Seis mortos em ataque russo a edifício residencial em Chasiv Yar

Seis mortos e cinco feridos confirmados, com pelo menos 30 pessoas desaparecidas sob os escombros do edifício destruído.
Trinta pessoas presas sob os escombros de um edifício que já não existe
O governador de Donetsk confirmou o número de desaparecidos após o bombardeamento de sábado à noite.
Mark

Por que é que Chasiv Yar é um alvo tão importante para os russos?

Mimi

Fica a vinte quilómetros de Sloviansk e Kramatorsk, cidades que os militares ucranianos dizem serem os próximos alvos russos. É uma posição estratégica no caminho para oeste.

Mark

E as trinta pessoas sob os escombros — há alguma esperança de as encontrarem vivas?

Mimi

As equipas de resgate foram enviadas imediatamente. Mas quanto mais tempo passa, menos esperança há. Os escombros de um edifício de cinco andares são caóticos.

Mark

A Rússia diz que atacou um hangar militar, não um edifício residencial. Acredita nisso?

Mimi

As duas partes dizem coisas diferentes. O que sabemos é que seis pessoas morreram e cinco ficaram feridas. Isso é verificável. O resto é narrativa.

Mark

Lugansk está quase toda sob controlo russo. Isso significa que Donetsk é o próximo?

Mimi

Provavelmente. Se Lugansk cai, Donetsk fica mais exposto. E depois vêm Sloviansk e Kramatorsk. É uma progressão lógica.

Mark

Quanto tempo leva um conflito assim a terminar?

Mimi

Ninguém sabe. Mas cada dia que passa, o número de mortos sobe. E as cidades ficam mais vazias.

  • Um edifício de cinco andares foi reduzido a escombros num único ataque noturno, soterando dezenas de civis enquanto dormiam.
  • Com pelo menos trinta pessoas presas sob os destroços, as equipas de resgate correram contra o tempo numa operação de extração de alto risco.
  • A Rússia contranarrativou o ataque, alegando ter destruído um hangar militar — mas nenhuma das versões pode ser verificada de forma independente.
  • Chasiv Yar, estrategicamente posicionada a vinte quilómetros de Sloviansk e Kramatorsk, sinaliza o próximo arco da ofensiva russa no Donbass.
  • Com Lugansk quase inteiramente sob controlo russo, Donetsk torna-se o novo epicentro de uma pressão militar que não dá sinais de abrandar.

No 137.º dia de uma guerra que continua a devorar vidas civis, um projétil russo transformou um edifício residencial em Chasiv Yar numa sepultura de escombros. Seis pessoas morreram, cinco ficaram feridas, e pelo menos trinta aguardavam resgate sob os destroços — mais um capítulo numa campanha que avança metodicamente em direção às cidades de Sloviansk e Kramatorsk, enquanto a região de Lugansk cede quase por completo ao controlo russo.

No sábado à noite, um projétil russo atingiu um edifício residencial de cinco andares em Chasiv Yar, na região de Donetsk. Seis pessoas morreram, cinco ficaram feridas, e pelo menos trinta estavam soterradas quando as equipas de socorro chegaram. O governador regional Pavlo Kirilenko confirmou os números pelo Telegram, enquanto a Rússia permanecia em silêncio sobre o bombardeamento.

O ataque não foi um evento isolado. Nesse mesmo dia, as forças russas intensificaram os bombardeamentos em múltiplas frentes em Donetsk, com os militares ucranianos a alertar que Sloviansk e Kramatorsk seriam os próximos alvos. Chasiv Yar situa-se a cerca de vinte quilómetros dessas cidades, tornando-a um ponto estratégico no avanço russo.

Moscovo apresentou a sua própria versão: afirmou ter destruído um hangar onde soldados ucranianos estariam a usar obuses americanos para bombardear zonas residenciais. Nenhuma das narrativas pôde ser verificada de forma independente.

A situação em Lugansk, região vizinha, era ainda mais sombria — quase inteiramente sob controlo russo. Tanto Donetsk como Lugansk, no Donbass, tinham sido reconhecidas por Moscovo como repúblicas independentes antes da invasão de 24 de fevereiro. No 137.º dia de guerra, o número real de vítimas permanecia desconhecido, mas a ONU e outras organizações internacionais alertavam que seria consideravelmente elevado.

No sábado à noite, um projétil russo atingiu um edifício residencial de cinco andares na cidade de Chasiv Yar, na região de Donetsk, no leste da Ucrânia. Seis pessoas morreram no ataque e cinco ficaram feridas. Mas o número que assombra é o outro: pelo menos trinta pessoas estavam presas sob os escombros quando as equipas de socorro chegaram ao local.

Pavlo Kirilenko, governador da região de Donetsk, confirmou os números através da rede social Telegram. Equipas de resgate foram imediatamente mobilizadas para tentar extrair os sobreviventes dos destroços do edifício. A Rússia, até ao momento em que a notícia foi divulgada, não havia feito qualquer comentário sobre o bombardeamento.

O ataque em Chasiv Yar insere-se num padrão mais amplo de intensificação dos ataques russos. No mesmo sábado, as autoridades militares ucranianas confirmaram uma onda de bombardeamentos russos em múltiplas frentes, com Donetsk a receber particular atenção. Os militares ucranianos indicaram que a Rússia estava a lançar ataques a oeste de Lysychansk e que os próximos alvos seriam as cidades de Sloviansk e Kramatorsk. Chasiv Yar situa-se a cerca de vinte quilómetros a sudeste de ambas as cidades, o que a coloca numa posição estratégica no mapa do conflito.

A situação em Lugansk, região vizinha de Donetsk, é ainda mais crítica. As forças russas e os seus aliados controlam quase a totalidade do território. Donetsk e Lugansk, ambas no Donbass, são regiões separatistas pró-russas que Moscovo reconheceu como repúblicas independentes antes de lançar a invasão da Ucrânia a 24 de fevereiro. Desde então, o conflito tem-se intensificado de forma contínua.

A Rússia divulgou a sua própria versão dos acontecimentos, afirmando que tinha destruído um hangar em Chasiv Yar onde trinta militares ucranianos estavam supostamente a bombardear zonas residenciais de Donetsk com obuses fornecidos pelos Estados Unidos. As informações divulgadas por ambos os lados sobre as operações militares não podem ser verificadas de forma independente de imediato.

No momento em que este ataque ocorreu, a guerra na Ucrânia entrava no seu 137.º dia. A comunidade internacional condenou amplamente a invasão. A União Europeia e vários países ocidentais impuseram sanções contra a Rússia e forneceram armamento à Ucrânia. O número exato de vítimas civis e militares permanece desconhecido, mas fontes internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas, têm alertado que será consideravelmente elevado.

Pelo menos 30 pessoas estavam debaixo dos escombros do edifício de cinco andares
— Pavlo Kirilenko, governador de Donetsk
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