No Morumbi, o São Paulo e o Coritiba dividiram um ponto que, para o time da casa, pesou como uma derrota. O Tricolor paulista abriu o placar, viu a vantagem escapar no segundo tempo e chegou a nove jogos sem vitória no Brasileirão — um jejum que revela não apenas uma sequência ruim, mas uma fragilidade estrutural que se repete com perturbadora regularidade. Em futebol, como na vida, há crises que não se resolvem com um único gol bem cobrado.
São Paulo empata com Coritiba e chega a nove jogos sem vencer no Brasileirão
O time retornou desligado, como se tivesse deixado algo importante nos vestiários
Como um time consegue sair na frente e depois simplesmente desaparecer no segundo tempo?
É mais do que desaparecer. O São Paulo não apenas recua — ele parece perder a memória do que estava fazendo. Cinco gols sofridos nos primeiros 15 minutos após o intervalo. Isso não é coincidência.
Dorival Júnior fez substituições. Arthur e Ferreira entraram. O time criou chances depois disso.
Criou, sim. Mas criou tarde demais. Quando você já está atrás no placar, a dinâmica muda. O Coritiba já tinha o que queria — o empate — e o São Paulo precisava arriscar tudo.
Calleri teve oportunidades claras no segundo tempo.
Teve. Mas o goleiro Pedro Morisco estava inspirado. E mais importante: o São Paulo não conseguiu manter a bola. A defesa alta do Coritiba apertava a saída de bola paulista. Sem posse, sem ritmo.
A árbitra não marcou pênaltis que o banco considerava claros.
Isso alimentou a revolta, claro. Mas não é o cerne do problema. O cerne é que o time não consegue fechar um jogo. Sai na frente, relaxa, e perde o controle.
Nove jogos sem vencer. Como um clube como São Paulo chega a isso?
Quando a confiança desaparece, tudo desmorona. Os jogadores entram em campo sabendo que algo pode dar errado. E quando algo dá errado — como sempre dá — eles já não têm a mentalidade para corrigir.
The Pulse
- O São Paulo carregava o peso de oito jogos sem vencer quando entrou em campo, e o empate apenas transformou esse fardo em nove — o maior jejum do clube na competição em anos recentes.
- Um padrão alarmante persiste: cinco dos seis gols sofridos após a pausa da Copa do Mundo chegaram nos primeiros 15 minutos do segundo tempo, como se o intervalo fosse uma armadilha da qual o time não consegue escapar.
- Pedro Morisco, goleiro do Coritiba, frustrou Calleri e o São Paulo repetidas vezes no segundo tempo, impedindo que a pressão tricolor se convertesse em vitória mesmo com o adversário recuado.
- O banco de reservas do São Paulo entrou em confronto com a árbitra Charly Wendy Straub Deretti, reclamando de pênaltis não marcados — a tensão nas beiradas do campo espelhando a angústia dentro dele.
- O Tricolor estaciona na 12ª colocação com 27 pontos e ainda terá de encarar o Bolívar na terça-feira pela Sul-Americana, com o primeiro jogo já empatado em 1 a 1 na Bolívia.
No Morumbi, o São Paulo e o Coritiba dividiram um ponto que, para o time da casa, pesou como uma derrota. O Tricolor paulista abriu o placar, viu a vantagem escapar no segundo tempo e chegou a nove jogos sem vitória no Brasileirão — um jejum que revela não apenas uma sequência ruim, mas uma fragilidade estrutural que se repete com perturbadora regularidade. Em futebol, como na vida, há crises que não se resolvem com um único gol bem cobrado.
O São Paulo entrou em campo no Morumbi no sábado à noite com a chance de encerrar um jejum que já pesava demais. Recebeu o Coritiba pela 23ª rodada do Brasileirão e conseguiu abrir o placar, mas não conseguiu sustentar a vantagem. O empate em 1 a 1 apenas aprofundou a crise.
Pablo Maia deu ao time paulista a vantagem aos 42 minutos do primeiro tempo. Após cobrança de escanteio, o volante dominou na entrada da área, limpou o carrinho de Fernando Sobral com classe e chutou de esquerda com curva perfeita no canto do goleiro Pedro Morisco. Era o que o São Paulo precisava — e também, como se veria depois, tudo o que conseguiria fazer de certo naquela noite.
O time voltou dos vestiários desligado. O Coritiba retornou mais organizado e, aos 11 minutos do segundo tempo, Tiago Cóser igualou de cabeça após cobrança de falta, vencendo Lucas Ramon no ar e estufando as redes de Rafael. A reclamação dos reservas paulistas sobre suposto empurrão não sensibilizou a árbitra.
Dorival Júnior respondeu com substituições, e o São Paulo passou a criar. Luciano quase marcou de cabeça. Calleri viu a bola desviar no escanteio após cruzamento de Wendell. Aos 35 minutos, o argentino fez um giro bonito dentro da área e chutou à queima-roupa, mas Pedro Morisco se consagrou mais uma vez. Nos acréscimos, o banco se revoltou com decisões da árbitra, mas o empate se manteve.
Com o resultado, o São Paulo chegou a nove jogos sem vencer no Brasileirão. O último triunfo havia sido em 25 de abril, contra o Mirassol. Considerando todas as competições, o time venceu apenas um dos últimos 15 jogos disputados. Há um padrão que emerge dos números: cinco dos seis gols sofridos após a pausa da Copa do Mundo vieram nos primeiros 15 minutos do segundo tempo — como se o intervalo fosse um abismo do qual o time não consegue sair.
O Tricolor permanece na 12ª colocação com 27 pontos. O Coritiba sobe para a 9ª posição com 31. Na terça-feira, o São Paulo recebe o Bolívar no Morumbi pelo jogo de volta das oitavas da Sul-Americana, com o primeiro duelo já empatado em 1 a 1 na Bolívia.
O São Paulo saiu do intervalo no sábado à noite com a sensação de que havia deixado algo importante nos vestiários. O time recebeu o Coritiba no Morumbi pela 23ª rodada do Brasileirão com a chance de interromper uma sequência que já pesava: nove jogos sem vitória na competição. Conseguiu abrir o placar, mas não conseguiu sustentar. Quando o apito final soou, o empate em 1 a 1 apenas aprofundou a crise.
Pablo Maia havia dado ao São Paulo a vantagem aos 42 minutos do primeiro tempo, após uma cobrança de escanteio. O volante dominou na entrada da área, limpou o carrinho de Fernando Sobral com classe e chutou de esquerda, curva perfeita no canto do goleiro Pedro Morisco. Era o que o time paulista precisava. Era também, como se veria depois, tudo o que conseguiria fazer de certo naquela noite.
Dorival Júnior viu seu time retornar dos vestiários desligado. O Coritiba voltou melhor, mais organizado, e aos 11 minutos do segundo tempo Tiago Cóser igualou. O zagueiro visitante ficou atrás de toda a linha defensiva em cobrança de falta, venceu o duelo com Lucas Ramon no ar e cabeceou para as redes de Rafael. A reclamação dos reservas paulistas sobre um possível empurrão na área não sensibilizou a árbitra Charly Wendy Straub Deretti.
O gol despertou o Coritiba e sufocou o São Paulo. Dorival respondeu com substituições — Arthur e Ferreira entraram nos lugares de Victor Sá e Newton — e o time começou a criar. Luciano quase marcou de cabeça. Wendell cruzou para Calleri, que viu a bola desviar no escanteio. Aos 35 minutos, o argentino fez um giro bonito dentro da área e chutou à queima-roupa após boa jogada de Marcos Antônio, mas Pedro Morisco se consagrou mais uma vez.
Nos últimos minutos, o São Paulo acumulou oportunidades e reclamações. A tensão subiu quando o relógio marcou 40 minutos do segundo tempo. O banco de reservas se revoltou com as decisões da árbitra, que não marcou o que consideravam pênaltis claros. Quatro minutos de acréscimo não foram suficientes. A igualdade se manteve até o apito final.
Com o resultado, o São Paulo chegou a nove jogos sem vencer no Brasileirão. O último triunfo havia sido em 25 de abril, quando venceu o Mirassol por 1 a 0. Considerando todas as competições, o time ganhou apenas um jogo dos últimos 15 que disputou. Na tabela, estaciona na 12ª colocação com 27 pontos. O Coritiba, que sobe um degrau, assume a 9ª posição com 31 pontos.
Há um padrão preocupante que emerge dos números. Cinco dos seis gols que o São Paulo sofreu após o retorno da pausa da Copa do Mundo vieram nos primeiros 15 minutos do segundo tempo — incluindo o cabeceio de Tiago Cóser neste sábado. A marca fica ainda mais alarmante quando se considera que o time não apenas tomou gols de empate nessas situações, mas também sofreu derrotas. É como se o intervalo fosse um abismo do qual o time não conseguisse sair.
O próximo compromisso do São Paulo é terça-feira, quando recebe o Bolívar no Morumbi pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana. O primeiro encontro terminou empatado em 1 a 1 na Bolívia. O Coritiba, que só tem o Brasileirão para se preocupar, enfrenta o Corinthians no próximo domingo no Couto Pereira.
Notable Quotes
O time paulista recebeu o Coritiba e saiu na frente com Pablo Maia, mas cedeu o empate na segunda etapa— Narrativa do jogo