, porém, deixou claro que a investigação está longe de terminar. Os 31 computadores originais ainda não foram todos localizados — apenas 12 foram recuperados na casa do servidor. Mais importante: os investigadores ainda buscam identificar quem realmente roubou os equipamentos do hospital e se outras pessoas estavam envolvidas no esquema. Freire pode ter sido o elo visível, mas a polícia suspeita de uma teia maior por trás do desaparecimento.

A direção do Hospital do Andaraí informou que durante inventário de rotina foi constatada a ausência de 31 CPUs compactas, levando ao registro de boletim de ocorrência e investigação policial
— Direção do Hospital Federal do Andaraí
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