Ramón Díaz é favorito para assumir Corinthians após saída de Fernando Diniz

Salvou o time do rebaixamento, conquistou um título, mas saiu sob pressão
Ramón Díaz já provou capacidade no Corinthians, mas sua saída anterior levanta questões sobre se conseguirá lidar com as mesmas tensões.
Mark

Por que a diretoria acha que Ramón é a resposta agora, se ele já não funcionou em outros lugares?

Mimi

Porque ele já fez isso aqui. Salvou o time do rebaixamento, conquistou um título. A diretoria conhece o trabalho dele, sabe que ele consegue mobilizar o grupo em momentos difíceis.

Luke

Mas é importante notar que ele saiu porque o time começou a perder depois do Paulista. Não foi uma saída por opção dele — foi pressão. E os números depois disso, no Paraguai e no Internacional, não são bons. Isso é um sinal de alerta.

Mark

O que mudaria desta vez? O elenco é o mesmo?

Mimi

Parcialmente. Tem Memphis Depay, que foi quem criticou publicamente o trabalho dele. Isso é uma tensão real que precisaria ser resolvida.

Luke

Exatamente. E não sabemos se a diretoria vai dar a ele o apoio que não deu antes, ou se vai deixar a mesma pressão se acumular. O histórico recente dele fora do Corinthians não é forte o suficiente para garantir que vai funcionar.

Mark

Então é um risco calculado?

Mimi

É. Mas é um risco que a diretoria parece estar disposta a tomar, porque o que está acontecendo agora — sete derrotas seguidas — é insustentável.

Luke

Verdade. Mas a gente precisa ser honesto: isso é mais sobre o desespero do presente do que sobre confiança no futuro.

  • Sete derrotas seguidas no Brasileirão criaram uma crise de confiança que tornou a permanência de Fernando Diniz insustentável.
  • A diretoria do Corinthians age com urgência, buscando um nome capaz de estancar a sangria antes que a temporada se torne irreversível.
  • Ramón Díaz emerge como favorito por carregar algo raro: a prova concreta de que já salvou este mesmo clube de um rebaixamento, com nove vitórias consecutivas e um Paulista conquistado.
  • Sua passagem recente por Olímpia e Internacional, sem resultados expressivos, levanta dúvidas — mas não parece suficiente para afastar a confiança da cúpula corintiana.

Há momentos em que uma instituição, diante do caos, busca refúgio no familiar. O Corinthians, após sete derrotas consecutivas que derrubaram Fernando Diniz, volta os olhos para Ramón Díaz — o técnico argentino que, menos de dois anos atrás, arrancou o clube das bordas do abismo. A história raramente se repete com exatidão, mas a diretoria aposta que a memória de uma salvação vale mais do que as incertezas do presente.

O Corinthians vive uma crise que já custou o cargo de Fernando Diniz: sete derrotas consecutivas no Brasileirão deixaram o clube sem rumo e a diretoria em busca de uma saída. O nome que ganha força nos bastidores é o de Ramón Díaz, técnico argentino que já conhece bem o Parque São Jorge.

Entre julho de 2024 e abril de 2025, Díaz e seu filho Emiliano — que atua como auxiliar — comandaram o time por dez meses. O período começou sob pressão máxima, com o clube ameaçado de rebaixamento, e se transformou com uma sequência de nove vitórias seguidas que devolveu o Corinthians à segurança. Em 2025, veio o Campeonato Paulista, um título que a torcida aguardava. No total, foram 60 jogos, com 31 vitórias e aproveitamento de 60,6%.

A saída, porém, veio de forma turbulenta. Após o Paulistão, o rendimento caiu e o atacante Memphis Depay criticou publicamente a organização tática da equipe. A pressão se tornou insustentável e Ramón deixou o cargo. Desde então, passagens por Olímpia e Internacional não trouxeram brilho à sua trajetória.

Mesmo assim, a diretoria corintiana parece disposta a apostar novamente nele — alguém que já conhece o elenco, a estrutura e, sobretudo, o peso de tirar o clube de uma crise profunda.

A diretoria do Corinthians tem um nome em mente para reconstruir o time após sete derrotas consecutivas no Brasileirão que custaram o cargo a Fernando Diniz: Ramón Díaz, o técnico argentino que já salvou a equipe de um rebaixamento iminente menos de dois anos atrás.

Díaz e seu filho Emiliano, que trabalha como auxiliar, comandaram o Corinthians durante dez meses, de julho de 2024 até abril de 2025. Naquele período, o time enfrentava uma crise existencial — estava próximo de cair para a segunda divisão — quando uma sequência de nove vitórias consecutivas no Brasileirão de 2024 o tirou da zona de rebaixamento. Meses depois, em 2025, conquistou o Campeonato Paulista, trazendo um título que a torcida esperava.

Os números da passagem anterior de Ramón revelam consistência. Em 60 partidas, venceu 31, empatou 16 e perdeu 13, acumulando um aproveitamento de 60,6%. Não era perfeição, mas era solidez — exatamente o que o Corinthians não tem encontrado nos últimos meses.

O que levou à sua saída, porém, foi uma combinação de fatores. Após conquistar o Paulistão, o desempenho caiu. O atacante Memphis Depay, em declarações na zona mista após um jogo, criticou publicamente a organização tática do time e o desempenho geral. A pressão se acumulou, e Ramón deixou o cargo.

Desde então, sua trajetória não foi brilhante. Passou pelo Olímpia, do Paraguai, e depois pelo Internacional, mas em nenhum dos dois clubes conseguiu resultados que o mantivessem em evidência. Ainda assim, a diretoria corintiana parece acreditar que ele é a solução para o momento atual — alguém que já provou ser capaz de tirar o time de uma crise profunda e que conhece o elenco e a estrutura do clube.

Memphis Depay criticou publicamente a organização tática do time e o desempenho geral na zona mista
— Atacante Memphis Depay
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