Scaloni reencontra De la Fuente em 'situação surreal' antes da final da Copa

Estávamos em uma situação surreal, no meio de um evento um pouco…
Scaloni descreve o encontro com De la Fuente durante a Fanatics Fest em Nova York, dois dias antes da final.
Mark

Por que uma final de Copa do Mundo teria suas entrevistas pré-jogo em um evento de entretenimento, e não em um local tradicional?

Mimi

A Fifa transformou a preparação para a final em parte do espetáculo. O evento em Nova York era para os fãs, para as celebridades, para gerar conteúdo. Os técnicos tiveram que se adaptar a isso.

Mark

Scaloni chamou a situação de "surreal". O que exatamente o incomodou?

Mimi

Imagina estar dois dias antes da decisão mais importante da sua carreira, cercado por Tom Brady, Kevin Durant, 15 mil pessoas gritando por Messi, e tendo que fazer entrevista coletiva no meio disso tudo. Não é o ambiente que um técnico escolheria.

Mark

Mas ele e De la Fuente parecem genuinamente próximos. Isso não torna a situação mais estranha?

Mimi

Exatamente. Eles se admiram, têm uma relação de mentor e aprendiz, e agora vão se enfrentar pela maior competição do futebol. Encontrá-lo em um caos assim, em vez de em um estádio, adiciona uma camada de absurdo.

Mark

Messi respondeu apenas duas perguntas. O que isso diz sobre o evento?

Mimi

Que o evento não era realmente sobre futebol. Era sobre Messi. As pessoas pagaram para vê-lo, e quando ele estava lá, nada mais importava. Até uma pergunta sobre um anúncio publicitário de 20 anos atrás com Lamine Yamal gerou histeria.

Mark

Os dois técnicos enfatizaram similaridades em seus estilos. Isso importa para o jogo?

Mimi

Importa porque sugere que a final não será sobre diferenças táticas radicais, mas sobre execução, detalhes, quem comete menos erros. Dois times que querem ter a bola, que querem controlar o jogo. Será uma batalha de sutilezas.

  • A preparação para a final do Mundial foi invadida pelo espetáculo: os técnicos concederam entrevistas no meio de uma festa com 15 mil pagantes, celebridades e gritos incessantes no Javits Center.
  • Scaloni e De la Fuente, unidos por uma relação de mestre e aprendiz desde 2017, se reencontraram em circunstâncias tão improváveis que o argentino não conseguiu nem terminar de descrever o momento.
  • Messi dominou o evento com sua simples presença — e revelou uma coincidência bizarra: há 20 anos, deu banho em Lamine Yamal, seu adversário direto na final.
  • Apesar da admiração mútua declarada, Scaloni não escondeu a preocupação real com a Espanha, brincando que sua maior estratégia seria impedir que o ônibus adversário saísse do hotel.
  • Os dois treinadores reconheceram semelhanças profundas em seus estilos — ambos constroem o jogo com a bola — mas a final promete mostrar os matizes que os diferenciam quando o que está em jogo é o título mundial.

Dois dias antes da maior decisão do futebol mundial, os técnicos Lionel Scaloni e Luis de la Fuente — mestre e aprendiz reunidos pelo destino — se cruzaram não em uma sala de estratégia, mas em meio ao caos festivo de um evento de entretenimento em Nova York. O encontro, descrito pelo próprio Scaloni como 'surreal', revelou algo raro no esporte de alta competição: admiração genuína entre adversários que compartilham não apenas valores táticos, mas uma história comum. A final entre Argentina e Espanha, marcada para domingo, carrega assim uma camada humana que transcende o placar.

Na noite de sexta-feira, Lionel Scaloni e Luis de la Fuente fizeram algo incomum para técnicos às vésperas de uma final: concederam entrevistas coletivas em meio a uma festa. O cenário era o Javits Center em Nova York, durante a Fanatics Fest, evento da Fifa com celebridades, fãs e caos organizado — tudo menos uma sala de imprensa convencional.

Os dois treinadores têm história. De la Fuente foi mentor de Scaloni em um curso para técnicos na Espanha em 2017, e essa relação permanece viva. Quando se cruzaram no evento, trocaram palavras em um ambiente que Scaloni só conseguiu chamar de 'surreal', deixando a frase incompleta com um sorriso implícito: 'Foi assim que a gente se viu depois de tanto tempo.'

O protocolo dividiu as entrevistas em duas rodadas, mas o momento mais aguardado foi quando os quatro — De la Fuente, Rodri, Scaloni e Dibu Martínez, acompanhados por Messi — subiram ao palco aberto ao público. Cerca de 15 mil pessoas assistiram ao espetáculo apresentado por Rio Ferdinand e Kevin Hart, com perguntas de Djokovic, Tom Brady e Kevin Durant. O público, em histeria, tinha um único interesse real: Messi. O craque respondeu duas perguntas e revelou uma coincidência que chamou de 'loucura': há 20 anos, em uma campanha publicitária, havia dado banho em Lamine Yamal, o jovem que seria seu adversário direto na final.

Fora do palco, Scaloni e De la Fuente conversaram sobre o que os une. O espanhol foi direto na admiração: 'Somos similares. O Lionel e eu compartilhamos valores, conceitos.' Scaloni concordou com as semelhanças táticas — ambos priorizam o controle da bola — mas ressalvou que não haviam discutido estratégias. Quando perguntado sobre suas preocupações com a Espanha, o argentino respondeu com humor: 'Que o ônibus saia do hotel.' Depois, mais sério: 'É uma grande equipe que me preocupa como um todo.' Ambos expressaram esperança de que o jogo fosse à altura da ocasião — uma final de Copa do Mundo disputada em circunstâncias completamente inusitadas.

Na noite de sexta-feira, dois dias antes da final da Copa do Mundo, Lionel Scaloni e Luis de la Fuente fizeram algo que nenhum técnico gostaria de fazer na véspera de uma decisão: concederam entrevistas coletivas em meio a uma festa. Não em uma sala de imprensa convencional, mas no Javits Center em Nova York, durante a Fanatics Fest, um evento da Fifa repleto de celebridades, fãs pagantes e caos organizado.

Os dois treinadores se conhecem bem. De la Fuente foi mentor de Scaloni em um curso para técnicos realizado na Espanha em 2017, e essa relação de mestre e aprendiz permanece viva entre eles. Quando se cruzaram no evento, trocaram algumas palavras em um ambiente que Scaloni descreveu como "surreal". "Não vou te dizer o que conversamos porque estávamos em uma situação surreal, no meio de um…", disse o argentino, deixando a frase em suspenso. "Foi assim que a gente se viu depois de tanto tempo, em um evento um pouco… Mas, enfim, vocês já sabem que gosto dele."

O protocolo de entrevistas foi dividido em duas rodadas. Primeiro falaram De la Fuente e Rodri, capitão da Espanha. Depois foi a vez de Dibu Martínez, goleiro argentino, e Scaloni. Entre essas séries, os quatro, acompanhados por Lionel Messi, subiram ao palco aberto ao público. Cerca de 15 mil pessoas que pagaram 40 dólares cada uma assistiram ao espetáculo. Rio Ferdinand e Kevin Hart apresentaram o evento, enquanto Novak Djokovic, Tom Brady e Kevin Durant formulavam as perguntas. O público, em histeria, tinha apenas um interesse real: Messi.

O craque argentino respondeu duas perguntas. Em uma delas, recordou um momento bizarro de sua carreira: há 20 anos, em uma campanha publicitária, havia dado banho em Lamine Yamal, o jovem atacante espanhol que seria seu adversário direto no domingo. Chamou o fato de "loucura". Depois disso, o caos tomou conta, com tentativas de selfies e gritos incessantes.

Fora do palco, Scaloni e De la Fuente conversaram sobre o que os une. O espanhol foi direto: "Temos um relacionamento muito bom, com uma enorme admiração. Fico feliz que vou enfrentá-lo". Destacou as similaridades entre os dois. "Somos similares. O Lionel e eu compartilhamos valores, conceitos. A Argentina tem um grande time, é liderada por um amigo meu. Então, o que tenho é admiração, admiração, admiração."

Scaloni concordou que as semelhanças existem, mas ressalvou que não havia conversado com De la Fuente sobre padrões táticos. "Não temos falado sobre padrões de jogo e coisas do time, mas são evidentes os padrões de cada equipe. Cada uma tem seu matiz, cada uma ataca de uma maneira, mas por meio da bola, tendo a bola. Nisso é verdade que sejamos similares."

Quando perguntado especificamente sobre suas preocupações com a Espanha, Scaloni respondeu com humor. "Que o ônibus saia do hotel", brincou. "Tentaremos fazer com que o coletivo não deixe o hotel da Espanha." Depois, mais sério: "Como não me preocuparia? É uma grande equipe que me preocupa como um todo." Ambos expressaram esperança de que o jogo fosse um espetáculo digno da ocasião, uma final de Copa do Mundo disputada em circunstâncias completamente inusitadas.

Não vou te dizer o que conversamos porque estávamos em uma situação surreal, no meio de um… Foi assim que a gente se viu depois de tanto tempo, em um evento um pouco…
— Lionel Scaloni
Temos um relacionamento muito bom, com uma enorme admiração. Fico feliz que vou enfrentá-lo. Somos similares. O Lionel e eu compartilhamos valores, conceitos.
— Luis de la Fuente
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