Gasolina em Corumbá custa R$ 7,06 por litro, 12,4% mais cara que em Campo Grande (R$ 6,28), representando diferença de R$ 39 em abastecimento de 50 litros. Interior de MS apresenta preços superiores à capital: Ponta Porã (R$ 6,71), Dourados (R$ 6,68) e Três Lagoas (R$ 6,46) também superam Campo Grande.
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Diferença de R$ 156 ao mês em abastecimentos
Por que as cidades do interior custam tanto mais? É só porque ficam longe?
Não é só distância. Corumbá está na fronteira, Ponta Porã também. Há custos de logística, impostos estaduais diferentes, menos concorrência entre postos. Mas o levantamento não detalha as causas específicas de cada lugar.
Exato. A ANP mediu os preços, não explicou por que variam. Sabemos que Corumbá é 12,4% mais caro, mas não sabemos se é transporte, margem do posto, ou algo local.
E essa desoneração do governo — ela vai chegar até o consumidor?
Teoricamente sim. O governo aumentou o subsídio de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro. Se os postos repassarem, o preço deveria cair.
Mas "teoricamente" é a palavra-chave. O governo está subsidiando, mas não há garantia de que o posto vai reduzir o preço ao consumidor. Isso é uma lacuna importante.
Quanto tempo dura essa desoneração?
Mais 30 dias. Foi anunciada na sexta-feira, então vai até meados de novembro.
E depois? O levantamento não diz o que acontece quando termina. É uma medida temporária enquanto o petróleo internacional continuar alto.
O gás de cozinha também está caro?
Muito. Corumbá tem botijão a R$ 134,99 em média, Campo Grande a R$ 114,88. A diferença é R$ 20 por botijão.
Mas o gás não está na desoneração. Só gasolina e etanol. Então quem usa gás de cozinha não vai sentir alívio.
Le Pouls
- Gasolina em Corumbá: R$ 7,06/litro; em Campo Grande: R$ 6,28/litro (diferença de 12,4%)
- Abastecimento de 50 litros custa R$ 39 a mais em Corumbá
- Governo prorroga desoneração por 30 dias; subsídio de gasolina aumenta de R$ 0,63 para R$ 0,89/litro
- Botijão de gás de 13kg custa R$ 134,99 em Corumbá e R$ 114,88 em Campo Grande (diferença de R$ 20,11)
- Levantamento da ANP abrangeu 60 postos de gasolina em cinco municípios de Mato Grosso do Sul
Gasolina em Corumbá custa R$ 7,06 por litro, 12,4% mais cara que em Campo Grande (R$ 6,28), representando diferença de R$ 39 em abastecimento de 50 litros. Interior de MS apresenta preços superiores à capital: Ponta Porã (R$ 6,71), Dourados (R$ 6,68) e Três Lagoas (R$ 6,46) também superam Campo Grande.
Levantamento da ANP mostra diferenças de até R$ 0,78 no preço da gasolina entre cidades de MS, com Corumbá registrando os maiores valores. Governo prorroga desoneração de combustíveis por mais 30 dias.
Abastecer um carro em Corumbá custa significativamente mais do que na capital. Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis referente à semana de 4 a 10 de outubro, a gasolina comum era vendida a R$ 7,06 por litro na cidade do interior, enquanto em Campo Grande o preço médio ficava em R$ 6,28. A diferença de R$ 0,78 por litro representa aproximadamente 12,4% sobre o valor da capital. Na prática, quem abastece 50 litros em Corumbá desembolsa R$ 353, contra R$ 314 em Campo Grande. Para um motorista que faz quatro abastecimentos dessa quantidade ao longo de um mês, a diferença acumulada chega a R$ 156, mantidos os preços médios.
Corumbá não é exceção no interior sul-mato-grossense. Ponta Porã registrou média de R$ 6,71 por litro em seis postos pesquisados, enquanto Dourados apresentou R$ 6,68 considerando 15 estabelecimentos. Três Lagoas ficou em R$ 6,46. O levantamento reuniu informações de 60 postos em todo o estado, revelando que a gasolina comum apresentou preço médio estadual de R$ 6,42 por litro. Entre os valores individuais encontrados, o menor foi R$ 6,09 e o maior R$ 7,29, uma diferença de R$ 1,20 que mostra como a variação ocorre não apenas entre municípios, mas também entre postos de uma mesma cidade.
A gasolina aditivada seguiu padrão semelhante. Em Corumbá, o preço médio chegou a R$ 7,20 por litro, enquanto Campo Grande registrou R$ 6,47, diferença de R$ 0,73. Dourados apresentou R$ 6,81, Três Lagoas R$ 6,80 e Ponta Porã R$ 6,75. A média estadual ficou em R$ 6,59 por litro. O etanol hidratado também mostrou variações significativas: Campo Grande teve o menor preço médio, R$ 3,94 por litro, enquanto Corumbá apresentou o maior, R$ 4,78. A diferença de R$ 0,84 representa aproximadamente 21,3% sobre o valor da capital. Em Dourados o etanol custou R$ 4,15, enquanto Ponta Porã e Três Lagoas registraram R$ 3,98 e R$ 3,97 respectivamente. A média estadual do etanol foi R$ 3,99 por litro, com preços individuais oscilando entre R$ 3,69 e R$ 4,97.
O gás de cozinha também apresenta disparidades. O botijão de 13 quilos teve média estadual de R$ 119,86, com valores individuais entre R$ 100 e R$ 160. Corumbá registrou o maior preço médio, R$ 134,99, seguida por Três Lagoas com R$ 134,44. Dourados apresentou R$ 121,78 e Ponta Porã R$ 121,20. Campo Grande teve o menor, R$ 114,88. A diferença entre Corumbá e a capital chegou a R$ 20,11 por botijão. Entre os preços mínimo e máximo encontrados no estado, a diferença alcançou R$ 60, valor que representa mais da metade do menor preço registrado.
Em resposta aos aumentos, o Governo Federal anunciou na sexta-feira a prorrogação por mais 30 dias da desoneração da gasolina e do etanol. Com a decisão, permanecem zeradas as alíquotas federais de PIS/Pasep, Cofins e Cide incidentes sobre a gasolina. Segundo o governo, a desoneração agora representa R$ 0,89 por litro de gasolina A, ante os R$ 0,63 considerados anteriormente. Para o etanol hidratado, a medida mantém zeradas as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins, equivalente a R$ 0,19 por litro, e amplia a subvenção econômica destinada aos produtores e cooperativas de R$ 0,251 para R$ 0,4287 por litro.
O pacote também prevê subvenção adicional de R$ 1,40 por litro para diesel importado, a ser regulamentada por portaria prevista para terça-feira, acrescentado ao subsídio de R$ 2,12 por litro já em vigor. De acordo com o Governo Federal, as medidas destinadas à gasolina e ao etanol terão impacto estimado de R$ 3,6 bilhões em 2026, com compensação por receitas extraordinárias provenientes do petróleo. A prorrogação busca reduzir os efeitos da alta do petróleo no mercado internacional sobre os preços praticados no Brasil, mantendo uma pressão menor sobre os consumidores enquanto a volatilidade global persiste.
Citations marquantes
A desoneração passa a representar R$ 0,89 por litro de gasolina A, ante os R$ 0,63 considerados anteriormente— Governo Federal