Quaest divulga números da disputa presidencial no Amazonas

Oitenta por cento já decidiram; 19% ainda podem mudar
A pesquisa Quaest mostra um eleitorado amazonense majoritariamente decidido, mas com margem considerável de volatilidade.
Mark

Por que a Rede Amazônica encomendou especificamente uma pesquisa sobre a disputa presidencial no Amazonas?

Mimi

Porque a região tem seu próprio peso político e dinâmica eleitoral. Uma pesquisa nacional não captura as nuances locais. O Amazonas é um estado grande, com características próprias, e entender como os eleitores daqui estão pensando a eleição presidencial é informação valiosa.

Mark

Esse detalhe sobre Pablo Marçal estar inelegível mas ainda na lista — isso muda alguma coisa nos números?

Mimi

Muda tudo. Se o TSE o barrar, aqueles votos que ele receberia na pesquisa precisam ir para algum lugar. Alguns eleitores podem migrar para outro candidato, outros podem se abster. A pesquisa captura um cenário que pode não ser o cenário final.

Mark

E esses 80% que dizem que a escolha é definitiva — você acredita nisso?

Mimi

Parcialmente. As pessoas dizem que decidiram, e muitas realmente decidiram. Mas campanhas têm poder. Notícias têm poder. Aquele 1% que não respondeu também pode ser significativo. O que importa é que 19% admitem abertamente que podem mudar, e isso é bastante em uma eleição.

Mark

A margem de erro de três pontos percentuais — o que isso significa na prática?

Mimi

Significa que qualquer número que você vê nessa pesquisa pode estar três pontos acima ou três pontos abaixo da realidade. Se um candidato aparece com 30%, ele pode estar entre 27% e 33%. Em uma disputa apertada, isso é a diferença entre ganhar e perder.

  • A presença de Pablo Marçal na lista de candidatos tensiona a pesquisa: ele concorre sob a sombra de uma inelegibilidade que o TSE ainda não resolveu, e sua inclusão no levantamento pode distorcer a leitura real do campo eleitoral.
  • Oitenta por cento dos 804 eleitores ouvidos afirmam que sua decisão está tomada — um sinal de polarização precoce e de um eleitorado que chegou ao segundo semestre de 2026 já com convicções firmes.
  • Os 19% que admitem poder mudar de voto representam uma fatia volátil e decisiva, especialmente em um estado com dinâmica política singular como o Amazonas.
  • A margem de erro de três pontos percentuais, combinada à incerteza sobre candidaturas, significa que o cenário real pode ser significativamente diferente do que os números sugerem hoje.
  • Com menos de seis semanas para o primeiro turno, campanhas se intensificam e a decisão do TSE sobre elegibilidades pode redesenhar completamente o tabuleiro que a Quaest registrou.

No Amazonas, a Quaest fotografou o estado de espírito de um eleitorado que, em sua maioria, já escolheu seu candidato — mas que ainda guarda, em 19% de suas vozes, a abertura própria de quem sabe que o tempo e os acontecimentos moldam convicções. A pesquisa, encomendada pela Rede Amazônica e registrada no TSE, carrega também a sombra de uma incerteza jurídica: Pablo Marçal figura na lista de candidatos apresentada aos eleitores, embora sua elegibilidade ainda aguarde julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral. Com as eleições marcadas para 4 de outubro, o retrato capturado entre 21 e 24 de agosto é menos um veredicto do que um instantâneo de uma disputa ainda em movimento.

Na terça-feira, 25 de agosto, a Rede Amazônica tornou pública uma pesquisa encomendada à Quaest sobre a corrida presidencial no Amazonas. O levantamento ouviu 804 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

A metodologia adotada foi a estimulada: os entrevistadores apresentaram aos eleitores uma lista com os nomes dos candidatos. Entre eles estava Pablo Marçal, do PRTB — detalhe de peso, já que Marçal registrou sua candidatura estando inelegível. O Tribunal Superior Eleitoral ainda não julgou se ele poderá ou não disputar o pleito, o que lança uma sombra de incerteza sobre os números capturados.

Os dados revelam um eleitorado amazonense em grande parte já decidido: 80% dos entrevistados afirmaram que sua escolha é definitiva. Ainda assim, 19% admitiram que podem mudar de voto até o dia da eleição — uma margem considerável que, em uma disputa acirrada, pode ser determinante. Apenas 1% não soube ou não quis responder.

Com as eleições presidenciais marcadas para 4 de outubro, o cenário permanece fluido. A decisão do TSE sobre candidatos inelegíveis, a intensificação das campanhas e o comportamento daqueles 19% de eleitores ainda abertos a mudanças serão fatores decisivos para o resultado final no estado.

A Rede Amazônica encomendou uma pesquisa à Quaest que saiu a público na terça-feira, 25 de agosto, trazendo um retrato da corrida presidencial no Amazonas. O levantamento ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre 21 e 24 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-06252/2026.

A pesquisa funcionou de forma estimulada, ou seja, os entrevistadores apresentaram aos eleitores uma lista com os nomes dos candidatos. Nessa lista estava Pablo Marçal, do PRTB, um detalhe que carrega peso político: Marçal registrou sua candidatura apesar de estar inelegível. A questão de sua elegibilidade ainda não foi resolvida. O Tribunal Superior Eleitoral terá de julgar se ele está apto a concorrer ou se será barrado da disputa.

Os dados revelam algo importante sobre o estado de espírito do eleitorado amazonense. Oitenta por cento dos entrevistados disseram que sua escolha de candidato é definitiva, que já tomaram uma decisão e não pretendem mudar. Mas há espaço para movimento: 19% dos eleitores ouvidos afirmaram que ainda podem mudar o voto até o dia da eleição. Apenas 1% não respondeu ou não soube dizer.

Essas cifras importam porque mostram um eleitorado que, em sua maioria, já se decidiu, mas com uma margem considerável de indecisos ou voláteis. Em uma disputa presidencial, esses 19% podem fazer diferença, especialmente em um estado como o Amazonas, onde a dinâmica política tem suas próprias características.

As eleições presidenciais estão marcadas para 4 de outubro. Até lá, várias coisas podem acontecer. A decisão do TSE sobre a elegibilidade de candidatos como Marçal pode alterar o cenário que a Quaest capturou nesta pesquisa. Campanhas vão intensificar. Mensagens vão circular. E aqueles 19% de eleitores que ainda não se fecharam completamente em sua escolha podem ser o fiel da balança.

Para 80% dos eleitores ouvidos no levantamento, a escolha do candidato é definitiva
— Pesquisa Quaest
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