Seabra cobra pênalti não marcado e responde a vaias em empate do Coritiba

Todo jogo é final e é difícil para todo mundo
Seabra descreve a urgência do Coritiba na luta pela permanência na Série A com oito partidas restantes.
Mark

Por que Seabra se sentiu tão ofendido com a arbitragem se o jogo terminou empatado?

Mimi

Porque havia dois lances diferentes. Um pênalti não marcado a favor do Coritiba, e um gol do Botafogo que foi marcado em campo mas precisou do VAR para ser anulado. A sensação era de desigualdade — como se o sistema funcionasse só quando convinha.

Luke

Mas o gol foi anulado, certo? Então a arbitragem corrigiu o erro.

Mimi

Corrigiu, mas tarde. E o pênalti não marcado nunca foi revisado. Seabra via isso como negligência — o VAR ativo quando favorecia o Botafogo, inativo quando o Coritiba sofria.

Mark

A torcida vaiou porque o time não venceu?

Mimi

Sim, mas também porque o Coritiba está sem ganhar há cinco jogos. A vaia era frustração acumulada.

Luke

Seabra disse que reconhecia a frustração da torcida. Isso é diplomacia ou ele realmente acredita que o time merecia mais?

Mimi

Provavelmente os dois. Ele estava irritado com a arbitragem, mas também honesto sobre o desempenho do time. Havia fragilidades defensivas que ele estava tentando corrigir.

Mark

Qual é o risco real para o Coritiba agora?

Mimi

Precisam de 45 pontos para se tranquilizar na luta pela permanência. Com oito jogos restantes, cada derrota os aproxima do rebaixamento.

Luke

Seabra disse que uma vitória agora daria 42 pontos. Isso significa que eles têm quantos agora?

Mimi

Trinta e nove, aparentemente. Ainda há margem, mas não muita.

  • Seabra abandonou o banco durante a partida para cobrar a arbitragem ao vivo — um gesto raro que revelava o nível de tensão acumulada no clube.
  • Um pênalti não marcado sobre Cóser e um gol do Botafogo que o VAR demorou a anular alimentaram a sensação de que o sistema só funciona quando é forçado a agir.
  • A torcida, que foi ao estádio para celebrar o aniversário do clube, respondeu ao empate com vaias — e Seabra, em vez de se esquivar, disse que se identificava com a frustração.
  • O jejum de cinco jogos sem vitória, somado a goleadas recentes do Fluminense e do Vasco, expõe fragilidades defensivas que o técnico tenta corrigir com uma postura mais cautelosa.
  • Com oito rodadas restantes e a necessidade de chegar aos 45 pontos, cada tropeço estreita ainda mais a margem de segurança do Coritiba na Série A.

Na noite em que o Coritiba completava 117 anos, o empate sem gols com o Botafogo deixou mais perguntas do que respostas — não sobre futebol, mas sobre justiça e confiança nas instituições que deveriam garantir a equidade do jogo. O técnico Marcelo Seabra, incapaz de conter a frustração, tornou público o que muitos treinadores carregam em silêncio: a sensação de que seu time luta em campo desigual. Num momento em que cada ponto vale uma permanência, a arbitragem deixou de ser detalhe e passou a ser personagem central de uma história ainda em aberto.

Marcelo Seabra não esperou o apito final para demonstrar sua insatisfação. O técnico do Coritiba saiu do banco ainda durante o empate sem gols com o Botafogo — partida que coincidiu com os 117 anos do clube — para cobrar a arbitragem diretamente. O estopim foi um pênalti não marcado em Cóser, que Seabra classificou como "falha clamorosa", agravada pelo que chamou de "negligência" do VAR ao não intervir.

Houve ainda um segundo episódio que irritou o treinador: um gol de Danilo, do Botafogo, validado em campo e só anulado depois que o VAR chamou o árbitro Matheus Delgado Candançan para revisão. A demora e a sensação de displicência foram suficientes para que Seabra verbalizasse o que sentia: "A gente não pode ter arbitragem displiscente e desligada como está acontecendo agora."

Ao fim da partida, a torcida que havia comparecido para celebrar o aniversário do clube vaiou o time. Seabra respondeu com empatia incomum: disse que se identificava com a frustração, que também se cobrava, e pediu que os torcedores compreendessem sua humanidade assim como ele tentava compreender a deles.

O cenário tornava tudo mais pesado. Era o quinto jogo seguido sem vitória — a última havia sido em 29 de agosto, contra o Remo. Antes deste empate, o Coritiba havia sofrido goleadas do Fluminense e do Vasco, revelando fragilidades que levaram Seabra a adotar uma postura mais cautelosa nesta rodada. "A gente tem que entender que era o momento de dar dois passos para trás", justificou.

Com oito jogos ainda pela frente no Brasileirão, o clube precisa alcançar 45 pontos para garantir a permanência na Série A. Seabra falava em "finais", em decisões a cada rodada. A frustração era legítima — e a margem para novos tropeços, quase inexistente.

Marcelo Seabra saiu do banco de reservas ainda durante o jogo para cobrar a arbitragem. O técnico do Coritiba não conseguiu conter a frustração com as decisões que marcaram o empate com o Botafogo na noite de segunda-feira, quando o time completava 117 anos. A partida terminou sem gols, mas não sem controvérsia: um lance envolvendo o atacante Cóser rendeu reclamações que ecoariam bem depois do apito final.

O pênalti não marcado foi o estopim. Seabra descreveu o episódio como uma "falha clamorosa" da arbitragem e apontou "negligência" do VAR por permitir que a injustiça permanecesse. Havia, segundo o treinador, um volume considerável de bolas paradas e escanteios que o Coritiba explorava, e naquele momento específico, o árbitro não viu a falta. A tecnologia também não interviu de imediato. O lance que mais irritou Seabra, porém, foi diferente: um gol do Botafogo marcado por Danilo que a arbitragem validou em campo, mas que o VAR precisou chamar o árbitro Matheus Delgado Candançan para analisar. Só então a falta foi marcada e o gol anulado. A demora, a displicência, a sensação de que o sistema funcionava apenas quando convinha — tudo isso alimentou a revolta do técnico.

"A gente não pode ter arbitragem displiscente e desligada como está acontecendo agora", disse Seabra, ainda aquecido pela partida. O tom era de quem se sentia desprotegido, de quem via seu time lutar em condições desiguais. Ele reconhecia que o jogo havia sido equilibrado, que sua equipe estava respondendo bem, mas que sofrer um gol ilegítimo enquanto todos faziam "vista grossa" era insuportável.

A torcida, que havia comparecido para celebrar o aniversário do clube, vaiou o time ao fim da partida. Seabra ouviu as vaias e, em vez de ignorá-las, respondeu com empatia. "Quando a vaia vem, é por uma frustração e eu me identifico, porque eu também me cobro", explicou. Ele pediu que compreendessem sua humanidade assim como ele tentava compreender a deles. Reconhecia o apoio que haviam dado, mas também entendia a decepção.

O contexto tornava tudo mais pesado. O Coritiba vivia um jejum de cinco jogos sem vitória — a última havia sido em 29 de agosto, contra o Remo, fora de casa. Antes do empate com o Botafogo, o time havia sofrido goleadas do Fluminense e do Vasco, revelando fragilidades defensivas que exigiam recalibragem. Seabra havia optado por uma abordagem mais cautelosa nesta partida, buscando segurança em vez de ataque desmedido. "A gente tem que entender que era o momento de dar dois passos para trás, pensar uma forma de jogar que nos desse segurança", justificou.

Mas segurança não era o que o Coritiba tinha. Com oito jogos ainda pela frente no Brasileirão, o time precisava chegar aos 45 pontos para respirar fundo na luta pela permanência na Série A. Seabra falava em "finais", em cada partida como decisiva. "Todo jogo é final e é difícil para todo mundo", disse. Uma vitória agora significaria 42 pontos, o que o deixaria muito próximo de garantir a permanência. Resiliência e determinação eram as palavras de ordem. O técnico sabia que não havia margem para mais tropeços, que cada ponto importava, que a frustração da torcida era legítima porque a situação era realmente delicada.

A gente não pode ter arbitragem displiscente e desligada como está acontecendo agora
— Marcelo Seabra, técnico do Coritiba
Todo jogo é decisivo agora. Todo jogo é final e é difícil para todo mundo
— Marcelo Seabra
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