São Paulo confirma dois novos casos de febre maculosa; estado soma 19 casos em 2023

Nove óbitos registrados em 2023 no estado de São Paulo, incluindo quatro pessoas ligadas ao surto na Fazenda Santa Margarida e uma mulher de 58 anos falecida em 8 de junho.
Febre maculosa não se transmite entre pessoas, apenas pelo carrapato
Autoridades esclarecem como funciona a transmissão da doença que matou nove pessoas em São Paulo neste ano.
Mark

Como é que a febre maculosa chega até as pessoas se não é transmitida de pessoa para pessoa?

Mimi

Só pelo carrapato. A bactéria vive no carrapato, e quando ele pica, passa a infecção. Por isso o surto na fazenda é tão preocupante — há carrapatos infectados naquele lugar.

Luke

Mas a gente não sabe exatamente quantos carrapatos estão lá ou em que áreas da fazenda. O plano que eles apresentaram pode ajudar, mas ainda é um risco desconhecido.

Mark

Por que essa mulher de 58 anos em Americana não tinha ligação com a fazenda? Isso significa que há febre maculosa em outros lugares também?

Mimi

Provavelmente sim. A doença existe em várias regiões rurais de São Paulo. Ela pode ter se exposto em qualquer lugar onde houvesse carrapatos infectados.

Luke

Mas a secretaria ainda está investigando. Não sabemos onde ela foi infectada. Pode ter sido em Americana, pode ter viajado para outro lugar — isso ainda está em aberto.

Mark

Nove mortes em 19 casos é uma taxa muito alta, não é?

Mimi

Sim, é por isso que chamam de doença de alta letalidade. Quando a pessoa é infectada, o risco é real.

Luke

Mas a gente não sabe se todas as nove mortes foram diagnosticadas rapidamente ou se algumas chegaram tarde demais ao hospital. O diagnóstico rápido provavelmente muda o resultado.

  • Com dois novos diagnósticos confirmados em 16 de junho, São Paulo chegou a 19 casos e nove mortes por febre maculosa em 2023 — números que crescem semana a semana.
  • A Fazenda Santa Margarida, em Campinas, tornou-se foco de um surto que já matou quatro pessoas, e uma mulher de 38 anos internada é o elo mais recente entre o local e a doença.
  • Uma segunda vítima, mulher de 58 anos de Americana, faleceu sem qualquer ligação com a fazenda, revelando que o risco se estende além do surto identificado.
  • Autoridades alertam que qualquer pessoa que esteve na fazenda entre 27 de maio e 11 de junho deve buscar atendimento médico imediato ao apresentar febre, manchas ou dores no corpo.
  • A Fazenda Santa Margarida protocolou junto à prefeitura de Campinas um plano formal de contingenciamento ambiental, mas sua implementação ainda aguarda aprovação oficial.

Em meio ao verão brasileiro, a febre maculosa voltou a cobrar seu preço no estado de São Paulo: dois novos casos confirmados em junho de 2023 elevaram o total anual para 19, com nove vidas perdidas. Uma fazenda em Campinas tornou-se o epicentro de um surto que expõe a fragilidade da relação entre espaços rurais, eventos humanos e vetores invisíveis como o carrapato. A doença, silenciosa em sua transmissão e severa em suas consequências, lembra que a natureza impõe seus próprios termos mesmo nos lugares mais familiares.

Na sexta-feira, 16 de junho de 2023, São Paulo confirmou dois novos casos de febre maculosa, levando o estado a 19 diagnósticos no ano e nove mortes pela doença. Um dos casos envolve uma mulher de 38 anos que visitou a Fazenda Santa Margarida, propriedade rural em Campinas já identificada como foco de um surto que ceifou quatro vidas. Ela segue internada sob cuidados médicos na cidade.

O segundo caso é o de uma mulher de 58 anos, moradora de Americana, que faleceu em 8 de junho sem qualquer vínculo com a fazenda. As autoridades investigam onde ela pode ter contraído a infecção, sinalizando que a circulação da doença no estado vai além do surto rural já mapeado.

A febre maculosa, causada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida exclusivamente pela picada do carrapato, não passa de pessoa para pessoa — mas sua taxa de mortalidade é elevada. Diante disso, as autoridades de saúde emitiram alerta a todos que estiveram na Fazenda Santa Margarida entre 27 de maio e 11 de junho: sintomas como febre, manchas vermelhas, dores no corpo ou dor de cabeça exigem atendimento médico imediato.

A fazenda, que realiza eventos no local há mais de vinte anos sem registros anteriores da doença, expressou pesar pelas vítimas e solidariedade às famílias. Em resposta ao surto, elaborou um Plano de Ação de Contingenciamento Ambiental e de Comunicação para Mitigação de Riscos, protocolado junto à Prefeitura de Campinas. As medidas preventivas para futuros eventos, porém, dependem ainda da aprovação municipal.

São Paulo registrou dois novos diagnósticos confirmados de febre maculosa na sexta-feira, dia 16 de junho, elevando o total de casos no estado para 19 neste ano. Com essa confirmação, o número de mortes pela doença chegou a nove.

Um dos casos envolve uma mulher de 38 anos que visitou recentemente a Fazenda Santa Margarida, propriedade rural localizada em Campinas. Esse local já havia sido identificado como foco de um surto que resultou na morte de quatro pessoas que estiveram na fazenda. A paciente encontra-se internada em Campinas sob cuidados médicos.

O segundo caso confirmado refere-se a uma mulher de 58 anos residente em Americana que faleceu em 8 de junho. Diferentemente do primeiro caso, essa paciente não tinha conexão com o surto da Fazenda Santa Margarida. As autoridades de saúde ainda investigam onde ela pode ter contraído a infecção.

A febre maculosa, popularmente conhecida como doença do carrapato, é uma infecção bacteriana causada por micro-organismos do gênero Rickettsia. Transmitida exclusivamente pela picada do carrapato, a doença apresenta gravidade variável mas possui uma taxa de mortalidade elevada. Um aspecto importante é que não há transmissão de pessoa para pessoa, o que significa que o contágio ocorre apenas através do vetor animal.

As autoridades de saúde emitiram um alerta direcionado a qualquer pessoa que tenha permanecido na Fazenda Santa Margarida entre 27 de maio e 11 de junho. Quem apresentar febre, dores no corpo, manchas vermelhas na pele ou dor de cabeça deve procurar atendimento médico imediatamente, informando ao profissional sobre a permanência naquela região.

Em resposta aos casos, a Fazenda Santa Margarida divulgou uma nota à imprensa expressando profundo pesar pelas infecções ocorridas em suas instalações e solidariedade com os familiares das vítimas. A propriedade ressaltou que realiza eventos no mesmo local há mais de vinte anos sem qualquer registro anterior de casos ou suspeitas de febre maculosa entre visitantes, colaboradores ou prestadores de serviço.

A fazenda informou ter elaborado um plano de ação e o protocolou junto à Prefeitura Municipal de Campinas. O documento, denominado Plano de Ação de Contingenciamento Ambiental e de Comunicação para Mitigação de Riscos de Parasitismo e Transmissão de Febre Maculosa Brasileira, foi desenvolvido para atender exigências técnicas e estabelecer medidas preventivas que garantam a segurança de participantes, equipe e visitantes em futuros eventos. A implementação das ações depende da aprovação da prefeitura.

A Fazenda Santa Margarida realiza eventos há mais de vinte anos no mesmo lugar e nunca houve qualquer relato de casos ou suspeita de febre maculosa entre visitantes, colaboradores e terceirizados
— Fazenda Santa Margarida, em nota à imprensa
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