No Couto Pereira, dois times separados por urgências distintas dividiram um ponto que pouco resolve para qualquer um deles. O São Paulo, outrora líder, acumula quatro jogos sem vencer e vê sua posição na tabela encolher; o Coritiba, ainda na zona de rebaixamento, encontrou na disciplina tática o suficiente para não perder. O empate em 1 a 1 é daqueles resultados que a história do futebol conhece bem: quando a crise de um encontra a resistência do outro, o placar fica pequeno diante do que ele representa.
São Paulo empata com Coritiba e chega a quatro jogos sem vitória
Sem criatividade, o São Paulo abusou da bola aérea
Por que o São Paulo não conseguiu furar a defesa do Coritiba, mesmo tendo mais posse de bola?
O Coritiba entrou com um plano defensivo muito bem estruturado — cinco atletas na linha de fundo, apenas dois atacantes pressionando. Sem criatividade, o São Paulo recorreu a bolas longas, que é exatamente o que a defesa paranaense queria. Não havia triangulações, não havia movimentação que criasse espaços.
Os dois gols anulados por impedimento — foram decisões corretas?
Tecnicamente, sim. Luciano estava em posição irregular nas duas ocasiões. Mas é frustrante para o São Paulo porque mostra que a equipe estava chegando ao ataque, criando oportunidades. O problema é que não conseguiu converter nenhuma delas.
Qual foi o erro mais grave do São Paulo naquela partida?
Juanfran cometeu uma falta desnecessária que originou o gol do Coritiba. Robson cobrou a falta no ângulo, sem defesa possível. Um erro individual que custou caro.
O que essa sequência de quatro jogos sem vitória significa para o São Paulo?
Significa que há algo estrutural errado. Não é apenas um jogo ruim. É uma tendência. A equipe não está conseguindo vencer, e isso a coloca em uma posição delicada na tabela.
E o Coritiba? Como fica sua situação?
Continua na zona de rebaixamento, mas um empate fora de casa contra um time como o São Paulo não é ruim. O problema é que precisa começar a vencer para sair dessa situação. Um ponto não resolve nada.
Le Pouls
- O Coritiba marcou logo aos cinco minutos com Robson em cobrança de falta, impondo ao São Paulo a necessidade de correr atrás do resultado desde cedo.
- O Tricolor teve dois gols anulados por impedimento — de Luciano e Brenner — e viu o esforço ofensivo ser sistematicamente desmontado pela arbitragem e pelo VAR.
- A retranca do Coritiba com cinco defensores na linha de fundo sufocou as tentativas de triangulação do São Paulo, que se rendeu às bolas longas sem efetividade.
- Reinaldo converteu pênalti aos 24 do segundo tempo e igualou, mas o empate não foi suficiente para reverter a sensação de estagnação do time paulista.
- Com 20 pontos e quatro jogos sem vitória, o São Paulo segue em queda na tabela; o Coritiba permanece no Z-4 com 12 pontos, ainda distante da segurança.
No Couto Pereira, dois times separados por urgências distintas dividiram um ponto que pouco resolve para qualquer um deles. O São Paulo, outrora líder, acumula quatro jogos sem vencer e vê sua posição na tabela encolher; o Coritiba, ainda na zona de rebaixamento, encontrou na disciplina tática o suficiente para não perder. O empate em 1 a 1 é daqueles resultados que a história do futebol conhece bem: quando a crise de um encontra a resistência do outro, o placar fica pequeno diante do que ele representa.
No estádio Couto Pereira, em Curitiba, Coritiba e São Paulo encerraram o domingo com um empate em 1 a 1 pela 13ª rodada do Brasileirão — resultado que agrava a crise tricolor e mantém o time paranaense na luta contra o rebaixamento.
Robson abriu o placar logo aos cinco minutos com um chute de falta preciso, sem chances para Tiago Volpi. O São Paulo só responderia na segunda etapa: aos 24 minutos, após Daniel Alves cobrar falta e Hugo Moura bloquear com o braço, Reinaldo converteu o pênalti no canto esquerdo e igualou. Entre um gol e outro, o Tricolor viu dois tentos serem anulados por impedimento — de Luciano no primeiro tempo e de Brenner na segunda etapa — com o VAR confirmando as decisões da arbitragem.
A estratégia do técnico Jorginho foi eficaz: cinco atletas na linha de fundo, pressão mínima na saída de bola e espaços para o contra-ataque. Fernando Diniz não encontrou resposta. Sem conseguir romper a retranca alviverde com triangulações, o São Paulo apostou em bolas longas e cruzamentos que a defesa paranaense afastou com tranquilidade.
O empate deixa o São Paulo com 20 pontos e quatro jogos sem vencer no Brasileirão — sequência negativa iniciada em setembro. O Coritiba segue no Z-4 com 12 pontos. Na quarta-feira, o Tricolor recebe o Atlético-GO no Morumbi, enquanto o Coritiba viaja a Porto Alegre para enfrentar o Grêmio.
No estádio Couto Pereira, em Curitiba, Coritiba e São Paulo dividiram pontos em um domingo sem brilho. O placar terminou 1 a 1 pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, resultado que aprofunda a crise do time paulista e mantém o mandante na luta contra o rebaixamento.
Robson abriu o placar para o Coritiba aos cinco minutos do primeiro tempo com um chute de falta que não deixou chances para Tiago Volpi. O gol foi o ponto alto de uma partida marcada pela falta de criatividade ofensiva. O São Paulo responderia apenas na segunda etapa, aos 24 minutos, quando Reinaldo converteu um pênalti após Daniel Alves cobrar falta na entrada da área e Hugo Moura fazer bloqueio com o braço. O lateral tricolor acertou o canto esquerdo e igualou o jogo.
O que mais chamou atenção foi o que não entrou na rede. O São Paulo teve dois gols anulados por impedimento. Luciano aproveitou rebote aos 18 minutos do primeiro tempo após finalização de Pablo, mas o assistente apontou a irregularidade e o VAR confirmou. Na segunda etapa, Brenner marcou no rebote de Wilson aos 14 minutos, porém novamente a origem da jogada — um passe de Luciano — estava em posição irregular. A arbitragem manteve a decisão.
A tática do Coritiba, comandado por Jorginho, foi clara desde o apito inicial: defender com cinco atletas na linha de fundo e explorar os espaços deixados pelo adversário no contra-ataque. Apenas Robson e Gabriel pressionavam a saída de bola são-paulina. Fernando Diniz, técnico do São Paulo, não encontrou resposta. Sem conseguir triangulações que rompessem a retranca alviverde, o Tricolor abusou de bolas longas. Quando conseguia chegar à linha de fundo, não tinha opções na entrada da área e via seus cruzamentos serem afastados sem dificuldade pela defesa paranaense.
O resultado deixa o São Paulo com 20 pontos e em queda na tabela de classificação. Mais preocupante: a equipe completa quatro jogos sem vitória no Brasileirão, seca que começou em 6 de setembro contra o Fluminense. O Coritiba, por sua vez, permanece na zona de rebaixamento com 12 pontos, ainda buscando se afastar do perigo.
Os dois times voltam a campo na quarta-feira. O São Paulo recebe o Atlético-GO no Morumbi às 20h30, enquanto o Coritiba viaja a Porto Alegre para enfrentar o Grêmio na Arena do Grêmio às 19h15. Para o Tricolor paulista, é uma chance de quebrar o jejum de vitórias. Para o Coritiba, uma oportunidade de somar pontos longe de casa e respirar na tabela.
Citations marquantes
O Coritiba entrou em campo com uma proposta clara: ficar com os onze jogadores no campo de defesa e explorar os espaços deixados pelo São Paulo no contra-ataque— Análise da partida