Em um momento em que a pandemia começa a recuar, o Rio de Janeiro volta os olhos para os mais vulneráveis: idosos acima de 80 anos passaram a receber a quarta dose da vacina contra a covid-19, reconhecidos pelo Ministério da Saúde como imunossuprimidos pela própria passagem do tempo. A cidade age com os estoques que tem e com a memória viva de quem já enfrentou a doença, lembrando que a proteção coletiva ainda é uma obra inacabada — 670 mil cariocas seguem sem a dose de reforço.
Rio inicia aplicação da 4ª dose de vacina contra covid-19 em idosos acima de 80 anos
Tenho que proteger todo mundo. Se tiver consciência, se vacine
Por que o Rio decidiu aplicar a quarta dose especificamente em idosos acima de 80 anos e não em outros grupos?
O Ministério da Saúde classificou esse grupo como imunossuprimido porque a capacidade de produzir anticorpos diminui naturalmente com a idade avançada. Então a quarta dose ajuda a manter a imunidade em um nível alto.
Mas isso é uma classificação do ministério, certo? Não é uma descoberta científica nova — é uma decisão de política pública sobre quem priorizar.
E quanto ao passaporte vacinal? O secretário disse que continua obrigatório até atingir 70% com a dose de reforço.
Exatamente. Hoje estão em 60%, então faltam 670 mil pessoas. O passaporte é um incentivo para que as pessoas voltem aos postos.
Mas o secretário também disse que o panorama epidemiológico é muito favorável — casos em queda, poucas internações. Então qual é o risco real de não ter a quarta dose agora?
Laila Simão, a primeira a tomar a quarta dose, teve covid em 2020. Ela estava com medo?
Não, ela disse que não tinha medo de morrer, mas tinha medo de sofrer. E como teve a doença antes, sabia bem o que era. Agora está aliviada com o reforço.
Ela é um caso anedótico, claro — uma pessoa que teve a doença e agora se vacina. Mas não sabemos quantas outras pessoas nessa faixa etária já tiveram covid e quantas não tiveram.
A cidade tem vacinas suficientes?
Tem estoques de AstraZeneca e Jansen, e aguarda um carregamento de Pfizer. Os idosos podem escolher qual vacina querem.
Isso é bom, mas a matéria não diz quanto tempo vai levar para vacinar os 670 mil em atraso, nem quantas doses de Pfizer estão chegando.
E a gripe? Quando começa a vacinação?
No dia 4 de abril. Primeiro os idosos acima de 80 e profissionais de saúde, depois vai descendo por faixa etária. E o secretário quer que o ministério autorize vacinar toda a população, não só grupos prioritários.
Ele quer isso porque a gripe fez muitos casos no fim do ano passado. Mas a matéria não diz quantos casos foram ou qual é a projeção para este ano.
El Pulso
- Idosos acima de 80 anos, cujo sistema imunológico enfraquece naturalmente com a idade, tornam-se o novo grupo prioritário da campanha de vacinação no Rio.
- Laila Simão, 85 anos, foi a primeira a receber a quarta dose nesta manhã, carregando consigo a lembrança de uma covid-19 'horrível' em 2020 e o desejo de proteger seus seis netos e quatro bisnetos.
- Mais de 40% das pessoas em atraso no calendário vacinal preocupam a Secretaria de Saúde, que mantém o passaporte de vacinação obrigatório até que 70% da população tenha recebido o reforço.
- O panorama epidemiológico é favorável — casos em queda, poucas internações —, mas o secretário Daniel Soranz alerta que essa estabilidade não é garantida e que o retorno aos postos é urgente.
- A cidade já se prepara para o próximo desafio: a campanha contra a gripe começa em 4 de abril, e idosos poderão receber as duas vacinas no mesmo dia, enquanto o secretário pede ao Ministério que amplie a imunização para toda a população.
Em um momento em que a pandemia começa a recuar, o Rio de Janeiro volta os olhos para os mais vulneráveis: idosos acima de 80 anos passaram a receber a quarta dose da vacina contra a covid-19, reconhecidos pelo Ministério da Saúde como imunossuprimidos pela própria passagem do tempo. A cidade age com os estoques que tem e com a memória viva de quem já enfrentou a doença, lembrando que a proteção coletiva ainda é uma obra inacabada — 670 mil cariocas seguem sem a dose de reforço.
O Rio de Janeiro abriu nesta quinta-feira a vacinação com a quarta dose contra a covid-19 para moradores com mais de 80 anos, seguindo recomendação do Ministério da Saúde, que classifica esse grupo como imunossuprimido — pessoas cuja produção de anticorpos diminui naturalmente com o envelhecimento. Todas as unidades básicas de saúde da cidade passaram a oferecer a segunda dose de reforço, com estoques disponíveis de AstraZeneca e Jansen e um carregamento de Pfizer a caminho.
A primeira a ser vacinada foi Laila Simão, 85 anos, no posto do Planetário, na Gávea. Ela contraiu covid-19 em 2020 e descreveu a experiência como 'horrível'. Aliviada após a nova dose, Laila disse que se vacina para proteger os seis netos e quatro bisnetos, e pediu que outras pessoas façam o mesmo com consciência. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, explicou que a quarta dose segue a mesma lógica da terceira: manter a imunidade elevada, com intervalo recomendado de quatro meses entre os reforços.
Apesar do avanço, Soranz alertou que 670 mil cariocas — mais de 40% dos que deveriam — ainda não retornaram para a dose de reforço. Apenas 60% da população do Rio completou esse ciclo, e o passaporte vacinal seguirá obrigatório nos estabelecimentos até que a cidade alcance a marca de 70%. O secretário reconheceu que o cenário epidemiológico é favorável, com casos em queda e poucas internações, mas ressaltou que essa situação pode mudar.
A Secretaria Municipal de Saúde também anunciou o início da campanha contra a gripe para 4 de abril, começando pelos idosos com 80 anos ou mais e profissionais de saúde. As duas vacinas poderão ser aplicadas no mesmo dia. Soranz pediu ao Ministério da Saúde que amplie a vacinação contra a gripe para toda a população, citando o aumento de casos no fim do ano passado e a chegada do outono como fatores de risco.
No Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose, o secretário informou que o Rio expandiu sua capacidade de diagnóstico, com testes disponíveis em todas as unidades básicas. A cidade registra cerca de sete mil novos casos por ano, e Soranz reforçou que a doença tem cura — desde que o tratamento de seis meses seja concluído integralmente, já que a interrupção aumenta o risco de resistência aos antibióticos.
Rio de Janeiro abriu os postos de vacinação nesta quinta-feira para aplicar a quarta dose contra a covid-19 em moradores com mais de 80 anos. A decisão segue recomendação do Ministério da Saúde, que classifica esse grupo etário como imunossuprimido — pessoas cuja capacidade de produzir anticorpos diminui naturalmente com a idade avançada. Todas as unidades básicas de saúde da cidade começaram a oferecer a segunda dose de reforço a partir de hoje.
Daniel Soranz, secretário municipal de Saúde, explicou que a quarta dose é importante para manter o nível de imunidade elevado, assim como ocorreu após a terceira aplicação. A recomendação é que os idosos aguardem quatro meses entre a primeira e a segunda dose de reforço. A cidade possui estoques suficientes de vacinas AstraZeneca e Jansen para essa aplicação extra e aguarda um carregamento de Pfizer. Os idosos podem escolher qual vacina desejam receber entre as disponíveis em sua unidade de saúde.
Laila Simão, 85 anos, foi a primeira idosa a receber a quarta dose na manhã de hoje, no posto de vacinação do Planetário, na Gávea, zona sul do Rio. Ela contraiu covid-19 em 2020 e descreveu a experiência como "horrível". Agora, com a vacinação reforçada, sente-se aliviada. Laila mencionou ter seis netos e quatro bisnetos, e disse que se vacina para proteger toda a família, recomendando que outras pessoas façam o mesmo com consciência.
O secretário alertou que ainda faltam 670 mil cariocas para completar a dose de reforço — mais de 40% das pessoas em atraso no calendário vacinal. Atualmente, apenas 60% da população do Rio recebeu a dose de reforço. Soranz afirmou que a maior preocupação da secretaria é com esse contingente que não retornou aos postos. O passaporte de vacinação continuará sendo cobrado nos estabelecimentos até que a cidade atinja a meta de 70% da população com a dose de reforço.
Segundo Soranz, o panorama epidemiológico no Rio é favorável: o número de casos está em queda, há poucas internações por covid-19 e é cada vez mais raro encontrar pacientes que se agravam. Porém, ele ressaltou que essa situação não é permanente, reforçando a importância de as pessoas retornarem para a dose de reforço.
A Secretaria Municipal de Saúde também anunciou que iniciará a campanha anual de vacinação contra a gripe no dia 4 de abril. Na primeira semana, entre 4 e 9 de abril, serão imunizados idosos com 80 anos ou mais e profissionais de saúde. Nas semanas seguintes, a vacinação se estenderá a partir dos 70 anos e aos demais grupos prioritários. Os idosos poderão receber tanto a vacina contra a gripe quanto a quarta dose da covid-19 no mesmo dia.
Soranz solicitou ao Ministério da Saúde que amplie a vacinação contra a gripe para toda a população, não apenas aos grupos prioritários. Ele citou que a gripe causou muitos casos no Rio no final do ano passado e que a chegada do outono, estação que naturalmente apresenta aumento de casos, torna a vacinação universal ainda mais necessária.
Em alusão ao Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose, celebrado hoje, Soranz informou que o Rio aumentou sua capacidade de diagnóstico desde o ano passado, com testes disponíveis em todas as unidades básicas de saúde. A cidade registra cerca de sete mil novos casos de tuberculose anualmente. O secretário destacou que a doença tem cura e que é fundamental que os pacientes completem os seis meses de tratamento com rigor, já que cerca de 15% das pessoas não finalizam o ciclo. Quando o tratamento é interrompido, aumenta significativamente o risco de a doença retornar com resistência aos antibióticos utilizados.
Citas Notables
A quarta dose é bastante importante porque mantém o nível de imunidade bastante alto, como acontece após a terceira dose— Daniel Soranz, secretário municipal de Saúde
Estou aliviada porque eu tive a doença e sei o que é. Tenho que proteger todo mundo. Se tiver consciência, se vacine— Laila Simão, 85 anos, primeira idosa a receber a quarta dose