Relator mantém texto da PEC 6x1; pesquisa mostra Flávio à frente em MS

Flávio lidera, mas 43,88% rejeitam Lula e 28,57% rejeitam Flávio
Pesquisa em Mato Grosso do Sul mostra que rejeição é tão importante quanto intenção de voto.
Mark

Por que o Senado está acelerando a votação da PEC 6x1 agora, depois de meses parado?

Mimi

O almoço entre Alcolumbre, Lula e Hugo Motta sinalizou que há consenso político para avançar. Rogério Carvalho estava finalizando o relatório justamente para a semana de esforço concentrado.

Luke

Mas consenso entre quem? A gente sabe que Alcolumbre quer votar, e que Lula quer. Não sabemos ainda se tem apoio suficiente no plenário.

Mark

E essa pesquisa em Mato Grosso do Sul — Flávio está realmente tão à frente?

Mimi

Nos números estimulados, sim. Quarenta e nove pontos de diferença é bastante. Mas olha a rejeição dele: 28,57% dizem que não votam nele de jeito nenhum.

Luke

E a rejeição de Lula é 43,88%. Então ambos têm problemas de rejeição. Além disso, 46,94% dos eleitores ainda não definiram espontaneamente um candidato — isso é um eleitorado muito em aberto.

Mark

Esses números de Mato Grosso do Sul refletem o que está acontecendo no Brasil inteiro?

Mimi

Não necessariamente. A pesquisa foi feita em 17 municípios que concentram 68% da população estadual, então é representativa de MS, mas não do país todo.

Luke

E tem outro detalhe: quando você tira os nomes da lista e pergunta espontaneamente, Flávio cai para 23,85% e Lula para 19,77%. Isso sugere que a liderança dele depende bastante de estar na lista.

Mark

O que significa essa indicação de candidato que a pesquisa perguntou?

Mimi

Testava se as pessoas votariam em alguém que Flávio ou Lula indicassem. Flávio levaria 34,57%, Lula 22,70%, mas 40,43% disseram que não votariam em ninguém indicado por nenhum dos dois.

Luke

Isso é importante porque mostra que nem a liderança de Flávio nem o apoio a Lula se traduzem automaticamente em apoio a outros candidatos. O eleitorado está fragmentado.

  • A PEC da escala 6x1 avança no Senado com o relator finalizando seu parecer para votação na semana de esforço concentrado, mantendo o texto já aprovado pela Câmara.
  • Um almoço entre Alcolumbre, Lula e Hugo Motta sinalizou articulação política para destravar duas PECs prioritárias, incluindo a de segurança pública.
  • Em Mato Grosso do Sul, Flávio Bolsonaro lidera com 39,29%, mas perdeu mais de 4 pontos desde o pico de abril, enquanto Lula oscila em queda desde junho.
  • A rejeição de Lula (43,88%) supera em 15 pontos a de Flávio (28,57%), mas 40% dos eleitores recusam candidatos indicados por qualquer um dos dois.
  • Com quase metade do eleitorado ainda sem candidato definido na pesquisa espontânea, o cenário político sul-mato-grossense permanece fluido e aberto a recomposições.

Enquanto o Senado se prepara para votar a PEC da escala 6x1 — aprovada pela Câmara em maio e agora sob relatoria de Rogério Carvalho — o país também observa os primeiros contornos do próximo ciclo eleitoral. Em Mato Grosso do Sul, uma pesquisa revela que Flávio Bolsonaro lidera as intenções de voto, mas carrega uma rejeição significativamente menor do que a do presidente Lula, sinalizando que a disputa de 2026 será moldada tanto pelo entusiasmo quanto pelo desgaste. Legislar e governar, como sempre, são apostas feitas sob o olhar atento de um eleitorado ainda em movimento.

Na quarta-feira, 26 de agosto, um almoço entre o presidente do Senado Davi Alcolumbre, o presidente Lula e o presidente da Câmara Hugo Motta serviu de palco para anunciar o avanço de duas propostas legislativas. Alcolumbre confirmou à imprensa que tanto a PEC da Segurança Pública quanto a PEC da escala 6x1 seriam pautadas na semana seguinte, durante o período de votações intensivas reservado pelo Senado para matérias prioritárias.

O relator da PEC 6x1, senador Rogério Carvalho (PT-SE), trabalhava na finalização do relatório para apreciação pela Comissão de Constituição e Justiça. O texto a ser analisado é o mesmo aprovado pela Câmara em maio, sem alterações. Alcolumbre destacou ainda a intenção do governo de criar um Ministério da Segurança Pública caso as propostas sejam aprovadas.

No mesmo dia, o Correio do Estado divulgava a quarta rodada da pesquisa IPR em Mato Grosso do Sul. Flávio Bolsonaro liderava com 39,29% no cenário estimulado, 9,57 pontos à frente de Lula, que marcava 29,72%. Os demais candidatos ficavam muito atrás: Pablo Marçal com 3,06%, Ronaldo Caiado e Renan Santos empatados em 2,55%, e Romeu Zema com apenas 0,89%.

A série histórica da pesquisa mostrava movimentos relevantes. Flávio havia atingido 43,49% em abril e recuou desde então. Lula, por sua vez, cresceu 4,21 pontos desde março, mas perdeu terreno nos últimos dois meses. Na pesquisa espontânea, a vantagem de Flávio cai para 4 pontos, com quase metade dos eleitores ainda sem candidato definido.

O dado mais revelador estava na rejeição: Lula registrava 43,88% contra 28,57% de Flávio — diferença de mais de 15 pontos. E quando perguntados sobre candidatos indicados por cada um, 40% dos eleitores disseram que não votariam em nomes apoiados por nenhum dos dois, sinalizando um eleitorado que, apesar de definido em parte, guarda espaço considerável para surpresas. A pesquisa ouviu 784 eleitores em 17 municípios entre 19 e 23 de agosto, com margem de erro de 3,5 pontos e 95% de confiança.

Na quarta-feira, 26 de agosto, o presidente do Senado Federal Davi Alcolumbre reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta para um almoço que sinalizava o andamento de duas propostas legislativas centrais. Alcolumbre anunciou à imprensa que a Proposta de Emenda à Constituição sobre segurança pública — a chamada "PEC da Segurança" — avançaria na semana seguinte, assim como a PEC da escala 6x1, que havia sido aprovada na Câmara em maio.

O relator da PEC 6x1 no Senado, Rogério Carvalho do PT de Sergipe, estava finalizando seu relatório para que a matéria pudesse ser apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça durante a semana de esforço concentrado — o período de votações intensivas que o Senado reserva para pautas prioritárias. Alcolumbre reforçou que ambas as propostas contariam com o apoio do Congresso Nacional e destacou a intenção do governo de criar um Ministério da Segurança Pública a partir da aprovação dessas medidas.

No mesmo dia em que essas movimentações legislativas ganhavam corpo, o Correio do Estado divulgava a quarta rodada de pesquisa de intenções de voto realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado em Mato Grosso do Sul. Os números revelavam um cenário político estadual bastante definido. O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pela legenda do PL, mantinha liderança confortável com 39,29% das intenções de voto no cenário estimulado — aquele em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. Lula, na condição de presidente em exercício, aparecia com 29,72%, deixando uma diferença de 9,57 pontos porcentuais entre os dois.

Os demais candidatos ficavam bem atrás. Pablo Marçal, pelo PRTB, registrava 3,06%. Renan Santos, pela Missão, e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pelo PSD, empatavam em 2,55%. Augusto Cury, escritor e candidato pelo Avante, tinha 1,66%, enquanto Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais pelo Novo, marcava apenas 0,89%. Candidatos como Clariana Barão, Samara Martins, Veterinário Wilson Grassi, Edmilson Costa e Rui Costa Pimenta pontuavam abaixo de 1%. Brancos e nulos somavam 8,04%, e os indecisos representavam 10,08% do eleitorado.

Ao comparar os dados de agosto com as ondas anteriores da pesquisa, o quadro mostrava movimento, ainda que modesto. Flávio Bolsonaro havia começado março com 39,80%, subido para 43,49% em abril, caído para 42,35% em junho e chegado aos atuais 39,29% — uma queda de 3,06 pontos porcentuais apenas em relação a junho. Lula, por sua vez, havia saído de 25,51% em março, subido para 32,02% em abril, caído para 31,12% em junho e chegado a 29,72% em agosto, uma queda de 1,40 ponto em relação a junho, mas um ganho de 4,21 pontos desde março. Ronaldo Caiado retornou ao patamar de março após ter alcançado 5,99% em junho. Romeu Zema acumulou queda consistente, caindo de 1,79% em março para 0,89% em agosto.

Na pesquisa espontânea — quando o entrevistador não apresenta lista de nomes — Flávio mantinha vantagem com 23,85% contra 19,77% de Lula, diferença de 4,08 pontos. Porém, nesse cenário, 46,94% dos eleitores ainda não haviam definido espontaneamente um candidato, e brancos e nulos chegavam a 4,97%. A rejeição, porém, contava uma história diferente. Lula registrava a maior rejeição com 43,88%, enquanto Flávio tinha 28,57% — uma diferença de 15,31 pontos porcentuais. Quando perguntados se votariam em um candidato indicado por Flávio ou por Lula, 34,57% disseram que votariam em alguém apoiado por Flávio, enquanto 22,70% votariam em indicado de Lula. Mas 40,43% afirmaram que não votariam em candidato indicado por nenhum dos dois.

A pesquisa foi realizada entre 19 e 23 de agosto com 784 eleitores de 17 municípios que concentram 68% da população de Mato Grosso do Sul. Tinha margem de erro de 3,5 pontos porcentuais e intervalo de confiança de 95%, sendo registrada sob os números BR-05012/2026 e MS-07621/2026.

Na semana de esforço concentrado, a gente possa, na CCJ, apreciar a PEC da escala 6x1
— Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal
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