No coração do Himalaia, onde o gelo e a pedra guardam milênios de história climática, um bloco de gelo de até 600 metros desprendeu-se da cordilheira em 26 de agosto de 2026 e despencou cinco mil metros até o vale do rio Lhende Kola, no Nepal. O impacto gerou uma avalanche de lama e água que destruiu comunidades inteiras, ceifando ao menos 160 vidas e deixando 400 pessoas desaparecidas. Cientistas apontam o aquecimento global como possível enfraquecedor da estrutura glacial, lembrando-nos de que as grandes tragédias raramente têm uma única causa — e que as montanhas, antes símbolos de permanên
Ruptura de geleira pode ter causado tragédia no Nepal, indicam cientistas
Um bloco de gelo caiu 5 mil metros e gerou uma onda de destruição
Como um bloco de gelo consegue causar uma destruição dessa escala?
Quando cai de 5 mil metros, a energia liberada é imensa. Não é só gelo — é uma mistura de gelo, água e detritos que se move como uma onda gigante, arrastando tudo que encontra.
Os cientistas conseguem apontar uma causa única para o colapso?
Não conseguem. Pode ter sido um terremoto, pode ter sido o calor enfraquecendo a geleira, pode ter sido um deslizamento de terra. Provavelmente foi uma combinação.
E o aquecimento global? Tem certeza de que está envolvido?
Não é certeza, mas as temperaturas altas na semana anterior enfraqueceram a estrutura do gelo. É um fator plausível, especialmente porque o Nepal é particularmente sensível ao aquecimento.
Isso pode acontecer novamente?
Sim. Se o clima continua aquecendo, essas geleiras ficam cada vez mais instáveis. Regiões montanhosas como essa estão em risco crescente.
Quantas pessoas sabemos que morreram?
Pelo menos 160 confirmadas. Mas 400 estão desaparecidas, então o número final pode ser muito maior.
O Pulso
- Um bloco de gelo colossal desprendeu-se do Himalaia e percorreu cinco mil metros de queda livre, desencadeando uma avalanche de lama e água de proporções extraordinárias.
- Pelo menos 160 pessoas morreram e 400 seguem desaparecidas, enquanto casas, estradas e pontes foram varridas do mapa ao longo do rio Lhende Kola.
- Governo nepalês, autoridades chinesas e geólogos americanos divergem sobre a causa: terremoto, deslizamento de terra ou colapso glacial — e os dados indicam que o tremor registrado foi consequência da queda, não sua origem.
- Especialistas alertam que semanas de calor intenso podem ter enfraquecido a geleira, colocando o aquecimento global no centro do debate sobre responsabilidade pelo desastre.
- A investigação ainda está em curso, e cientistas advertem que a convergência de fatores climáticos, sísmicos e geológicos torna o Himalaia um território de risco crescente para catástrofes dessa magnitude.
No coração do Himalaia, onde o gelo e a pedra guardam milênios de história climática, um bloco de gelo de até 600 metros desprendeu-se da cordilheira em 26 de agosto de 2026 e despencou cinco mil metros até o vale do rio Lhende Kola, no Nepal. O impacto gerou uma avalanche de lama e água que destruiu comunidades inteiras, ceifando ao menos 160 vidas e deixando 400 pessoas desaparecidas. Cientistas apontam o aquecimento global como possível enfraquecedor da estrutura glacial, lembrando-nos de que as grandes tragédias raramente têm uma única causa — e que as montanhas, antes símbolos de permanência, tornam-se cada vez mais espelhos da fragilidade do nosso tempo.
Na manhã de 26 de agosto de 2026, um bloco de gelo com até 600 metros de largura soltou-se da cordilheira do Himalaia e despencou aproximadamente cinco mil metros até o fundo do vale. O impacto foi devastador: a queda gerou uma avalanche de lama e água que se lançou sobre o rio Lhende Kola, na fronteira entre o Nepal e o Tibete, destruindo casas, estradas e pontes. Ao menos 160 pessoas morreram e 400 estão desaparecidas.
Cientistas de universidades americanas, consultados pelo New York Times, identificaram o colapso da geleira como a causa provável do desastre. O bloco de gelo, ao se romper, criou uma mistura gigantesca de gelo e água que inundou o rio Lhende Kola com força extraordinária — visível nas imagens que circulam do evento. O Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou um tremor de magnitude 4,4 no momento da queda, mas esclareceu que ele foi consequência do impacto, não sua causa, contradizendo a hipótese levantada pelo governo nepalês.
As explicações divergem: Katmandu sugere um terremoto como gatilho; Pequim aponta um deslizamento de terra no lado nepalês. Mas especialistas destacam outro fator: a semana anterior ao colapso registrou calor intenso na região, e o aquecimento global pode ter enfraquecido progressivamente a estrutura da geleira. Nenhum fator isolado, porém, é apontado com certeza.
O volume de água registrado nas imagens sugere que outros mecanismos, além do simples colapso de gelo, podem ter estado em ação. A investigação continua, e o que já se sabe é suficiente para um alerta: o Himalaia, cada vez mais vulnerável às mudanças climáticas, enfrenta um risco crescente de tragédias dessa escala.
Na quarta-feira, 26 de agosto, um bloco de gelo com até 600 metros de largura desprendeu-se da cordilheira do Himalaia e caiu aproximadamente 5 mil metros até o fundo do vale. O impacto foi catastrófico. A queda gerou uma avalanche de lama e água que se lançou sobre o rio Lhende Kola, na fronteira entre o Nepal e o Tibete, destruindo casas, estradas e pontes em seu caminho. Até o momento, pelo menos 160 pessoas morreram e 400 estão desaparecidas.
Cientistas de universidades americanas, consultados pelo New York Times, apontam o colapso dessa geleira como a causa provável do desastre. Quando o bloco de gelo se rompeu e caiu, gerou uma mistura gigantesca de gelo e água que se deslocou em direção ao rio Lhende Kola, que deságua no Bhote Koshi. A magnitude da inundação que se seguiu foi extraordinária, deixando marcas visíveis em imagens que circulam sobre o evento.
As explicações para o que causou a ruptura variam conforme a fonte. O governo nepalês sugere que um terremoto pode ter desencadeado a avalanche. As autoridades chinesas, por sua vez, apontam um deslizamento de terra no lado nepalês das montanhas como responsável. O Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou um tremor de magnitude 4,4 no momento da queda do bloco, mas posteriormente esclareceu que esse tremor foi consequência da queda do gelo, não sua causa.
Especialistas consultados destacam que o aquecimento global pode ter desempenhado um papel importante. A região do Nepal tem sido particularmente afetada por temperaturas elevadas, e a semana anterior ao colapso registrou calor intenso. Esse aquecimento pode ter enfraquecido a estrutura da geleira, tornando-a mais vulnerável ao colapso. No entanto, pesquisadores ressaltam que nenhum fator isolado pode ser apontado com certeza como responsável pelo evento.
A verdade é que múltiplas causas podem ter convergido. O gigantesco volume de água visto nas imagens do desastre sugere que outros mecanismos além do simples colapso de gelo podem ter estado em ação. Os cientistas reafirmam que a complexidade do evento — envolvendo possíveis fatores sísmicos, climáticos e geológicos — ainda está sendo investigada. O que fica claro é que a região do Himalaia, já vulnerável às mudanças climáticas, enfrenta riscos crescentes de catástrofes dessa natureza.
Citações Notáveis
O aquecimento global, que tem atingido fortemente a região do Nepal, pode ser uma das razões para o evento— Especialistas consultados pelo New York Times
A ruptura do bloco de gelo ainda não pode ser atribuída a um único fator— Pesquisadores da área