Roque Santeiro retorna à Globo 40 anos após estreia original em outubro

A verdade volta e desmente tudo que foi construído sobre a mentira
Quando Roque reaparece vivo, ameaça desmontar a estrutura de poder que se ergueu sobre seu mito.
Mark

Por que uma novela de 1985 ainda importa o suficiente para voltar à TV agora?

Mimi

Porque criou personagens que as pessoas ainda citam, ainda lembram. Viúva Porcina não é só um nome, é uma presença. E Sinhozinho Malta com aquele bordão — virou parte de como os brasileiros falam.

Luke

Mas isso é memória cultural ou é nostalgia? Quantas pessoas que vão assistir em outubro nasceram depois que a novela saiu?

Mimi

Provavelmente muitas. Mas a novela funciona porque a história é boa — é sobre poder, mentira, o que acontece quando a verdade volta. Isso não envelhece.

Mark

A censura proibiu a primeira versão em 1975. O que mudou em dez anos?

Mimi

O contexto político. A ditadura estava em transição. Mas a novela sempre foi sobre crítica social disfarçada de romance e humor.

Luke

A gente sabe que foi censurada, mas não sabemos exatamente o quê ou por quê. A fonte não detalha isso.

Mimi

Verdade. Só sabemos que foi proibida dias antes da estreia e que dez anos depois conseguiu ir ao ar.

Mark

E essa cidade cenográfica em Guaratiba — quanto custou, quanto tempo levou?

Luke

A fonte não diz. Só que foi "grandiosa" e "emblemática". Isso é descrição, não informação.

Mimi

Mas o fato é que foi construída, que marcou época. Não é pouca coisa fazer uma cidade inteira para uma novela.

Mark

O que você acha que vai surpreender quem nunca viu?

Mimi

Que é engraçada. As pessoas pensam em novela clássica como coisa séria, mas Roque Santeiro tem humor de verdade.

  • A reexibição chega carregada de expectativa: uma geração inteira cresceu ouvindo falar de Roque Santeiro sem jamais tê-la assistido ao vivo.
  • A trama em si já é uma metáfora sobre urgência — o retorno de um homem dado como morto ameaça desmontar décadas de poder político, religioso e comercial erguidos sobre seu mito.
  • Personagens como Viúva Porcina e Sinhozinho Malta, com seu bordão 'Tô certo ou tô errado?', permanecem tão vivos no imaginário popular que a novela parece nunca ter saído do ar.
  • A Globo aposta na força do acervo para atravessar gerações, reafirmando que obras censuradas em 1975 e consagradas em 1985 ainda têm o que dizer em 2026.

Quarenta anos separam a estreia de Roque Santeiro de seu retorno às telas da Globo, marcado para 5 de outubro no bloco Edição Especial. A obra de Dias Gomes — que narra o colapso de um mito construído sobre a morte de um homem que, afinal, estava vivo — sempre foi mais do que entretenimento: foi um espelho da crença popular, do poder e da fragilidade das narrativas que sustentam comunidades inteiras. Seu regresso convida gerações que só conheceram a lenda a finalmente encontrar a história.

Quarenta anos após sua estreia, Roque Santeiro volta à Globo a partir de 5 de outubro, exibida no bloco Edição Especial para uma geração que cresceu ouvindo falar da novela sem nunca tê-la visto ao vivo.

A trama se passa em Asa Branca, cidade fictícia onde o artesão Roque foi dado como morto ao enfrentar o bandido Navalhada. Transformado em santo popular, sua lenda passou a movimentar a economia local, atrair romeiros e sustentar interesses políticos e religiosos. Quando Roque reaparece vivo, dezessete anos depois, toda essa estrutura entra em colapso — ameaçando o fazendeiro Sinhozinho Malta, o padre Hipólito, o prefeito e o comerciante Zé das Medalhas.

No centro da história está Viúva Porcina, um dos maiores ícones da televisão brasileira, que ajudou a alimentar a lenda ao longo dos anos e vê sua vida se transformar com o retorno do verdadeiro santeiro. O triângulo amoroso entre ela, Roque e Sinhozinho Malta tornou-se um dos mais marcantes da dramaturgia nacional. Paralelamente, Mocinha, a verdadeira noiva de Roque, reencontra a esperança ao saber que o homem que esperou está vivo.

A novela combinou humor, romance e crítica social com rara eficácia. O bordão de Sinhozinho Malta — 'Tô certo ou tô errado?' — entrou para o vocabulário dos brasileiros, e a cenográfica cidade de Asa Branca, construída em Guaratiba, tornou-se uma das mais emblemáticas da história da emissora. A obra também marcou a estreia de Claudia Raia, Patrícia Pillar e Maurício Mattar na TV Globo.

Inspirада na peça O Berço do Herói, de Dias Gomes, a novela teve uma primeira versão censurada em 1975, poucos dias antes de estrear. Dez anos depois, finalmente chegou às telas e se consolidou como marco cultural. Agora, após passagens pelo canal Viva e pelo Globoplay, retorna à TV aberta reafirmando sua permanência na memória afetiva do público brasileiro.

Quarenta anos depois de sua estreia, Roque Santeiro volta à Globo. A partir de 5 de outubro, o clássico da teledramaturgia brasileira será exibido no bloco Edição Especial, retornando às telas para uma nova geração de telespectadores que cresceu ouvindo falar sobre a novela sem nunca tê-la visto ao vivo.

A trama se passa na fictícia Asa Branca, uma cidade onde um artesão de santos chamado Roque Santeiro supostamente morreu defendendo a população do bandido Navalhada. Transformado em mártir e santo popular, Roque passa a ser venerado pelos moradores, que lhe atribuem milagres e curas. Sua lenda movimenta a economia local, atrai romeiros e fortalece interesses políticos, religiosos e comerciais que dependem diretamente da manutenção desse mito. Mas quando Roque reaparece, vivo, dezessete anos depois de ter sido dado como morto, toda essa estrutura de poder construída sobre sua morte entra em colapso.

A volta do verdadeiro santeiro ameaça figuras influentes da cidade: o poderoso fazendeiro Sinhozinho Malta, interpretado por Lima Duarte; o padre Hipólito; o prefeito Florindo Abelha; e Zé das Medalhas, um comerciante que lucra vendendo objetos ligados à devoção do suposto mártir. No centro dessa trama está Viúva Porcina, personagem que se tornou um dos maiores ícones da televisão brasileira. Apresentada como a viúva de Roque, embora nunca tenha sido casada com ele, Porcina ajudou a alimentar a lenda ao longo dos anos. A chegada do verdadeiro santeiro provoca mudanças profundas em sua vida e origina um dos triângulos amorosos mais marcantes da dramaturgia nacional, envolvendo também Sinhozinho Malta. Paralelamente, Mocinha, a verdadeira noiva de Roque, reencontra a esperança ao descobrir que o homem que esperou durante tantos anos está vivo.

A novela conquistou gerações ao combinar humor, romance e crítica social. Personagens como Viúva Porcina e Sinhozinho Malta permanecem vivos no imaginário popular. O fazendeiro eternizou o bordão "Tô certo ou tô errado?", que se incorporou ao vocabulário dos brasileiros e se transformou em uma das expressões mais conhecidas da história da teledramaturgia nacional. Histórias paralelas memoráveis, como o mistério do lobisomem que aterrorizava Asa Branca, também marcaram presença na obra. A grandiosa cidade cenográfica de Asa Branca, construída em Guaratiba, no Rio de Janeiro, entrou para a história como uma das mais emblemáticas já produzidas pela emissora.

A novela também marcou a estreia de nomes como Claudia Raia, Patrícia Pillar e Maurício Mattar na TV Globo. Inspirada na peça O Berço do Herói, de Dias Gomes, a novela teve uma primeira versão proibida pela censura em 1975, poucos dias antes de sua estreia. Dez anos depois, finalmente chegou às telas e se transformou em um dos maiores sucessos da história da emissora, tornando-se um marco cultural que permanece presente na memória afetiva do público.

Após a exibição original em 1985, Roque Santeiro foi reexibida diversas vezes: na Sessão Aventura em 1991, no Vale a Pena Ver de Novo em 2000, no canal Viva em 2011 e 2024, e está disponível no Globoplay desde 2021. A novela é de autoria de Dias Gomes, com coautoria de Aguinaldo Silva e colaboração de Marcílio Moraes e Joaquim Assis. A direção ficou a cargo de Paulo Ubiratan, Jayme Monjardim, Gonzaga Blota e Marcos Paulo, com supervisão de Daniel Filho. O elenco inclui ainda Yoná Magalhães, Fábio Jr., Lídia Brondi, Paulo Gracindo, Lucinha Lins, Cássia Kis, Armando Bógus, Ary Fontoura e Eloísa Mafalda, entre outros.

Roque Santeiro se consolidou como um dos maiores clássicos da televisão brasileira ao combinar humor, romance e crítica social
— Descrição da obra na fonte
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