É o fim do ciclo, é legítimo que o presidente escolha
O futebol português encerra um ciclo e abre outro: Roberto Martínez, que guiou a seleção durante três anos e meio, despede-se após a eliminação no Mundial 2026 frente à Espanha, reconhecendo com dignidade o fim da sua missão. Em seu lugar, Pedro Proença escolheu Jorge Jesus — 71 anos, uma vida inteira dedicada ao jogo — para conduzir Portugal rumo ao Euro 2028 e ao Mundial 2030, que o país ajudará a acolher. É o momento em que uma nação confia o seu futuro desportivo a um dos seus filhos mais experientes.
- Portugal cai nos oitavos do Mundial 2026 diante da Espanha, e a derrota precipita o inevitável: Martínez não renova e anuncia a saída em conferência de imprensa.
- O treinador espanhol reconhece o fim do ciclo com elegância, agradecendo o apoio recebido, mas a pressão acumulada tornava a renovação inviável.
- A Federação Portuguesa de Futebol age com rapidez: Pedro Proença já tinha o sucessor definido antes mesmo do anúncio oficial da saída de Martínez.
- Jorge Jesus, livre após deixar o Al Nassr, é o escolhido para liderar a seleção num dos períodos mais ambiciosos da história do futebol português.
- A assinatura do contrato aguarda o regresso da delegação a Portugal, mas a decisão está tomada — uma nova era começa com Jesus no comando.
Roberto Martínez confirmou o que já se adivinhava: o seu ciclo como selecionador de Portugal chegou ao fim. Três anos e meio depois de ter substituído Fernando Santos, na sequência do Mundial do Qatar, o treinador espanhol deixa o cargo após a eliminação portuguesa nos oitavos de final do Mundial 2026, onde Portugal cedeu diante de Espanha. O contrato expirava e não seria renovado. Na conferência de imprensa de despedida, Martínez foi claro e sereno: «É o fim do ciclo, é legítimo que o presidente possa escolher o seu selecionador, agradeço todo o apoio que me deram.»
Pedro Proença já tinha o nome do sucessor definido. Jorge Jesus, 71 anos, livre após deixar o Al Nassr no final da última temporada, é o eleito para iniciar um novo ciclo competitivo à frente da seleção nacional. A escolha aposta na experiência de décadas de carreira em clubes de topo europeus e asiáticos, e chega num momento de grande expectativa: Portugal prepara-se para o Euro 2028 e, sobretudo, para o Mundial 2030, que coorganizará com Espanha e Marrocos.
A formalização da nomeação está prevista para breve — o contrato será assinado assim que a delegação regressar a Portugal. Proença fecha assim o capítulo Martínez e entrega o futuro da seleção a um dos treinadores portugueses mais marcantes da sua geração.
Roberto Martínez confirmou o que se esperava: o seu tempo como selecionador de Portugal chegou ao fim. Três anos e meio depois de chegar ao cargo em janeiro de 2023, substituindo Fernando Santos após o Mundial do Qatar, o treinador espanhol deixa a seleção nacional. A decisão surge após a eliminação portuguesa nos oitavos de final do Mundial 2026, quando Portugal caiu diante de Espanha. O contrato de Martínez estava em vias de expiração e não será renovado. Na conferência de imprensa onde anunciou a partida, o espanhol reconheceu a conclusão de um ciclo. «É o fim do ciclo, é importante agora ter outra vez, é legítimo que o presidente possa escolher o seu selecionador, agradeço todo o apoio que me deram», disse.
Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, já tem o seu sucessor escolhido. Jorge Jesus, o treinador português de 71 anos, é o eleito para liderar a seleção no próximo ciclo competitivo. Jesus chega livre no mercado, tendo deixado o Al Nassr no final da última temporada. A sua nomeação marca o início de uma nova era para Portugal, que se prepara para o Euro 2028 e, mais significativamente, para o Mundial 2030, que o país irá coorganizar com Espanha e Marrocos.
O anúncio de Jesus como novo selecionador representa uma escolha de experiência e continuidade. Aos 71 anos, o treinador português traz décadas de carreira no futebol, incluindo passagens por clubes de topo europeus e asiáticos. A sua chegada à seleção será formalizada através de um contrato que será assinado assim que a delegação regressar a Portugal, após os compromissos internacionais em curso. Proença terá assim consolidado a sua visão para o futuro da seleção, fechando o capítulo Martínez e abrindo um novo com Jesus no comando.
Notable Quotes
É o fim do ciclo, é importante agora ter outra vez, é legítimo que o presidente possa escolher o seu selecionador— Roberto Martínez
The Hearth Conversation Another angle on the story
Porque é que Martínez saiu agora, e não antes?
O contrato estava a terminar naturalmente. A eliminação no Mundial acelerou a decisão, mas a verdade é que Proença tinha liberdade para escolher. Martínez reconheceu isso mesmo — é legítimo o presidente ter o seu selecionador.
Jorge Jesus tem 71 anos. Não é uma idade avançada para começar um novo projeto?
Sim, é. Mas Jesus está livre, tem experiência internacional, e Proença confia nele para os próximos quatro anos. O Euro 2028 e o Mundial 2030 são os objetivos. A idade é um facto, mas não parece ter sido obstáculo.
O que muda realmente com Jesus em relação a Martínez?
Martínez era estrangeiro, tinha uma visão tática específica. Jesus é português, conhece o futebol doméstico. Mas a verdade é que ambos herdam uma seleção que precisa de reconstrução após a saída do Mundial.
Portugal coorganiza o Mundial 2030. Isso muda algo?
Muda tudo. Jogar em casa, com apoio da multidão, é um privilégio. Jesus tem quatro anos para preparar uma equipa competitiva. A pressão é maior, mas também as oportunidades.