Quaest aponta empate técnico triplo na disputa ao Senado no Ceará

Três candidatos em empate técnico, 31% ainda indecisos
A disputa pelas duas cadeiras do Senado cearense segue aberta, com Cid, Wagner e Luizianne dentro da margem de erro.
Mark

Então esses três candidatos estão realmente empatados?

Mimi

Tecnicamente sim. Todos os três estão dentro da margem de erro de três pontos, então não dá para dizer com segurança quem está à frente.

Luke

Mas Cid tem 25% e Luizianne tem 19%. Isso é uma diferença de seis pontos. A margem de erro não torna esses números iguais — torna incerto qual é a verdadeira ordem.

Mimi

Verdade. O que a margem de erro diz é que, se você repetisse a pesquisa várias vezes, os números de Cid poderiam variar entre 22% e 28%, e os de Luizianne entre 16% e 22%. Há sobreposição, então não há certeza.

Mark

E por que Luizianne cresceu tanto desde setembro?

Mimi

Ela ganhou seis pontos, de 13% para 19%. A pesquisa mostra que mais pessoas a conhecem agora — caiu de 42% que não a conheciam para 28%.

Luke

Mas a gente não sabe por quê. A pesquisa mede o resultado, não a causa. Pode ser campanha, pode ser cobertura de mídia, pode ser algo que aconteceu.

Mimi

Exato. O que sabemos é que o conhecimento dela cresceu e que, entre quem a conhece, mais pessoas dizem que votariam nela.

Mark

E esses 31% que ainda podem mudar de voto — isso é muito?

Luke

Depende. Em uma eleição com três candidatos tecnicamente empatados, 31% de eleitores indecisos é bastante. Pode virar o resultado.

Mimi

E note que em setembro eram 39%. Então o eleitorado está se definindo, mas ainda há espaço para movimento.

Mark

O que mais chama atenção nessa pesquisa?

Mimi

Que a disputa é genuinamente aberta. Nenhum desses três tem uma vantagem que você possa chamar de consolidada.

Luke

E que Luizianne está crescendo enquanto Cid e Wagner estão praticamente estáticos. Se a tendência continua, ela pode ultrapassar Wagner antes da eleição.

  • Três candidatos disputam duas vagas com diferenças menores do que a margem de erro, tornando qualquer projeção de resultado uma aposta arriscada.
  • Luizianne Lins protagoniza o maior salto da pesquisa — seis pontos em menos de três semanas —, sinalizando que a corrida ainda tem espaço para reviravolta.
  • O contingente de indecisos caiu pela metade, de 19% para 10%, mas 31% dos eleitores ainda admitem que podem trocar de candidato antes do pleito.
  • No segundo voto, Luizianne lidera com 19%, superando Cid e Wagner, revelando que os eleitores estão usando essa escolha adicional de forma estratégica.
  • Capitão Wagner carrega a maior rejeição entre os líderes — 41% o conhecem e não votariam nele —, o que pode limitar seu crescimento mesmo com campanha intensa.
  • A eleição de 4 de outubro se aproxima com o campo ainda aberto: visibilidade crescente dos candidatos, preferências em consolidação, mas nenhuma vaga ainda garantida.

A menos de duas semanas das eleições de 4 de outubro, o Ceará assiste a uma disputa senatorial que resiste a qualquer certeza: três candidatos — Cid Gomes, Capitão Wagner e Luizianne Lins — dividem o eleitorado dentro de uma margem de erro que torna o resultado imprevisível. A pesquisa Quaest, encomendada pela TV Verdes Mares e realizada com 900 eleitores entre 19 e 22 de setembro, revela não apenas um empate técnico, mas também um eleitorado em movimento — com Luizianne avançando seis pontos e quase um terço dos eleitores ainda abertos a mudar de escolha. Nesse cenário, a eleição permanece menos uma questão de liderança consolidada do que de quem conseguirá, nos dias que restam, converter visibilidade em voto definitivo.

A disputa pelas duas cadeiras do Senado cearense chega à reta final sem um favorito claro. A pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira e contratada pela TV Verdes Mares, mostra Cid Gomes (PSB) com 25% das intenções de voto na combinação dos dois votos permitidos, seguido por Capitão Wagner (União) com 21% e Luizianne Lins (Rede) com 19%. Os três estão dentro da margem de erro de três pontos percentuais. Alcides Fernandes, do PL, aparece mais distante, com 8%. Dez por cento dos entrevistados ainda não indicam candidato, e 16% pretendem votar em branco ou anular.

O movimento mais expressivo desde a pesquisa anterior, realizada em 4 de setembro, é o de Luizianne: ela saltou de 13% para 19%, enquanto os indecisos caíram de 19% para 10%. Cid avançou dois pontos e Wagner, um. O crescimento de Luizianne tem explicação no aumento de sua visibilidade — o percentual de eleitores que não a conheciam caiu de 42% para 28%, e os que a conhecem e votariam nela passou de 29% para 41%.

A dinâmica dos dois votos revela estratégias distintas do eleitorado. No primeiro voto, Cid lidera com 32%, seguido por Wagner com 26% e Luizianne com 19%. No segundo voto, porém, Luizianne assume a frente com 19%, à frente de Cid (17%) e Wagner (16%), sugerindo que parte dos eleitores a usa como escolha complementar ou alternativa.

A rejeição também diferencia os candidatos. Wagner é o mais rejeitado entre os conhecidos — 41% afirmam que não votariam nele. Cid tem 37% de rejeição entre quem o conhece, e Luizianne, 31%. Com 31% dos eleitores ainda admitindo possibilidade de mudar de voto até 4 de outubro, a corrida permanece genuinamente aberta.

A disputa pelas duas cadeiras do Senado cearense segue aberta e indefinida, segundo levantamento da Quaest divulgado na quarta-feira. Cid Gomes, do PSB, aparece na frente com 25% das intenções de voto, mas a margem que o separa de seus concorrentes é tão estreita que qualquer movimento nos próximos dias pode reconfigurar completamente a corrida. Capitão Wagner, da União, marca 21%, e Luizianne Lins, da Rede, alcança 19%. Os três nomes estão dentro da margem de erro de três pontos percentuais — o que significa, tecnicamente, que ninguém pode afirmar com segurança quem está à frente.

O levantamento ouviu 900 eleitores entre 19 e 22 de setembro e foi contratado pela TV Verdes Mares. A dinâmica dessa eleição é particular: cada votante cearense pode escolher dois candidatos distintos para preencher as duas vagas em disputa. Por isso, a Quaest combinou as respostas do primeiro e do segundo votos e ajustou o resultado para uma escala de 100%. Alcides Fernandes, do PL, aparece mais distante, com 8%. Os demais candidatos — Catarina Matos, da UP; Guilherme Theophilo, do Novo; Reginaldo, do PSTU; e Lino Alves, do PCO — registram 1% ou menos. Dez por cento dos entrevistados ainda não indicam candidato, e 16% declaram intenção de votar em branco, anular ou não escolher nenhum dos nomes.

Comparando com a pesquisa anterior, realizada em 4 de setembro, o cenário se movimentou. Cid saiu de 23% para 25%, um avanço modesto. Capitão Wagner cresceu um ponto, de 20% para 21%. Luizianne, porém, apresentou o salto mais expressivo: subiu de 13% para 19%, um ganho de seis pontos percentuais. Alcides Fernandes também avançou, de 5% para 8%. Enquanto isso, o contingente de indecisos encolheu significativamente, caindo de 19% para 10%, sugerindo que o eleitorado está se definindo conforme a eleição de 4 de outubro se aproxima.

Quando a pesquisa considera apenas o primeiro voto — a escolha principal do eleitor —, Cid Gomes amplia sua vantagem, alcançando 32%. Capitão Wagner fica em 26%, Luizianne em 19% e Alcides em 5%. No segundo voto, porém, o quadro muda: Luizianne lidera com 19%, seguida por Cid com 17% e Capitão Wagner com 16%. Alcides sobe para 10% nessa segunda escolha. Esse padrão revela algo importante sobre a estratégia dos eleitores — alguns estão usando o segundo voto para explorar alternativas ou equilibrar suas escolhas.

A pesquisa espontânea, em que os entrevistados são perguntados em quem pretendem votar sem que uma lista de candidatos seja apresentada previamente, mostra um eleitorado ainda muito indeciso. Sessenta e cinco por cento não citam nenhum nome quando questionados dessa forma, embora esse percentual tenha caído de 76% em setembro. Cid Gomes recebe 10% das menções espontâneas, ante 6% antes. Luizianne sobe de 5% para 9%, e Capitão Wagner passa de 5% para 7%. Alcides avança de 3% para 5%. Esses números sugerem que os candidatos estão ganhando visibilidade e penetração na mente do eleitor.

Um dado relevante para o futuro da campanha é o grau de definição do voto. Sessenta e oito por cento dos entrevistados afirmam que sua escolha é definitiva. Porém, 31% ainda admitem que podem mudar de candidato até o dia da eleição. Na pesquisa anterior, esse percentual era de 39%, o que indica maior consolidação das preferências — mas ainda deixa espaço considerável para movimentações.

A rejeição também marca o perfil dos candidatos. Capitão Wagner é conhecido por 45% dos entrevistados que afirmam disposição para votá-lo, mas 41% o conhecem e não votariam nele. Cid Gomes tem 55% que o conhecem e considerariam votá-lo, contra 37% que o conhecem mas não votariam. Luizianne registra 41% no primeiro grupo e 31% no segundo. Alcides Fernandes permanece pouco conhecido — 63% dos entrevistados dizem não conhecê-lo, embora esse percentual tenha caído de 74% em setembro. Os candidatos menores — Catarina Matos, Guilherme Theophilo, Reginaldo e Lino Alves — permanecem praticamente desconhecidos, com 90% ou mais dos entrevistados afirmando não conhecê-los.

O conhecimento de Luizianne cresceu notavelmente. Em setembro, 42% dos entrevistados afirmavam não conhecê-la; agora esse percentual caiu para 28%. Simultaneamente, o grupo que a conhece e votaria nela passou de 29% para 41%. Esse movimento explica, em parte, seu avanço de seis pontos na intenção de voto geral. A campanha de Luizianne parece estar conseguindo aumentar sua visibilidade e converter esse conhecimento em disposição de voto.

Cid Gomes registra 25% das intenções de voto na combinação dos dois votos, Wagner soma 21% e Luizianne alcança 19%, todos dentro do intervalo da margem de erro de três pontos percentuais
— Pesquisa Quaest divulgada em 23 de setembro
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