Seleção feminina de vôlei vence Canadá na estreia da Liga das Nações

Começamos a jogar nosso jogo, nos comunicando melhor
A ponteira Gabi descreveu como o time se ajustou após o primeiro set contra o Canadá.
Mark

Então o Brasil ganhou, mas pelo que você descreve, o primeiro set foi apertado. Isso significa que o time ainda está longe de estar pronto?

Mimi

Não exatamente. O primeiro set foi apertado porque o time estava literalmente reencontrando um ao outro. Dois anos é muito tempo. Mas a forma como reagiram nos três sets seguintes mostra que a qualidade técnica está lá — precisavam só de alguns minutos para ligar o interruptor.

Luke

Mas a gente precisa ser cuidadoso com o que a gente conclui de uma partida. O Canadá é um time respeitável, mas não é o mesmo nível dos Estados Unidos ou da Sérvia. Ganhar deles com essa progressão é bom, mas não diz tudo sobre o estado real do time.

Mark

Faz sentido. E quanto ao formato de bolha? Isso muda alguma coisa na forma como a gente deve pensar sobre o torneio?

Mimi

Muda bastante. Bolha sanitária significa que todos os times estão no mesmo lugar, sem viagens, sem distrações externas. É mais justo em um sentido, mas também é mentalmente cansativo. Você joga a cada dois dias, praticamente.

Luke

E a gente não sabe como o Brasil vai lidar com isso ao longo de duas semanas. Uma vitória na estreia é ótima, mas a resistência mental e física em um formato assim é diferente.

Mark

Os próximos adversários são República Dominicana e Estados Unidos. Como você avalia essas chances?

Mimi

República Dominicana é um time forte, mas o Brasil tem histórico favorável. Estados Unidos é outra história — é provavelmente o melhor time do torneio. Mas se o Brasil conseguir ganhar de um desses dois, já coloca o time em posição muito confortável.

Luke

Claro, mas a gente está especulando. O que a gente sabe é que o Brasil começou bem, e tem dois testes sérios pela frente. O resto a gente descobre jogando.

  • Quase dois anos sem competir criaram uma lacuna de entrosamento que o Canadá soube explorar, vencendo o primeiro set por 25 a 23.
  • A partir do segundo parcial, defesa, bloqueio e contra-ataque voltaram a funcionar em conjunto, e o Brasil dominou os três sets restantes com folga.
  • A ponteira Gabi reconheceu publicamente as limitações iniciais, mas destacou a melhora progressiva na comunicação e na pressão no saque ao longo do jogo.
  • O torneio em bolha sanitária em Rimini reúne 16 seleções, e apenas quatro avançam — cada partida carrega peso imediato na classificação.
  • O calendário não dá trégua: República Dominicana na quarta e Estados Unidos na quinta colocarão à prova a velocidade com que o Brasil recupera seu ritmo competitivo.

Após quase dois anos de silêncio imposto pela pandemia, a seleção brasileira feminina de vôlei voltou às quadras em Rimini, na Itália, vencendo o Canadá por 3 sets a 1 na abertura da Liga das Nações 2021. O retorno não foi isento de tropeços — o primeiro set revelou o peso do tempo parado —, mas a virada progressiva ao longo da partida sugeriu que o reencontro de um grupo com sua própria identidade pode ser tão significativo quanto a vitória em si. Sob o comando de José Roberto Guimarães, o Brasil recomeça não apenas uma competição, mas um ciclo interrompido pela história.

A seleção brasileira feminina de vôlei voltou a competir na terça-feira com uma vitória sobre o Canadá por 3 sets a 1, abrindo sua participação na Liga das Nações 2021 em Rimini, na Itália. Era o primeiro jogo oficial do grupo em quase dois anos, período em que a pandemia de covid-19 manteve as equipes afastadas das quadras internacionais.

O início foi revelador. O Canadá venceu o primeiro set por 25 a 23, aproveitando a falta de sincronia natural de um time que ainda buscava seu ritmo coletivo. Mas o Brasil se reorganizou rapidamente: os três sets seguintes foram dominados com parciais de 25/11, 25/09 e 25/14, mostrando uma progressão clara à medida que defesa, bloqueio e contra-ataque voltavam a funcionar em conjunto.

A ponteira Gabi traduziu bem o momento — a alegria emocional do retorno, mas também a honestidade sobre as dificuldades iniciais. Conforme o jogo avançou, a comunicação melhorou e a pressão no saque começou a render resultados.

O torneio, disputado em formato de bolha sanitária com 16 seleções, classifica apenas quatro para a fase final. O Brasil enfrenta a República Dominicana na quarta-feira e os Estados Unidos na quinta — dois testes que dirão muito sobre a velocidade com que a equipe de José Roberto Guimarães consegue se reencontrar como grupo competitivo.

A seleção brasileira feminina de vôlei retornou aos gramados na terça-feira à tarde com uma vitória convincente sobre o Canadá, marcando o início da Liga das Nações 2021. O placar de 3 sets a 1 (parciais 23/25, 25/11, 25/09 e 25/14) representava mais do que pontos em uma competição internacional — era o primeiro passo de um time que havia ficado longe das quadras por quase dois anos, afastado pela pandemia de covid-19.

Sob o comando do técnico José Roberto Guimarães, a equipe enfrentava o desafio duplo de retomar a rotina competitiva e se reencontrar como grupo. O primeiro set revelou exatamente isso: dificuldades de comunicação e entrosamento que são naturais após um intervalo tão longo. O Canadá aproveitou a falta de sincronia e venceu o primeiro parcial por 25 a 23, deixando claro que não seria um retorno tranquilo.

Mas a equipe brasileira se ajustou. A partir do segundo set, o jogo mudou de figura. A defesa começou a funcionar com mais solidez, o bloqueio ganhou efetividade, e o contra-ataque — aquela arma que caracteriza o vôlei ofensivo brasileiro — voltou a aparecer com precisão. Os sets seguintes foram dominados: 25/11, 25/09 e 25/14, mostrando uma progressão clara ao longo da partida.

A ponteira Gabi, em declaração à Confederação Brasileira de Vôlei, resumiu bem o que havia acontecido. Reconheceu a importância emocional do retorno, a alegria de voltar a vestir a camisa da seleção após tanto tempo. Mas também foi honesta sobre as limitações iniciais — aquele primeiro set não era falta de qualidade, era falta de prática conjunta. Conforme o jogo avançava, porém, o time encontrou seu ritmo, sua comunicação melhorou, e a pressão no saque começou a render frutos.

O torneio acontece em formato de bolha sanitária em Rimini, na Itália, com 16 seleções disputando um turno único na fase classificatória. Os quatro melhores times avançam para a fase final, o que significa que cada vitória conta e cada derrota pesa. Para o Brasil, começar com uma vitória — mesmo que com ajustes necessários — era exatamente o que se esperava.

O calendário é intenso. Na quarta-feira seguinte, a equipe enfrenta a República Dominicana às 13h no horário de Brasília. Na quinta-feira, o adversário é nada menos que os Estados Unidos, às 16h. Duas partidas que definirão muito sobre as chances brasileiras de avançar à fase final e, mais importante, sobre o ritmo e a confiança que o time consegue recuperar após o longo afastamento.

Jogo importantíssimo para o nosso time, de estreia, após tanto tempo sem poder vestir a camisa da seleção brasileira. Todos estão muito felizes por voltar a ter essa oportunidade.
— Gabi, ponteira da seleção brasileira, à Confederação Brasileira de Vôlei
Fale Conosco FAQ