Reconhecimento facial prende dois foragidos em terminais do Transcol na Grande Vitória

Dois indivíduos foram presos, incluindo um procurado há 19 anos por homicídio, evitando prescrição de crime grave.
O crime estava prestes a prescrever judicialmente
Coronel Leandro Menezes descreveu a urgência de capturar Paulo Cezar Pinto antes que a impunidade se consumasse.
Mark

Como funciona na prática essa câmera de reconhecimento facial? É instantâneo?

Mimi

Basicamente, a câmera captura a imagem do rosto e compara com um banco de dados de mandados de prisão. No caso do Bomfim, a identificação aconteceu dentro do ônibus, em tempo real. Um alerta foi gerado e a polícia foi acionada.

Mark

E se a pessoa não estivesse dentro do terminal? Se tivesse saído?

Mimi

Aí é que está o risco. A gente só consegue prender quem está dentro do alcance das câmeras. Mas nos terminais, onde as pessoas passam por pontos específicos, a tecnologia funciona bem. No caso do Pinto, ele foi identificado caminhando pelo terminal — estava ali, vulnerável.

Mark

Esse mandado de 2007 do Pinto... por que levou 19 anos para prender?

Mimi

Porque ele estava foragido. Não estava em um lugar fixo, não tinha registro de paradeiro. A polícia não sabia onde procurar. A câmera o encontrou por acaso, ou melhor, por rotina — ele passou por um lugar monitorado.

Mark

E se ele tivesse sido preso um mês depois?

Mimi

O crime teria prescrito. Ele sairia livre. Não haveria mais condenação possível. A lei tem prazos, e esse prazo estava terminando. A captura foi no último momento.

Mark

Oitocentas e dez prisões por reconhecimento facial... isso é muito ou pouco?

Mimi

Para um sistema que está em funcionamento há alguns anos, é um número expressivo. Significa que a tecnologia está funcionando, que criminosos estão sendo identificados. Mas também significa que há muita gente foragida circulando por terminais de ônibus.

  • Um homem procurado por homicídio desde 2007 estava a apenas quatro meses de ver seu crime prescrever legalmente — a Justiça quase perdeu a corrida contra o tempo.
  • Câmeras instaladas em ônibus e terminais do Transcol dispararam alertas automáticos ao identificar dois foragidos em menos de três horas na mesma manhã.
  • Ericlis de Souza Bomfim foi flagrado pulando a roleta de um ônibus em Vila Velha e preso ainda dentro do terminal por tráfico de drogas.
  • Paulo Cezar Pinto, 59 anos, caminhava pelo Terminal de Jardim América em Cariacica quando o sistema o reconheceu e acionou o NIR, que o conduziu à delegacia.
  • Com 810 prisões acumuladas via reconhecimento facial, o NIR consolida uma estratégia em que a tecnologia funciona como extensão permanente do olhar policial nos pontos de maior circulação.

Na manhã de uma terça-feira comum, dois homens que carregavam o peso de mandados de prisão não cumpridos cruzaram terminais de ônibus da Grande Vitória — e foram reconhecidos não por um policial atento, mas por câmeras que nunca dormem. Um deles fugia da Justiça por homicídio há 19 anos; a quatro meses da prescrição, o tempo quase o absolveu. A tecnologia de reconhecimento facial, instalada nos terminais do Transcol, interveio onde a memória humana havia falhado, lembrando à sociedade que a impunidade tem, às vezes, um prazo de validade.

Na manhã de terça-feira, os terminais rodoviários do Transcol na Grande Vitória foram palco de duas prisões realizadas com menos de três horas de intervalo — ambas viabilizadas por câmeras de reconhecimento facial que identificaram foragidos em tempo real.

O primeiro foi Ericlis de Souza Bomfim, capturado por volta das 7h30 no Terminal de Itaparica, em Vila Velha, após ser flagrado pulando a roleta de um ônibus da linha 654. O sistema gerou um alerta imediato, a Polícia Militar foi acionada e ele foi preso ainda dentro do terminal. Bomfim constava no Banco Nacional de Mandados de Prisão como foragido por tráfico de drogas.

Três horas depois, as mesmas câmeras identificaram Paulo Cezar Pinto, 59 anos, no Terminal de Jardim América, em Cariacica. Contra ele pesava um mandado de prisão por homicídio cometido em Resplendor, Minas Gerais — expedido em 2007 e a apenas quatro meses de prescrever. O Núcleo de Intervenções Rápidas foi acionado, e Pinto foi conduzido à Delegacia Regional de Cariacica antes que a impunidade se consumasse pelo decurso do tempo.

O coordenador do NIR, coronel Leandro Menezes, destacou o caso do homicídio como particularmente sensível, ressaltando que a captura impediu a prescrição de um crime grave. Ele descreveu as operações como fruto da integração entre tecnologia e policiamento de rua. Até aquela data, o NIR já havia realizado 810 prisões por meio do sistema de reconhecimento facial nos terminais da região.

Na manhã de terça-feira, câmeras de reconhecimento facial instaladas nos terminais rodoviários do Transcol na Grande Vitória fizeram o que a polícia vinha buscando há anos em um dos casos: identificar e prender dois homens foragidos em menos de três horas. Um deles carregava um mandado de prisão por homicídio desde 2007. O outro estava sendo procurado por tráfico de drogas. Ambos foram capturados antes do meio-dia.

O primeiro a ser identificado foi Ericlis de Souza Bomfim. Por volta das 7h30, câmeras dentro de um ônibus da linha 654 o flagraram pulando a roleta no Terminal de Itaparica, em Vila Velha. O sistema de reconhecimento facial gerou um alerta instantaneamente. Equipes da Polícia Militar do Espírito Santo foram acionadas e conseguiram abordá-lo ainda dentro do terminal. Bomfim foi levado à Delegacia Regional de Vila Velha. Segundo registros do Banco Nacional de Mandados de Prisão, ele deveria estar cumprindo pena por tráfico de drogas, mas estava foragido há tempo indeterminado.

Três horas depois, por volta das 10h30, as mesmas câmeras identificaram Paulo Cezar Pinto, um homem de 59 anos, caminhando pelo Terminal de Jardim América, em Cariacica. Contra Pinto havia um mandado de prisão em aberto desde 2007 por homicídio cometido em Resplendor, Minas Gerais. O crime estava próximo de prescrever — restavam apenas quatro meses para que a ação penal perdesse validade legal. O Núcleo de Intervenções Rápidas foi acionado, policiais militares realizaram a abordagem, e Pinto foi conduzido à Delegacia Regional de Cariacica, onde o mandado foi cumprido.

O coordenador do NIR, coronel Leandro Menezes, descreveu as prisões como resultado de uma integração entre tecnologia e trabalho policial de rua. Ele destacou que o caso do homicídio era particularmente sensível: a impunidade estava prestes a se consumar pela prescrição. A captura de Pinto impediu que isso acontecesse. Menezes também afirmou que as operações de reconhecimento facial têm aumentado a sensação de segurança nos terminais rodoviários e no transporte coletivo da região.

Até a quarta-feira, o NIR havia realizado 810 prisões por meio de reconhecimento facial. Esse número representa uma quantidade significativa de criminosos tirados de circulação e levados à Justiça para cumprir suas penas. As duas prisões de terça-feira se inserem em uma estratégia mais ampla de vigilância nos pontos de concentração de passageiros, onde a tecnologia funciona como uma extensão do olho policial, capaz de identificar rostos em tempo real contra bancos de dados de foragidos.

Conseguimos, mais uma vez, impedir a impunidade, tendo em vista que no caso do homicídio, o crime estava prestes a prescrever judicialmente
— Coronel Leandro Menezes, coordenador do NIR
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