No limiar de uma nova composição legislativa, o Republicanos — partido ao qual pertence Flávio Bolsonaro — declarou apoio a Rodrigo Pacheco para a presidência do Senado, sinalizando que o Palácio do Planalto busca um interlocutor confiável na Casa. O gesto revela a geometria variável das alianças brasileiras: enquanto o governo tece pontes com o candidato de Alcolumbre, a oposição e o MDB ainda calculam seus movimentos, conscientes de que o controle do Legislativo molda o destino de qualquer agenda nacional.
Republicanos declara apoio a Pacheco e sinaliza aproximação do Planalto
ponte amigável com o governo
Por que o apoio do Republicanos importa tanto se o partido tem apenas dois senadores?
Porque sinaliza que o Planalto está de fato apoiando Pacheco. Flávio Bolsonaro é filho do presidente — quando seu partido se move, está falando pelo governo.
Mas é preciso notar que o Republicanos tinha três senadores e perderia um de qualquer forma. Não é exatamente um voto decisivo.
E quanto ao PT? Por que eles estariam dispostos a apoiar Pacheco?
Porque o MDB é a maior bancada e eles temem que o MDB controle tanto a Câmara quanto o Senado. Já aconteceu antes, no fim do governo Dilma.
Embora seja justo dizer que a fonte não explica se o PT realmente prefere Pacheco ou se está apenas tentando bloquear o MDB. São motivações diferentes.
Então Pacheco tem o governo de um lado e a oposição do outro?
Potencialmente, sim. Mas nada estava fechado ainda. O PT e PDT só anunciariam sua decisão na semana seguinte.
E o MDB estava ativamente tentando impedir isso. A eleição ainda era aberta quando essa reportagem foi publicada.
Qual era o risco real para o MDB?
Perder o controle do Senado. Se PT apoiasse Pacheco, o MDB não teria os votos para eleger seu próprio candidato.
Embora a reportagem não deixe claro quantos votos cada lado tinha. Sabemos que o MDB era a maior bancada, mas não sabemos se era maioria absoluta.
Il Polso
- O apoio formal do Republicanos a Pacheco rompe a neutralidade e acelera a corrida por votos antes da eleição de fevereiro no Senado.
- O PT se vê diante de um dilema estratégico: apoiar Pacheco e o DEM, ou resistir e arriscar ver o MDB comandar as duas Casas do Legislativo simultaneamente.
- Eduardo Braga, líder do MDB no Senado, reuniu-se às pressas com senadores petistas para impedir que o PT feche aliança com o campo adversário.
- O MDB, maior bancada da Casa, ainda não definiu seu próprio candidato, mantendo a eleição em aberto e a tensão em alta.
No limiar de uma nova composição legislativa, o Republicanos — partido ao qual pertence Flávio Bolsonaro — declarou apoio a Rodrigo Pacheco para a presidência do Senado, sinalizando que o Palácio do Planalto busca um interlocutor confiável na Casa. O gesto revela a geometria variável das alianças brasileiras: enquanto o governo tece pontes com o candidato de Alcolumbre, a oposição e o MDB ainda calculam seus movimentos, conscientes de que o controle do Legislativo molda o destino de qualquer agenda nacional.
O Republicanos, legenda à qual pertence Flávio Bolsonaro, anunciou formalmente seu apoio a Rodrigo Pacheco na disputa pela presidência do Senado Federal. O movimento consolida a aproximação entre o Palácio do Planalto e o candidato escolhido por Davi Alcolumbre para sucedê-lo — aproximação que já havia sido sinalizada em dezembro, quando Alcolumbre levou Pacheco a um almoço com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada.
Em nota, o líder do Republicanos no Senado, Mecias de Jesus, elogiou o preparo e o perfil conciliador de Pacheco. O partido conta com três senadores, número que cairá para dois após fevereiro, com a saída de Ney Suassuna, suplente que acompanhará seu titular ao MDB.
A eleição, porém, vai além do apoio governista. Pacheco negocia alianças com PT e PDT, que devem anunciar sua posição em breve. O cálculo do PT é delicado: após apoiar Baleia Rossi na Câmara, o partido precisa decidir se fecha com Pacheco no Senado para evitar que o MDB — já na disputa pela presidência da Câmara — controle também o Senado, repetindo o cenário do fim do governo Dilma.
O MDB, maior bancada do Senado, ainda não havia definido seu candidato. Eduardo Braga reuniu-se com senadores petistas na sexta-feira para tentar bloquear uma aliança entre PT, DEM e Pacheco. A semana seguinte seria decisiva para os contornos finais da disputa.
O Republicanos, partido que tem Flávio Bolsonaro entre seus filiados, anunciou formalmente seu apoio a Rodrigo Pacheco na disputa pela presidência do Senado Federal. O gesto marca um passo visível na aproximação entre o Palácio do Planalto e o candidato que conta com o respaldo de Davi Alcolumbre, o atual presidente da Casa.
Pacheco é o nome escolhido por Alcolumbre para lhe suceder no comando da instituição. Em dezembro, pouco antes do Natal, o presidente do Senado levou o candidato a um almoço com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada — um encontro pensado para sinalizar que Pacheco teria uma relação cooperativa com o governo. O apoio do Republicanos reforça essa mensagem.
Em nota oficial, Mecias de Jesus, líder do Republicanos no Senado, afirmou que o partido acredita que Pacheco possui "o preparo necessário para conduzir os trabalhos da Casa, com coerência e determinação" e que atuará de forma "conciliadora" com as demais instituições, sempre respeitando a Constituição Federal. O partido conta atualmente com três senadores, número que cairá para dois após a eleição de fevereiro — Flávio Bolsonaro e o próprio Mecias de Jesus permanecerão. Ney Suassuna, que também era filiado, é suplente e deixará a legenda quando seu titular se filiar ao MDB na semana seguinte.
Mas a eleição para a presidência do Senado não se resume ao apoio governista. Pacheco também busca fechar alianças com a oposição, particularmente com PT e PDT, que devem anunciar sua posição na semana seguinte. O cálculo político é claro: o PT apoiou o deputado Baleia Rossi, do MDB, para a presidência da Câmara, e agora precisa decidir se fecha com Pacheco no Senado para evitar que o MDB — a maior bancada da Casa — controle ambas as Casas do Legislativo, como ocorreu no final do governo de Dilma Rousseff, antes do impeachment.
O MDB, porém, ainda não havia definido seu próprio candidato naquele momento. Eduardo Braga, líder da bancada no Senado, reuniu-se com senadores petistas na sexta-feira, 8 de janeiro, para tentar impedir que o PT fechasse uma aliança com o DEM e Pacheco. A semana que se seguiria seria decisiva para definir os contornos finais da eleição.
Citazioni salienti
O Republicanos acredita que o senador Rodrigo Pacheco tem o preparo necessário para conduzir os trabalhos da Casa, com coerência e determinação e que, de forma conciliadora, saberá lidar com as demais instituições sempre com respeito a Constituição Federal— Mecias de Jesus, líder do Republicanos no Senado