Há momentos em que uma instituição, diante do caos, busca refúgio no familiar. O Corinthians, após sete derrotas consecutivas que derrubaram Fernando Diniz, volta os olhos para Ramón Díaz — o técnico argentino que, menos de dois anos atrás, arrancou o clube das bordas do abismo. A história raramente se repete com exatidão, mas a diretoria aposta que a memória de uma salvação vale mais do que as incertezas do presente.
Ramón Díaz é favorito para assumir Corinthians após saída de Fernando Diniz
Salvou o time do rebaixamento, conquistou um título, mas saiu sob pressão
Por que a diretoria acha que Ramón é a resposta agora, se ele já não funcionou em outros lugares?
Porque ele já fez isso aqui. Salvou o time do rebaixamento, conquistou um título. A diretoria conhece o trabalho dele, sabe que ele consegue mobilizar o grupo em momentos difíceis.
Mas é importante notar que ele saiu porque o time começou a perder depois do Paulista. Não foi uma saída por opção dele — foi pressão. E os números depois disso, no Paraguai e no Internacional, não são bons. Isso é um sinal de alerta.
O que mudaria desta vez? O elenco é o mesmo?
Parcialmente. Tem Memphis Depay, que foi quem criticou publicamente o trabalho dele. Isso é uma tensão real que precisaria ser resolvida.
Exatamente. E não sabemos se a diretoria vai dar a ele o apoio que não deu antes, ou se vai deixar a mesma pressão se acumular. O histórico recente dele fora do Corinthians não é forte o suficiente para garantir que vai funcionar.
Então é um risco calculado?
É. Mas é um risco que a diretoria parece estar disposta a tomar, porque o que está acontecendo agora — sete derrotas seguidas — é insustentável.
Verdade. Mas a gente precisa ser honesto: isso é mais sobre o desespero do presente do que sobre confiança no futuro.
El Pulso
- Sete derrotas seguidas no Brasileirão criaram uma crise de confiança que tornou a permanência de Fernando Diniz insustentável.
- A diretoria do Corinthians age com urgência, buscando um nome capaz de estancar a sangria antes que a temporada se torne irreversível.
- Ramón Díaz emerge como favorito por carregar algo raro: a prova concreta de que já salvou este mesmo clube de um rebaixamento, com nove vitórias consecutivas e um Paulista conquistado.
- Sua passagem recente por Olímpia e Internacional, sem resultados expressivos, levanta dúvidas — mas não parece suficiente para afastar a confiança da cúpula corintiana.
Há momentos em que uma instituição, diante do caos, busca refúgio no familiar. O Corinthians, após sete derrotas consecutivas que derrubaram Fernando Diniz, volta os olhos para Ramón Díaz — o técnico argentino que, menos de dois anos atrás, arrancou o clube das bordas do abismo. A história raramente se repete com exatidão, mas a diretoria aposta que a memória de uma salvação vale mais do que as incertezas do presente.
O Corinthians vive uma crise que já custou o cargo de Fernando Diniz: sete derrotas consecutivas no Brasileirão deixaram o clube sem rumo e a diretoria em busca de uma saída. O nome que ganha força nos bastidores é o de Ramón Díaz, técnico argentino que já conhece bem o Parque São Jorge.
Entre julho de 2024 e abril de 2025, Díaz e seu filho Emiliano — que atua como auxiliar — comandaram o time por dez meses. O período começou sob pressão máxima, com o clube ameaçado de rebaixamento, e se transformou com uma sequência de nove vitórias seguidas que devolveu o Corinthians à segurança. Em 2025, veio o Campeonato Paulista, um título que a torcida aguardava. No total, foram 60 jogos, com 31 vitórias e aproveitamento de 60,6%.
A saída, porém, veio de forma turbulenta. Após o Paulistão, o rendimento caiu e o atacante Memphis Depay criticou publicamente a organização tática da equipe. A pressão se tornou insustentável e Ramón deixou o cargo. Desde então, passagens por Olímpia e Internacional não trouxeram brilho à sua trajetória.
Mesmo assim, a diretoria corintiana parece disposta a apostar novamente nele — alguém que já conhece o elenco, a estrutura e, sobretudo, o peso de tirar o clube de uma crise profunda.
A diretoria do Corinthians tem um nome em mente para reconstruir o time após sete derrotas consecutivas no Brasileirão que custaram o cargo a Fernando Diniz: Ramón Díaz, o técnico argentino que já salvou a equipe de um rebaixamento iminente menos de dois anos atrás.
Díaz e seu filho Emiliano, que trabalha como auxiliar, comandaram o Corinthians durante dez meses, de julho de 2024 até abril de 2025. Naquele período, o time enfrentava uma crise existencial — estava próximo de cair para a segunda divisão — quando uma sequência de nove vitórias consecutivas no Brasileirão de 2024 o tirou da zona de rebaixamento. Meses depois, em 2025, conquistou o Campeonato Paulista, trazendo um título que a torcida esperava.
Os números da passagem anterior de Ramón revelam consistência. Em 60 partidas, venceu 31, empatou 16 e perdeu 13, acumulando um aproveitamento de 60,6%. Não era perfeição, mas era solidez — exatamente o que o Corinthians não tem encontrado nos últimos meses.
O que levou à sua saída, porém, foi uma combinação de fatores. Após conquistar o Paulistão, o desempenho caiu. O atacante Memphis Depay, em declarações na zona mista após um jogo, criticou publicamente a organização tática do time e o desempenho geral. A pressão se acumulou, e Ramón deixou o cargo.
Desde então, sua trajetória não foi brilhante. Passou pelo Olímpia, do Paraguai, e depois pelo Internacional, mas em nenhum dos dois clubes conseguiu resultados que o mantivessem em evidência. Ainda assim, a diretoria corintiana parece acreditar que ele é a solução para o momento atual — alguém que já provou ser capaz de tirar o time de uma crise profunda e que conhece o elenco e a estrutura do clube.
Citas Notables
Memphis Depay criticou publicamente a organização tática do time e o desempenho geral na zona mista— Atacante Memphis Depay