Num momento em que Portugal aguarda sinais sobre o rumo político do país, a primeira sondagem semanal encomendada pela TVI, CNN Portugal e Nascer do Sol revela um cenário de equilíbrio precário no topo: PS, Chega e AD encontram-se tecnicamente empatados, separados por pouco mais de dois pontos percentuais. Ao mesmo tempo, o Governo de Montenegro carrega o peso de uma desaprovação maioritária, num retrato que sugere que a confiança popular está suspensa entre a resistência e a expectativa.
PS lidera intenções de voto com 27,9%, mas em empate técnico com Chega e AD
Três forças políticas em empate técnico, qualquer oscilação reconfigura o tabuleiro
Como é que o PS consegue estar à frente se a diferença é tão pequena? Parece que qualquer coisa pode mudar isto.
Exatamente. Os 0,8 pontos que o separam do Chega estão dentro da margem de erro. É mais uma questão de quem consegue mobilizar melhor os seus apoiantes nas próximas semanas.
Mas a sondagem foi feita ao longo de agosto, certo? Portanto isto é um retrato de há algumas semanas, não de agora.
Sim, é uma tracking poll semanal, mas os dados são de agosto. As coisas podem ter mudado desde então.
E quanto ao Governo? 58% de desaprovação é muito?
É bastante significativo. Significa que mais de metade dos eleitores não aprova a forma como o executivo está a funcionar.
Mas 62% acreditam que o Governo chega ao fim da legislatura. Isso não é contraditório?
Não necessariamente. As pessoas podem desaprovar a atuação mas ainda assim achar que o Governo tem estabilidade para durar.
E estes ministros com avaliações tão negativas? Luís Neves com 65% de rejeição é insustentável?
Parece ser uma posição muito frágil, especialmente com os inquéritos-crime em cima da mesa.
Mas a sondagem não diz se essas pessoas que rejeitam Neves estão a pedir a sua demissão ou se é apenas uma avaliação geral. É um detalhe importante.
E a ministra da Saúde? -37,7% é o pior resultado de todos?
Sim, Ana Paula Martins é claramente a ministra mais impopular do Governo neste momento.
The Pulse
- PS, Chega e AD estão separados por apenas 2,2 pontos percentuais, tornando qualquer semana eleitoral uma potencial reviravolta completa do tabuleiro político.
- O Governo de Montenegro enfrenta 58% de desaprovação e o próprio primeiro-ministro é criticado por 59% dos inquiridos, sinalizando um desgaste real no executivo.
- Luís Neves, ministro da Administração Interna, concentra a rejeição mais severa — 65% consideram que não tem condições para continuar, num contexto de três inquéritos-crime e apreensão de bens.
- Ana Paula Martins, ministra da Saúde, é a figura governamental mais impopular, com um índice de desaprovação de -37,7%, expondo fragilidades numa área crítica para os cidadãos.
- Apesar do desgaste, 62% dos inquiridos acreditam que o Governo chegará ao fim da legislatura — uma resiliência que contraria a severidade das avaliações individuais.
- Miranda Sarmento e Maria da Graça Carvalho surgem como os rostos mais credíveis do executivo, oferecendo ao Governo ilhas de aprovação num mar de críticas.
Num momento em que Portugal aguarda sinais sobre o rumo político do país, a primeira sondagem semanal encomendada pela TVI, CNN Portugal e Nascer do Sol revela um cenário de equilíbrio precário no topo: PS, Chega e AD encontram-se tecnicamente empatados, separados por pouco mais de dois pontos percentuais. Ao mesmo tempo, o Governo de Montenegro carrega o peso de uma desaprovação maioritária, num retrato que sugere que a confiança popular está suspensa entre a resistência e a expectativa.
A primeira sondagem de acompanhamento semanal encomendada pela TVI, CNN Portugal e Nascer do Sol revela um cenário político de extrema proximidade no topo da corrida eleitoral. O PS de José Luís Carneiro lidera com 27,9%, mas a distância que o separa do Chega (27,1%) e da AD (25,7%) é tão estreita que os três partidos se encontram em empate técnico. Qualquer oscilação nas próximas semanas pode reconfigurar completamente o panorama. O restante espectro distribui-se de forma mais dispersa, com IL em quarto lugar (6,1%), seguida por Livre (4%), CDU (2,4%), BE (2,2%) e PAN (1,3%).
O Governo de Luís Montenegro enfrenta, porém, uma avaliação claramente negativa: 58% dos inquiridos desaprovam a atuação do executivo e apenas 35% a aprovam. O próprio primeiro-ministro não escapa a este julgamento, com 59% de críticas contra 35% de aprovação. Ainda assim, 62% dos inquiridos acreditam que o Governo chegará ao fim da legislatura, e 53% consideram que deveria fazê-lo — uma resiliência que coexiste com o descontentamento generalizado.
A avaliação individual dos ministros revela um quadro muito desigual. Luís Neves, ministro da Administração Interna, concentra a rejeição mais severa: 65% consideram que não tem condições para continuar no cargo, num momento em que enfrenta três inquéritos-crime e a apreensão de um veículo. Fernando Alexandre, na Educação, divide os inquiridos quase ao meio. No extremo oposto, Miranda Sarmento (Finanças) e Maria da Graça Carvalho (Ambiente) registam as aprovações mais sólidas. Ana Paula Martins, ministra da Saúde, é a figura mais impopular do executivo, com um índice de desaprovação de -37,7% — um sinal de que as áreas da Saúde e da Administração Interna representam os maiores desafios políticos do Governo.
A primeira sondagem de acompanhamento semanal encomendada pela TVI, CNN Portugal e Nascer do Sol desenha um cenário político de extrema proximidade no topo. O PS, liderado por José Luís Carneiro, surge à frente nas intenções de voto com 27,9%, mas a margem que o separa dos seus perseguidores é tão estreita que os três principais partidos se encontram tecnicamente empatados. O Chega fica-se pelos 27,1%, apenas 0,8 pontos percentuais abaixo, enquanto a AD ocupa o terceiro lugar com 25,7%. Esta compressão no espaço político significa que qualquer oscilação nas próximas semanas pode reconfigurar completamente o tabuleiro eleitoral.
O resto do espectro político distribui-se de forma mais dispersa. A IL mantém-se em quarto lugar com 6,1%, seguida pelo Livre com 4% e pela CDU com 2,4%. O BE e o PAN fecham a tabela com 2,2% e 1,3% respetivamente. A sondagem, que recolheu dados ao longo de quatro semanas em agosto através de cerca de 200 entrevistas semanais, totalizando 804 participantes, oferece um retrato do sentimento político num momento de consolidação do Governo de Luís Montenegro.
Esse Governo, porém, enfrenta uma avaliação claramente negativa junto do eleitorado. Cinquenta e oito por cento dos inquiridos desaprovam a atuação do executivo, enquanto apenas 35% a aprovam. Sete por cento não conseguem ou não querem tomar posição. O primeiro-ministro não escapa a este julgamento desfavorável: 59% criticam a sua atuação contra 35% que a aprovam, com 6% de abstenção. Apesar deste cenário de desaprovação, existe uma certa resiliência na perceção sobre a durabilidade do Governo. Sessenta e dois por cento dos inquiridos acreditam que o executivo chegará ao fim da legislatura, enquanto 32% duvidam dessa possibilidade. Quando questionados sobre se o Governo deveria chegar ao fim da legislatura, 53% respondem afirmativamente.
A sondagem debruçou-se também sobre a avaliação individual dos ministros, revelando um quadro de desempenho muito desigual. Luís Neves, ministro da Administração Interna, enfrenta a rejeição mais severa entre os membros do Governo: 65% dos inquiridos consideram que não tem condições para continuar no cargo. Esta avaliação negativa surge num contexto em que a Procuradoria-Geral da República revelou que Neves é alvo de três inquéritos-crime, com apreensão de um carro e investigação de obras numa propriedade no Alentejo. Fernando Alexandre, ministro da Educação, deixa os inquiridos mais divididos, com 49% a considerarem que tem condições para prosseguir e 47% a discordarem.
No extremo oposto encontram-se os ministros com melhor avaliação. Miranda Sarmento, responsável pelas Finanças, regista uma aprovação de 9,1%, tal como Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente. Paulo Rangel, encarregue dos Negócios Estrangeiros, obtém uma aprovação de 4,6%. Ana Paula Martins, ministra da Saúde, é a figura governamental mais impopular da sondagem, com um índice de desaprovação de -37,7%, seguida por Luís Neves com -32,1% e Fernando Alexandre com -14,8%. Este mapa de aprovações e desaprovações sugere que o Governo enfrenta desafios significativos em áreas críticas como a Saúde e a Administração Interna, enquanto consegue manter alguma credibilidade nas pastas das Finanças e do Ambiente.
Notable Quotes
As três forças políticas estão em empate técnico nas intenções de voto devido à proximidade dos valores— Resultados da sondagem de acompanhamento semanal