Sequência de furtos de motos em condomínios assusta moradores de Ribeirão Preto

Famílias perdem veículos essenciais para trabalho e sustento, causando impacto econômico direto aos moradores afetados.
Lutou para conseguir. Não foi de um dia para a noite.
Professora descreve o impacto de perder a motocicleta que seu marido usava para trabalhar.
Mark

Por que as motos de baixa cilindrada são tão visadas? Parece estranho que roubem justamente os veículos mais comuns.

Mimi

Justamente por isso. Há muitas em circulação, então há demanda constante de peças. Um criminoso consegue desmontar uma moto e vender os componentes para oficinas ou pessoas que não perguntam de onde vieram.

Luke

Mas a reportagem não diz quantas dessas peças clandestinas foram apreendidas ou quantas oficinas estão envolvidas. Sabemos que existe um mercado ilegal, mas não temos números sobre a escala.

Mark

E quanto aos suspeitos? A polícia tem alguma pista?

Mimi

Até a data da reportagem, ninguém havia sido preso. A Polícia Civil está investigando, mas não há detalhes públicos sobre suspeitos específicos ou padrões de identificação.

Luke

Isso é importante notar — estamos falando de uma série de crimes com o mesmo modus operandi, mas sem nenhuma prisão ainda. Não sabemos se há uma quadrilha organizada ou se são grupos diferentes.

Mark

O que a polícia recomenda aos moradores?

Mimi

Medidas simples: correntes nas rodas, rondas em pontos estratégicos. A ideia é criar dificuldade suficiente para o criminoso desistir e procurar um alvo mais fácil.

Luke

Mas isso pressupõe que o criminoso vai mudar de bairro em vez de insistir. Não há dados sobre se essas medidas realmente reduzem furtos ou apenas os deslocam.

Mark

E para quem já perdeu a moto, como a família da professora?

Mimi

Fica o impacto econômico direto. Aquela moto era o transporte para o trabalho — não é um item de luxo, é necessidade.

  • Madrugada de 16 de setembro: ladrões furtam motos em 3 condomínios no Jardim Anhanguera
  • 134 furtos ou roubos de motocicletas entre janeiro e julho de 2026 em Ribeirão Preto
  • Modelos de baixa cilindrada são os mais visados para revenda ilegal de peças

Na madrugada de quarta-feira, ladrões furtaram motos em pelo menos 3 condomínios diferentes no Jardim Anhanguera com o mesmo modus operandi. De janeiro a julho, Ribeirão Preto registrou 134 furtos ou roubos de motocicletas, com criminosos visando modelos de baixa cilindrada para revenda ilegal.

Criminosos furtam motocicletas em condomínios de Ribeirão Preto arrombando portões. Polícia Civil investiga, mas nenhum suspeito foi preso até o momento.

Na madrugada de quarta-feira, 16 de setembro, ladrões arrombaram portões em pelo menos três condomínios diferentes no bairro Jardim Anhanguera, em Ribeirão Preto, levando motocicletas das garagens com a mesma técnica. O padrão era claro: força bruta na entrada, acesso rápido aos veículos, saída. A Polícia Civil abriu investigação, mas nenhum suspeito havia sido preso até o momento da apuração.

Entre as vítimas estava a família da professora Karina Talita Secco. A motocicleta roubada do condomínio onde mora era o transporte que seu marido usava para chegar ao trabalho em Brodowski, uma cidade vizinha. Não era um luxo — era ferramenta de sobrevivência. "Um veículo que ele usa para trabalhar, não é só por lazer, para ficar passeando. E lutou para conseguir. Não foi de um dia para a noite", disse ela, resumindo em poucas palavras o peso do que havia sido perdido. Na mesma noite, criminosos tentaram levar outro veículo em um condomínio próximo, mas um dispositivo antifurto travou as rodas e os forçou a desistir.

O problema não é novo em Ribeirão Preto. Entre janeiro e julho deste ano, a cidade registrou 134 furtos ou roubos de motocicletas — parte de um total de 926 furtos e roubos de veículos em geral, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do estado. Os criminosos não agem de forma aleatória. Avenidas como Abraão Issa Hallack e Thomaz Alberto Whately concentram cinco registros cada; a Avenida Nove de Julho tem quatro; Via Norte e Avenida Brasil, três ocorrências cada uma. O mapa do crime segue uma lógica.

Os modelos de baixa cilindrada são os mais procurados. Não por serem os mais valiosos, mas porque circulam em grande quantidade pelas ruas e são fáceis de revender. Segundo a Polícia Militar, por trás dessa movimentação constante está um mercado ilegal de peças clandestinas, alimentado inclusive pela internet. Cada moto desmontada vira dezenas de componentes que encontram comprador sem perguntas.

O major Gustavo Henrique Lázaro, da PM, alerta sobre o risco legal de quem compra essas peças. "Se comprar, vai estar receptando uma peça sem procedência e pode incorrer no crime de receptação", analisa. A polícia mantém rondas em pontos estratégicos para identificar suspeitos, mas também orienta os proprietários a criar obstáculos. Uma corrente na roda é barata e funciona — não porque impede completamente, mas porque muda o cálculo do criminoso. "O infrator da lei procura facilidade. Se tiver um outro complicador na ação dele, ele vai recuar e não vai cometer o crime", explica Lázaro. A segurança, nesse contexto, é feita de pequenas dificuldades que se acumulam até desencorajar quem está do outro lado.

Um veículo que ele usa para trabalhar, não é só por lazer, para ficar passeando. E lutou para conseguir. Não foi de um dia para a noite.
— Karina Talita Secco, professora cuja motocicleta foi furtada
O infrator da lei procura facilidade. Se tiver um outro complicador na ação dele, ele vai recuar e não vai cometer o crime.
— Major Gustavo Henrique Lázaro, Polícia Militar
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