Há uma diferença entre entrar em um mercado e habitá-lo. A Samsung, com sete anos de presença no universo dos smartphones dobráveis, posiciona sua experiência acumulada como um patrimônio que o tempo, e não apenas a tecnologia, é capaz de construir. Enquanto a Apple ainda não confirmou oficialmente seu modelo dobrável, o CEO da Samsung já traçou uma linha filosófica: conhecimento profundo de como as pessoas vivem com um aparelho não se copia da noite para o dia.
Samsung manda recado à Apple sobre iPhone dobrável: "não vão nos alcançar"
Sete anos de experiência não se replicam da noite para o dia
Por que a Samsung está tão confiante? A Apple não tem um histórico de entrar em categorias e dominar rapidamente?
Tem, claro. Mas dobráveis são diferentes. Não é só software. É engenharia de hardware, durabilidade de dobradiças, otimização de telas flexíveis. Samsung aprendeu isso na prática, com sete anos de iteração.
Então a vantagem é principalmente técnica?
Técnica e de compreensão do usuário. Samsung sabe o que funciona e o que não funciona porque milhões de pessoas já usam seus dobráveis. Apple estará começando do zero nesse aspecto.
Mas Apple tem recursos infinitos. Não consegue contratar especialistas e acelerar?
Consegue, mas expertise não se compra só com dinheiro. É sobre ter feito as coisas, ter cometido erros, ter corrigido. Isso leva tempo.
E se Apple lançar algo revolucionário que ninguém esperava?
É possível. Mas Roh está apostando que mesmo um produto revolucionário de Apple levará tempo para alcançar a maturidade que Samsung já tem. E enquanto isso, Samsung segue evoluindo.
O Pulso
- A possível chegada de um iPhone dobrável em 2026 reacende a disputa pelo segmento mais sofisticado do mercado de smartphones.
- TM Roh, CEO da Samsung, foi à frente antes mesmo de qualquer confirmação oficial da Apple, sinalizando que a empresa não pretende ceder terreno sem resistência.
- A Samsung sustenta sua posição com um portfólio duplo — o Galaxy Z Fold e o Z Flip — enquanto a Apple deve estrear com apenas um modelo no formato de livro.
- A indústria antecipa que a entrada da Apple, mesmo que conservadora, aquecerá toda a categoria e pressionará os rivais a acelerarem a inovação.
- A Samsung já apresentou conceitos de dobra tripla, sinalizando que continua explorando novos formatos enquanto a concorrência ainda planeja sua estreia.
Há uma diferença entre entrar em um mercado e habitá-lo. A Samsung, com sete anos de presença no universo dos smartphones dobráveis, posiciona sua experiência acumulada como um patrimônio que o tempo, e não apenas a tecnologia, é capaz de construir. Enquanto a Apple ainda não confirmou oficialmente seu modelo dobrável, o CEO da Samsung já traçou uma linha filosófica: conhecimento profundo de como as pessoas vivem com um aparelho não se copia da noite para o dia.
A Samsung não demonstra nervosismo diante dos rumores de um iPhone dobrável. TM Roh, presidente da divisão de celulares da empresa, foi categórico em entrevistas recentes: sete anos de experiência no mercado de dobráveis — desde o lançamento do primeiro Galaxy Fold, em 2019 — representam uma vantagem que não se replica rapidamente. A Apple sequer confirmou oficialmente o desenvolvimento de um modelo dobrável, mas Roh já havia traçado sua linha.
O argumento central da Samsung vai além da tecnologia em si. Trata-se de compreender como as pessoas realmente usam um telefone que se dobra, de otimizar software para telas flexíveis e de resolver problemas que só aparecem quando o aparelho está na mão do usuário. Esse tipo de conhecimento é construído por iteração, por erros corrigidos ao longo do tempo.
Hoje, a empresa mantém dois formatos distintos — o Galaxy Z Fold, que abre como um livro, e o Galaxy Z Flip, que fecha como uma concha — atendendo públicos diferentes. E já foi além: apresentou um conceito de smartphone com dobra tripla, sinalizando que segue explorando novos territórios.
Os rumores indicam que o iPhone dobrável chegará ainda em 2026, competindo diretamente com o Galaxy Z Fold 8. A diferença é que a Apple deve estrear com apenas um modelo, no formato de livro, sem a variedade que a Samsung oferece — uma entrada mais cautelosa, característica da empresa ao adentrar categorias novas. A indústria espera que essa chegada aqueça toda a categoria, mas a Samsung aposta que sua vantagem acumulada será difícil de alcançar tão cedo.
A Samsung não está tremendo diante da perspectiva de um iPhone dobrável. Semanas após seu evento Galaxy Unpacked de julho, TM Roh, que comanda a Samsung Electronics e sua divisão de celulares, deixou claro em entrevistas que sete anos de experiência no mercado de dobráveis não são algo que se copia da noite para o dia. A Apple ainda nem confirmou oficialmente que está desenvolvendo um telefone dobrável — há rumores, sim, mas nada concreto — e já Roh estava na frente, traçando uma linha na areia.
O argumento de Roh é direto: o conhecimento técnico e a compreensão das necessidades dos usuários que a Samsung construiu desde o lançamento do primeiro Galaxy Fold em 2019 representam uma vantagem que não se replica rapidamente. Não é apenas sobre ter a tecnologia. É sobre entender como as pessoas querem usar um telefone que se dobra, como otimizar o software para uma tela flexível, como resolver os problemas que ninguém vê vindo até estar com o aparelho na mão. Tudo isso leva tempo.
Hoje, a Samsung controla um dos portfólios mais robustos do segmento. Há o Galaxy Z Fold, que se dobra como um livro, e o Galaxy Z Flip, que se dobra como uma concha — dois formatos diferentes para dois públicos diferentes. A empresa já foi além: apresentou um conceito de smartphone com dobra tripla, sinalizando que continua explorando novos territórios enquanto a concorrência ainda está pensando em entrar no jogo.
Os rumores sobre o iPhone dobrável sugerem que ele chegará ainda em 2026, provavelmente competindo diretamente com o Galaxy Z Fold 8. Mas há uma diferença importante: a Apple, ao menos segundo o que se especula, deve lançar apenas um modelo — no formato de livro, como o Fold. Sem a versão em concha, sem a variedade que a Samsung oferece. É um começo mais conservador, o que faz sentido para a Apple, que tende a entrar em categorias novas com cautela.
A indústria espera que a entrada da Apple no segmento de dobráveis acenda um fogo sob toda a categoria. Quando a Apple entra em um mercado, mesmo que tarde, as coisas mudam. Mas a Samsung está apostando que sua vantagem — anos de iteração, de aprender com erros, de refinar hardware e software juntos — será difícil de alcançar. Roh deixou a mensagem clara: venham, mas não nos alcançarão tão cedo.
Citações Notáveis
A expertise tecnológica e a compreensão dos clientes que construímos ao longo de sete anos não podem ser alcançadas da noite para o dia— TM Roh, CEO da Samsung Electronics