Rio inicia aplicação da 4ª dose de Covid-19 em idosos acima de 80 anos

Tenho que proteger todo mundo
Laila Simão, 85 anos, explicou seu motivo para tomar a quarta dose da vacina.
Mark

Por que o Ministério da Saúde decidiu classificar pessoas acima de 80 anos como imunossuprimidas?

Mimi

Porque essa faixa etária naturalmente tem mais dificuldade em produzir anticorpos. Com a idade, o sistema imunológico enfraquece, então eles precisam de reforços adicionais para manter a proteção.

Luke

Mas isso é uma classificação geral ou baseada em dados específicos? Porque nem todos os idosos têm a mesma capacidade imunológica.

Mark

Quantas pessoas no Rio ainda não tinham tomado nenhuma dose de reforço?

Mimi

Eram 670 mil pessoas — mais de 40% da população em atraso. Isso era a maior preocupação do secretário naquele momento.

Luke

Mas qual era a população total do Rio? Sem esse número, fica difícil entender a proporção real do problema.

Mark

O passaporte de vacinação funcionou como incentivo?

Mimi

Segundo o secretário, sim. Ele era mantido como ferramenta para estimular as pessoas a voltarem para a dose de reforço, e seria suspenso quando 70% da população a recebesse.

Luke

Mas o texto não diz se o passaporte realmente aumentou a adesão ou se apenas criou resistência. É uma intenção, não um resultado comprovado.

Mark

Por que a gripe era uma preocupação tão grande?

Mimi

Porque houve muitos casos no Rio no final do ano anterior, e o outono — estação que estava chegando — naturalmente aumenta os casos de gripe. O secretário queria ampliar a vacinação para toda a população, não apenas grupos prioritários.

Luke

Quantos casos de gripe houve? O texto diz "muitos casos" mas não oferece números, então é difícil avaliar a urgência real.

  • Quarta dose iniciada em 24 de março de 2022 em todas as unidades básicas de saúde do Rio
  • 670 mil pessoas ainda atrasadas no calendário vacinal, representando mais de 40% da população
  • Apenas 60% da população carioca havia recebido a dose de reforço até aquele momento
  • Rio registra cerca de 7 mil novos casos de tuberculose anualmente

Idosos acima de 80 anos no Rio recebem segunda dose de reforço contra Covid-19 a partir de 24 de março em todas as unidades básicas de saúde. Ministério da Saúde classifica esse grupo como imunossuprimido devido à dificuldade de produção de anticorpos, recomendando a quarta dose para manter alta imunidade.

Rio de Janeiro começou a aplicar a quarta dose da vacina contra Covid-19 em idosos acima de 80 anos, considerados imunossuprimidos pelo Ministério da Saúde. A vacinação ocorre em todas as unidades básicas de saúde com doses de AstraZeneca e Janssen disponíveis.

Rio de Janeiro abriu as portas de suas unidades básicas de saúde na quinta-feira, 24 de março, para aplicar a quarta dose da vacina contra Covid-19 em moradores com mais de 80 anos. A decisão segue orientação do Ministério da Saúde, que classificou esse grupo etário como imunossuprimido — pessoas que enfrentam dificuldade natural para produzir anticorpos e, portanto, precisam de proteção adicional. Trata-se da segunda dose de reforço, e o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, explicou que ela funciona como um reforço importante para manter o nível de imunidade elevado, tal como ocorreu após a terceira dose.

A cidade dispõe de estoques suficientes de vacinas AstraZeneca e Janssen para essa aplicação extra, com um carregamento de Pfizer ainda aguardado. Os idosos podem escolher qual vacina desejam receber entre as disponíveis em sua unidade de saúde. A recomendação é que transcorram quatro meses entre a primeira e a segunda dose de reforço. Laila Simão, 85 anos, foi a primeira pessoa a receber a quarta dose na manhã de 24 de março, no posto de vacinação do Planetário, na Gávea, zona sul do Rio. Ela contraiu Covid-19 em 2020 e descreveu a experiência como "horrível". Agora, com a vacinação reforçada, sente-se aliviada. "Tenho seis netos, quatro bisnetos, tenho que proteger todo mundo", disse ela, aconselhando que as pessoas se vacinem com consciência.

Apesar do avanço, Rio de Janeiro enfrenta um desafio significativo: 670 mil pessoas ainda não retornaram aos postos para tomar a dose de reforço, o que representa mais de 40% da população em atraso no calendário vacinal. Soranz apontou esse contingente como a maior preocupação da cidade naquele momento. Até então, apenas 60% da população carioca havia recebido a dose de reforço, e o secretário reiterou a importância de que mais pessoas completassem esse ciclo. O passaporte de vacinação continuaria sendo exigido nos estabelecimentos até que a cidade atingisse a meta de 70% da população com a dose de reforço.

Soranz justificou a manutenção do passaporte como ferramenta de estímulo. Segundo ele, o Rio apresentava um nível de imunidade muito alto naquele momento, com um panorama epidemiológico favorável: casos em queda, poucas internações por Covid-19 e raros casos de agravamento. Porém, alertou que essa situação não duraria para sempre, tornando essencial que as pessoas retornassem para a dose de reforço. "É muito importante que as pessoas voltem para tomar a dose de reforço", afirmou.

A campanha de vacinação anual contra a gripe começaria em 4 de abril. Na primeira semana, entre 4 e 9 de abril, seriam imunizados idosos com 80 anos ou mais e profissionais de saúde; na segunda semana, a faixa etária a partir de 70 anos. Os idosos poderiam receber tanto a vacina contra a gripe quanto a quarta dose da Covid-19 no mesmo dia. Soranz solicitou ao Ministério da Saúde que ampliasse a vacinação da gripe para toda a população, não apenas os grupos prioritários, citando o aumento de casos de gripe no Rio no final do ano anterior e a aproximação do outono, estação que naturalmente registra mais casos.

Na mesma data, Soranz também abordou o Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose. Desde o ano anterior, Rio de Janeiro havia aumentado sua capacidade de diagnóstico, disponibilizando testes em todas as unidades básicas de saúde. A cidade registra cerca de sete mil novos casos de tuberculose anualmente. O secretário enfatizou que a doença tem cura e que é fundamental que os pacientes completem os seis meses de tratamento com rigor, já que aproximadamente 15% das pessoas não finalizam o ciclo. Quando os sintomas desaparecem, muitos pacientes interrompem o tratamento, mas isso aumenta significativamente o risco de a doença retornar com resistência aos antibióticos utilizados. Soranz pediu que campanhas intensificassem a orientação para que pessoas com mais de três semanas de tosse consecutiva procurassem uma unidade de saúde para verificação.

Tenho seis netos, quatro bisnetos, tenho que proteger todo mundo. Se tiver consciência, se vacine
— Laila Simão, 85 anos, primeira pessoa a receber a quarta dose no Rio
É muito importante que as pessoas voltem para tomar a dose de reforço
— Daniel Soranz, secretário municipal de Saúde do Rio
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