No jogo lento das alianças que definem destinos nacionais, o Republicanos encerrou sua neutralidade e declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno presidencial. A movimentação foi orquestrada por Tarcísio de Freitas, recém-reeleito governador de São Paulo, que transformou sua vitória eleitoral em capital político imediato. O gesto revela como, na política brasileira, as grandes coalizões não nascem de convicções súbitas, mas de negociações pacientes conduzidas nos bastidores do poder.
Republicanos declara apoio a Flávio após articulação de Tarcísio
O Republicanos está aqui para te ajudar a ser um grande presidente
Por que o Republicanos demorou tanto para tomar essa decisão? Eles não poderiam ter apoiado Flávio desde o início?
O partido tinha divisões internas reais. Dezessete dos 27 diretórios estaduais votaram contra apoiar qualquer candidato no primeiro turno. Isso não é só tática — reflete que havia gente em lugares diferentes com preferências diferentes.
Mas a gente não sabe exatamente por que aqueles 17 diretórios votaram contra. A fonte diz que votaram, mas não explica se era por preferência por outro candidato, por medo de se comprometer, ou por outra razão qualquer.
E qual é o peso real do Republicanos nessa eleição? Eles mudam o jogo?
Tarcísio é governador de São Paulo — o maior estado. Ele acabou de se reeleger. Quando ele se move, leva gente junto. Mas o partido em si não é gigante.
A gente não tem números de quantos votos o Republicanos pode trazer para Flávio. Sabemos que Tarcísio é influente, mas não sabemos o tamanho exato dessa influência em votos.
Tarcísio mencionou o MDB. Por que o MDB é tão importante?
Porque é um partido grande, com estrutura em todo o país. Se Tarcísio conseguir trazer o MDB para a coalizão, expande muito o alcance de Flávio.
Mas Kassab, do PSD, deixou claro que o PSD quer ficar neutro. Então nem todo mundo está se movimentando na mesma direção. A coalizão ainda está em construção.
A história de Daniella Marques é interessante — ela não pôde ser vice porque o partido não tinha aliados. Isso mostra o quanto a neutralidade inicial custou caro?
Exatamente. Se o Republicanos tivesse apoiado Flávio desde o começo, talvez ela estivesse na chapa. Mas Alfredo Gaspar acabou sendo escolhido no lugar dela.
Verdade, mas a gente não sabe se Flávio realmente queria Daniella ou se havia outras razões para preferir Gaspar. A fonte conecta os dois fatos, mas não temos confirmação de que essa foi a única razão.
El Pulso
- Semanas de indefinição do Republicanos chegaram ao fim com um anúncio formal que reuniu senadores, governadores eleitos e o próprio Flávio Bolsonaro em Brasília.
- A neutralidade do partido no primeiro turno havia custado caro: inviabilizou a candidatura de Daniella Marques como vice e forçou Flávio a escolher outro companheiro de chapa.
- Tarcísio de Freitas agiu com velocidade cirúrgica — do domingo da reeleição à viagem a Brasília na segunda, e de volta na quarta para selar o acordo pessoalmente.
- A coalizão em torno de Flávio ganha corpo com Novo, PP, União Brasil e agora Republicanos, mas o MDB permanece como a peça mais cobiçada do tabuleiro.
- Tarcísio prometeu iniciar ainda esta semana conversas para formar 'um grande bloco', sinalizando que o trabalho de costura política está longe de terminar.
No jogo lento das alianças que definem destinos nacionais, o Republicanos encerrou sua neutralidade e declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno presidencial. A movimentação foi orquestrada por Tarcísio de Freitas, recém-reeleito governador de São Paulo, que transformou sua vitória eleitoral em capital político imediato. O gesto revela como, na política brasileira, as grandes coalizões não nascem de convicções súbitas, mas de negociações pacientes conduzidas nos bastidores do poder.
O Republicanos formalizou nesta quarta-feira seu apoio a Flávio Bolsonaro para o segundo turno presidencial, encerrando semanas de indefinição que marcaram a postura do partido desde o início da campanha. A decisão foi impulsionada diretamente por Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo reeleito no domingo anterior, que converteu sua vitória em energia política quase imediatamente.
Tarcísio foi o arquiteto central da aliança. Após sua reeleição, prometeu intensificar o diálogo com Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, embarcou para Brasília na segunda-feira para encontrar Flávio e voltou na quarta para estar presente no anúncio formal. No evento, dirigiu-se diretamente ao senador: 'O Republicanos está aqui para te ajudar a ser um grande presidente da República'. Encerrou com uma frase de campanha que sintetizou o tom do encontro.
A neutralidade do partido no primeiro turno havia sido resultado de consulta às executivas estaduais — 17 dos 27 diretórios preferiram não apoiar nenhum candidato. Essa postura teve consequências práticas: sem alianças garantidas, a candidatura de Daniella Marques como vice de Flávio tornou-se inviável, e o senador optou pelo deputado federal Alfredo Gaspar para compor a chapa.
O anúncio reuniu nomes de peso, incluindo o senador Cleitinho, eleito governador de Minas Gerais, Otaviano Pivetta, reeleito em Mato Grosso, além dos senadores Hamilton Mourão e Damares Alves. O Republicanos se soma ao Novo e à federação PP-União Brasil, que já apoiavam Flávio. Tarcísio sinalizou que o próximo alvo é o MDB, peça central em sua estratégia de construir uma grande coalizão nas semanas que restam até o segundo turno.
O Republicanos formalizou nesta quarta-feira seu apoio a Flávio Bolsonaro para o segundo turno presidencial, encerrando semanas de indefinição que marcaram a postura do partido na primeira fase da campanha. A decisão veio após articulação direta do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que se reelegeu no domingo anterior e imediatamente começou a trabalhar nos bastidores para viabilizar a aliança.
Tarcísio foi o principal motor dessa movimentação. Logo após sua vitória eleitoral, prometeu intensificar conversas com Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos. Na segunda-feira, embarcou para Brasília para encontrar Flávio. Nesta quarta, viajou novamente para estar presente no anúncio formal. Durante o evento, o governador paulista falou diretamente ao senador: "O Republicanos está aqui para te ajudar a ser um grande presidente da República. Você está percebendo a dor das famílias cada dia mais endividadas". Completou com uma frase de campanha: "A única coisa vermelha nesta eleição é cartão vermelho para essa turma".
O partido havia mantido neutralidade no primeiro turno após consulta às suas executivas estaduais. Dezessete dos 27 diretórios estaduais preferiram não declarar apoio a nenhum candidato, refletindo divisões internas. Em nota divulgada em 4 de agosto, o Republicanos justificou a posição como resultado de "um processo coletivo, transparente e democrático, que respeita a diversidade de um partido de dimensão nacional". Essa indefinição inicial teve consequências concretas: inviabilizou a candidatura de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica, como vice de Flávio. Sem alianças garantidas, Flávio optou pelo deputado federal Alfredo Gaspar como companheiro de chapa.
O anúncio de hoje reuniu nomes relevantes da legenda. Compareceram o senador Cleitinho, eleito para o governo de Minas Gerais, e Otaviano Pivetta, reeleito em Mato Grosso. Também estiveram presentes os senadores Hamilton Mourão e Damares Alves. Tarcísio aproveitou o momento para sinalizar próximos passos: prometeu iniciar conversas ainda nesta semana para formar "um grande bloco, uma grande coalizão", mencionando especificamente o MDB como alvo de atração para fortalecer a candidatura de Flávio.
O Republicanos se junta a outras legendas que já haviam declarado apoio ao senador no segundo turno. O partido Novo e a federação formada por PP e União Brasil já estavam ao lado de Flávio. O ex-governador Ronaldo Caiado, do PSD, também endossou a candidatura ontem, embora o presidente do partido, Gilberto Kassab, tenha indicado que o PSD deve permanecer neutro e liberar seus diretórios para decisão individual. A estratégia de Tarcísio agora é consolidar essa base e expandir a coalizão nas próximas semanas, com o MDB como peça central para ampliar o alcance político de Flávio.
Citas Notables
O Republicanos está aqui para te ajudar a ser um grande presidente da República. Você está percebendo a dor das famílias cada dia mais endividadas— Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo
Quero já iniciar essas conversas nessa semana para que a gente possa fazer um grande bloco, uma grande coalizão— Tarcísio de Freitas