Receita Federal leiloa iPhones, carros e caminhões com lances a partir de R$ 4,1 mil

Mercadorias que não chegaram ao destino certo agora têm uma segunda chance
O leilão da Receita Federal converte bens apreendidos em oportunidades de compra para quem souber navegar as regras.
Mark

Por que a Receita Federal faz esses leilões? Não seria mais simples destruir os bens apreendidos?

Mimi

Não. Destruir seria desperdiçar. Esses produtos têm valor real — alguém pode usar aquele iPhone, aquele caminhão ainda roda. O leilão converte o que foi apreendido em receita para o Estado.

Mark

E quem compra? Pessoas comuns tentando pegar um iPhone barato?

Mimi

Sim, mas também empresas. O lote do caminhão, por exemplo, provavelmente vai para uma transportadora. As regras são diferentes para pessoas físicas e jurídicas justamente por isso.

Mark

Essa restrição de revenda para pessoas físicas — por quê?

Mimi

Evita que o leilão vire um mercado paralelo. Se você pudesse comprar um iPhone por R$ 4 mil e revender por R$ 6 mil, estaria lucrando com bens do Estado. A Receita quer que o bem chegue ao consumidor final, não que vire mercadoria de especulador.

Mark

E por que só Darf? Por que não aceita Pix?

Mimi

Controle. O Darf deixa tudo registrado no sistema federal. Pix é mais anônimo, mais difícil de rastrear. Para a Receita, a rastreabilidade é tudo.

Mark

Aquele lance de dez vezes o valor de avaliação — isso já aconteceu?

Mimi

Provavelmente. Alguém quer muito um item específico, oferece um preço absurdo no calor do leilão. A regra força a pessoa a parar e pensar se realmente quer pagar aquilo.

  • iPhones 17 Pro Max e 16 Pro, caminhões Mercedes-Benz e Scania, e até AirPods estão disponíveis com lances iniciais que chegam a ser uma fração do preço de varejo.
  • O prazo para envio de propostas encerra às 20h de segunda-feira, 3 de agosto, criando uma janela curta para quem ainda não se cadastrou no Portal e-CAC.
  • Participar exige conta Gov.br nível prata ou ouro, e o pagamento só é aceito via Darf — Pix, transferências e depósitos em contas de terceiros estão completamente fora.
  • Pessoas físicas vencedoras não podem revender os bens arrematados, e lances acima de dez vezes o valor de avaliação precisam ser confirmados manualmente ou são automaticamente desclassificados.
  • A sessão pública de lances acontece na terça-feira, 4 de agosto, às 10h, quando as propostas enviadas se tornam disputas abertas entre os participantes habilitados.

Quando a fiscalização cumpre seu papel, o que sobra não desaparece — é redistribuído. A Receita Federal abre, em São Paulo, um leilão eletrônico de bens apreendidos ou abandonados: iPhones de última geração, veículos de carga, notebooks e videogames, todos com lances iniciais bem abaixo do mercado convencional. Até a noite de segunda-feira, 3 de agosto, qualquer cidadão com conta Gov.br pode participar, desde que aceite as regras que transformam esse mercado de segunda mão forçada em algo ao mesmo tempo acessível e rigorosamente regulado.

A Receita Federal colocou à venda, por meio de leilão eletrônico, uma coleção de bens apreendidos ou abandonados em São Paulo: iPhones de última geração, caminhões, carros, notebooks, videogames e roupas. As propostas podem ser enviadas até as 20h de segunda-feira, 3 de agosto, pelo Portal e-CAC, e a sessão pública de lances ocorre na manhã de terça-feira.

Entre os itens mais disputados estão os smartphones da Apple. Um iPhone 17 Pro Max com 256 GB começa em R$ 4.140; outro do mesmo modelo parte de R$ 4.590. Um lote especial reúne um iPhone 16 Pro com AirPods 3 MagSafe por R$ 5 mil. Os veículos também têm destaque: um caminhão-trator Mercedes-Benz Axor 2009 abre em R$ 40 mil, um Ford Fusion 2007 sai por R$ 6 mil, e um cavalo-mecânico Scania 2008 começa em R$ 50 mil.

Para participar, é preciso ter conta Gov.br nível prata ou ouro e acessar o Portal e-CAC. O pagamento dos bens arrematados é feito exclusivamente via Darf — sem Pix, transferências ou depósitos em contas de terceiros. Além do lance vencedor, o comprador deve recolher o ICMS da operação. Pessoas físicas estão proibidas de revender o que comprarem, e lances superiores a dez vezes o valor de avaliação do lote precisam ser confirmados manualmente, sob pena de desclassificação automática.

O leilão é, em essência, o destino final de mercadorias que não chegaram onde deveriam. Para quem souber navegar as regras, é uma oportunidade concreta de adquirir produtos de alto valor por preços significativamente menores do que os praticados no varejo.

A Receita Federal abriu as portas para um leilão eletrônico que reúne o que sobra quando a lei alcança quem não cumpre: iPhones de última geração, caminhões, carros, notebooks, videogames e peças de roupa. Tudo apreendido ou abandonado em São Paulo. Os interessados têm até as 20h de segunda-feira, 3 de agosto, para enviar suas propostas pelo Portal e-CAC. A sessão pública de lances acontece na terça-feira seguinte, às 10h.

Os smartphones da Apple são os itens que mais chamam atenção. O lote 198 oferece um iPhone 17 Pro Max com 256 GB na cor prata, começando em R$ 4.140. O lote 197 traz o mesmo modelo, também prata e com 256 GB, mas com lance inicial de R$ 4.590. Quem quiser um pacote mais completo pode disputar o lote 48: um iPhone 16 Pro de 256 GB em Natural Titanium acompanhado de AirPods 3 com MagSafe, com valor inicial de R$ 5 mil. Esses preços iniciais revelam algo sobre como funciona esse mercado de segunda mão forçada — bem abaixo do que você pagaria em uma loja, mas ainda assim com números que refletem o que esses aparelhos custam no mundo real.

Os veículos também ocupam espaço considerável no catálogo. Um caminhão-trator Mercedes-Benz Axor 2540, fabricado em 2009, abre lances em R$ 40 mil. Um Ford Fusion de 2007 sai por R$ 6 mil. Um cavalo-mecânico Scania G380 A4x2 de 2008 começa em R$ 50 mil. São máquinas que ainda têm vida útil, mas que chegaram aqui por caminhos que a Receita Federal precisou interromper.

Para participar, é necessário ter uma conta Gov.br de nível prata ou ouro. Depois de fazer login no Portal e-CAC, o participante seleciona a opção "Participar de leilão eletrônico da Receita Federal" na seção "Serviços em Destaque" ou a encontra pela ferramenta de busca. O processo é simples, mas as regras que vêm depois são rígidas.

O pagamento dos bens arrematados só pode ser feito por meio do Documento de Arrecadação de Receitas Federais, o Darf. Sem exceções. Nada de Pix, transferências bancárias ou depósitos em contas de terceiros. Além do valor do lance vencedor, quem compra precisa recolher o ICMS incidente sobre a operação. Pessoas físicas não podem revender o que comprarem. Algumas categorias de lotes também impõem restrições para pessoas jurídicas. E há uma regra de proteção contra lances desproporcionais: qualquer proposta superior a dez vezes o valor de avaliação do lote precisa ser confirmada pelo participante. Se não for, o sistema desclassifica automaticamente o lance.

Esse leilão é um reflexo do que fica para trás quando a fiscalização funciona — mercadorias que não chegaram ao destino certo, que foram esquecidas, que foram apreendidas. Agora elas têm uma segunda chance, e quem tiver acesso ao portal e souber navegar as regras pode levar para casa um iPhone novo ou um caminhão por uma fração do preço de mercado.

Qualquer proposta superior a dez vezes o valor de avaliação do lote precisa ser confirmada pelo participante, ou o sistema desclassifica automaticamente o lance
— Edital do leilão da Receita Federal
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