Em noite de poucas respostas e muitas perguntas, o São Paulo empatou com o Coritiba em Curitiba e completou sete jogos sem vencer — sequência que revela não apenas uma crise de resultados, mas um clube à procura de identidade após a mais precoce eliminação continental em mais de três décadas. O futebol, como espelho da condição humana, expõe neste momento a distância entre a expectativa de uma torcida e a realidade de um elenco que ainda não encontrou seu caminho.
São Paulo empata com Coritiba e chega a sete jogos sem vencer
Sete jogos sem vitória, eliminado da Libertadores, torcida cobrando respostas
Por que um empate contra o Coritiba se tornou tão significativo para o São Paulo naquele momento?
Porque não era apenas um jogo. Era o quarto dia após uma humilhação na Libertadores, a primeira eliminação precoce em 33 anos. A torcida estava ferida e exigindo uma reação. Um empate apático era quase pior que uma derrota clara.
O que você viu na performance do time que explica essa sequência de sete jogos sem vitória?
Falta de criatividade, falta de agressividade. O São Paulo sofria com as subidas do Coritiba e pouco criava no ataque. Dois gols anulados pelo VAR mostram que havia movimento, mas nada consistente, nada que sugerisse um time em controle.
Fernando Diniz estava gritando à beira do gramado. Isso significa que ele sabia que algo estava errado?
Claramente. Ele cobrava atenção, cobrava foco. Mas gritar não resolve quando os jogadores não conseguem executar. É o sinal de um técnico que sente o controle escapando.
A pressão dos torcedores no centro de treinamento — isso mudou algo?
Não. Seis dos sete jogadores que foram cobrados entraram em campo e jogaram mal. Nem Reinaldo, que marcou, escapou das críticas. A pressão externa não se transformou em motivação interna.
O que vinha a seguir para o São Paulo?
Um confronto contra o Atlético-GO na quarta-feira, em casa. Um time em queda livre na tabela, com apenas 20 pontos. Cada jogo se tornava mais crítico que o anterior.
O Pulso
- Sete jogos sem vitória acumulam sobre o São Paulo um peso que vai além da tabela — é a erosão da confiança entre clube e torcida.
- A eliminação na fase de grupos da Libertadores, a primeira desde 1987, abriu uma ferida que o empate contra o Coritiba não fez nada para cicatrizar.
- Cerca de cem torcedores foram ao centro de treinamento no sábado cobrar diretoria, técnico e jogadores — sinal de que a paciência já chegou ao limite.
- Dois gols anulados pelo VAR e um pênalti convertido por Reinaldo resumem uma noite de esforço sem recompensa e de oportunidades desperdiçadas.
- Fernando Diniz grita instruções à beira do campo, mas o time não responde — e a quarta-feira contra o Atlético-GO pode ser decisiva para seu futuro no clube.
Em noite de poucas respostas e muitas perguntas, o São Paulo empatou com o Coritiba em Curitiba e completou sete jogos sem vencer — sequência que revela não apenas uma crise de resultados, mas um clube à procura de identidade após a mais precoce eliminação continental em mais de três décadas. O futebol, como espelho da condição humana, expõe neste momento a distância entre a expectativa de uma torcida e a realidade de um elenco que ainda não encontrou seu caminho.
No domingo à noite no Couto Pereira, o São Paulo voltou para casa com apenas um ponto — e com o peso de sete jogos consecutivos sem vencer. O empate de 1 a 1 com o Coritiba foi mais um capítulo de uma crise que mistura resultados ruins, eliminação continental precoce e uma torcida cada vez mais impaciente.
Robson, ex-tricolor, abriu o placar com uma falta impecável logo aos cinco minutos. O São Paulo só respondeu no segundo tempo, quando Reinaldo converteu um pênalti após toque de mão na área. Dois gols foram anulados pelo VAR — de Luciano e Brenner — e o time criou pouco além disso, sofrendo com as investidas do adversário durante boa parte da partida.
O contexto agrava tudo. Quatro dias antes, o clube havia sido eliminado pelo River Plate na Argentina, encerrando sua participação na Libertadores ainda na fase de grupos — algo que não acontecia desde 1987. A frustração transbordou: no sábado, torcedores foram ao centro de treinamento cobrar diretoria, técnico e jogadores como Daniel Alves, Reinaldo e Pablo. Seis dos sete citados jogaram em Curitiba, sem convencer.
Com 20 pontos no Brasileirão, o São Paulo segue em trajetória descendente. O próximo desafio é na quarta-feira, em casa, contra o Atlético-GO — um jogo que pode dizer muito sobre o futuro da temporada e, possivelmente, sobre a permanência de Fernando Diniz no comando.
No domingo à noite em Curitiba, o São Paulo mais uma vez deixou escapar a oportunidade de vencer. O empate sem brilho contra o Coritiba, resultado de 1 a 1 no estádio Couto Pereira, marcou o sétimo jogo consecutivo em que a equipe tricolor não consegue sair do zero em vitórias. A sequência abrange compromissos pelo Campeonato Brasileiro e pela Libertadores, torneio do qual o time foi eliminado na fase de grupos apenas quatro dias antes.
O gol inicial saiu dos pés de Robson, ex-jogador do São Paulo, que abriu o placar com uma cobrança de falta impecável já aos cinco minutos. A resposta tricolor veio apenas aos 23 minutos do segundo tempo, quando Reinaldo converteu um pênalti após o árbitro assinalar toque de mão de Hugo Moura na área. Apesar da igualdade no placar, o São Paulo criou pouco e sofreu com as investidas do Coritiba durante boa parte da partida.
O técnico Fernando Diniz passou grande parte do duelo à beira do gramado cobrando atenção de seus jogadores, gritando instruções que não pareceram surtir efeito prático. A equipe teve dois gols anulados pelo VAR: Luciano viu seu gol ser cancelado por impedimento no primeiro tempo, e Brenner sofreu a mesma sorte no segundo tempo, aos 15 minutos, quando finalizou de cabeça após um rebote na área.
O contexto que envolve o time é de pressão crescente. Na quarta-feira anterior, o São Paulo havia sido derrotado pelo River Plate na Argentina, selando sua eliminação precoce na Libertadores. Esse fracasso representava a primeira vez desde 1987 que o clube era eliminado antes da fase mata-mata do torneio continental. A frustração ecoou entre a torcida: no sábado, véspera da partida contra o Coritiba, cerca de cem torcedores se concentraram em frente ao centro de treinamento para cobrar a diretoria, o técnico e jogadores experientes como Daniel Alves, Juanfran, Reinaldo, Tchê Tchê, Vitor Bueno, Arboleda e Pablo.
Seis dos sete jogadores citados pelos torcedores entraram em campo no Couto Pereira, todos com atuações que não convenceram. Nem mesmo Reinaldo, que marcou o gol de pênalti, escapou das críticas que explodiram nas redes sociais após o apito final. A apatia demonstrada pela equipe contrastava brutalmente com a necessidade de oferecer uma resposta à torcida após o vexame continental.
Com o empate, o São Paulo chegou a 20 pontos na tabela de classificação, um a menos que o Flamengo, e segue em trajetória descendente. O próximo compromisso será na quarta-feira contra o Atlético-GO, em casa, um confronto que pode definir muito sobre o rumo da temporada e, possivelmente, sobre o futuro de Fernando Diniz no comando da equipe.
Citações Notáveis
O São Paulo voltou a jogar mal e não passou de um empate— Análise da partida