Projeto de meninas do CEPA vence feira de ciências e garante participação na FEBRACE 2027

Ciência pode começar na realidade local e alcançar discussões globais
A vitória das alunas demonstra como projetos regionais podem ter impacto além das fronteiras do Pantanal.
Mark

Como cinco alunas de uma escola técnica em Aquidauana conseguem chegar a uma feira nacional como a FEBRACE?

Mimi

Elas desenvolveram um projeto que conecta pesquisa local — o Pantanal — com questões globais. A microscopia de baixo custo foi a chave: mostra que você não precisa de laboratório caro para fazer ciência de verdade.

Luke

Mas o credenciamento é automático para quem vence a FECIAQ, ou há seleção depois?

Mimi

O credenciamento foi conquistado como prêmio pela vitória. Agora elas precisam se preparar para apresentar em São Paulo em março.

Mark

Por que o fato de serem todas meninas importa tanto nessa história?

Mimi

Porque STEM historicamente exclui mulheres. Uma equipe inteira de meninas, com orientadora mulher, durante a Semana de Ciência e Tecnologia com tema "Ciência Delas" — isso não é coincidência, é intencional.

Luke

Mas qual é o impacto real do projeto? Elas descobriram algo novo sobre o fitoplâncton do Pantanal?

Mimi

O foco delas é metodológico e pedagógico: mostrar que você pode estudar ecossistemas complexos com recursos limitados. A conexão entre água doce e marinha é o ângulo de pesquisa.

Mark

E a professora orientadora, Ana Lúcia, qual é o papel dela além de supervisionar?

Mimi

Ela é bióloga e mestra em Zootecnia. Acompanha o desenvolvimento científico, mas a pesquisa é das alunas. Isso é importante: ela não é a autora, é a guia.

Luke

A gente sabe se outras escolas técnicas em Mato Grosso do Sul estão fazendo algo parecido, ou isso é isolado?

Mimi

A fonte não menciona. O que sabemos é que o projeto está vinculado a um programa nacional — Escola Azul do Brasil/Ciência da Maré — então há uma rede, mas não temos números de quantas equipes participam.

Mark

Então em março elas vão para São Paulo. O que acontece depois?

Mimi

Depende do desempenho na FEBRACE. Mas independentemente, já conquistaram algo raro: visibilidade nacional e a prova de que podem fazer pesquisa de qualidade.

  • Cinco alunas do ensino médio desafiaram a escassez de recursos ao construir microscópios com materiais do cotidiano para estudar microalgas vitais para o equilíbrio do planeta.
  • O projeto conecta o ecossistema pantaneiro ao ambiente marinho, revelando que organismos invisíveis a olho nu influenciam a produção de oxigênio e a regulação climática global.
  • A equipe exclusivamente feminina venceu a categoria multidisciplinar da FECIAQ e levou também a medalha de melhor projeto de nível médio, consolidando-se como referência no evento.
  • A vitória coincidiu com a Semana de Ciência e Tecnologia e seu tema 'Ciência Delas', amplificando o simbolismo de meninas ocupando o centro da produção científica.
  • Com o credenciamento garantido, a equipe se prepara para apresentar sua pesquisa na FEBRACE em março de 2027, levando a ciência regional a uma vitrine de alcance nacional.

Em Aquidauana, cinco jovens estudantes transformaram caixas de papelão e lentes de laser em instrumentos de descoberta científica, colocando o Pantanal em diálogo com os oceanos do mundo. Ao vencerem a feira de ciências do IFMS com um projeto sobre fitoplâncton, essas meninas não apenas conquistaram um prêmio — abriram uma janela para a ciência nacional, garantindo presença na FEBRACE 2027 na USP. A vitória, celebrada durante a Semana de Ciência e Tecnologia sob o tema 'Ciência Delas', lembra que o conhecimento pode brotar de recursos simples e de lugares que o mundo ainda aprende a olhar.

Cinco alunas do Centro de Educação Profissional de Aquidauana conquistaram o primeiro lugar na categoria multidisciplinar da Feira de Ciências e Tecnologia do IFMS Campus Aquidauana, garantindo também o credenciamento para a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia — a FEBRACE — em março de 2027, na Universidade de São Paulo. O projeto, desenvolvido por Bianca, Leizyane, Maria Eduarda, Renatha e Yasmin sob orientação da professora Ana Lúcia Nunes da Silva, investiga o fitoplâncton coletado nos tanques de aquicultura da UEMS e busca estabelecer pontes entre os ecossistemas de água doce do Pantanal e o ambiente marinho.

O diferencial da pesquisa está na engenhosidade da abordagem: as estudantes construíram dispositivos de microscopia utilizando caixas de papelão e microlentes retiradas de ponteiras laser, tornando a experimentação científica acessível mesmo onde os recursos são escassos. As microalgas observadas desempenham funções ecológicas essenciais — contribuem para a produção de oxigênio, participam da captura de carbono e influenciam o clima do planeta.

A vitória ganhou camadas simbólicas ao coincidir com a Semana de Ciência e Tecnologia, cujo tema este ano é 'Ciência Delas'. O trabalho integra o programa Escola Azul do Brasil/Ciência da Maré e está alinhado à Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, reforçando o protagonismo feminino em STEM e a conexão entre ciência local e desafios globais. Agora, a equipe se prepara para mostrar ao país que a pesquisa de ponta pode nascer no coração do Pantanal.

Cinco alunas do Centro de Educação Profissional de Aquidauana conquistaram o primeiro lugar na categoria multidisciplinar da Feira de Ciências e Tecnologia do IFMS Campus Aquidauana na semana passada, levando consigo um prêmio que vai além do reconhecimento local: o credenciamento para apresentar seu trabalho na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia em março de 2027, na Universidade de São Paulo.

O projeto, intitulado "Meninas STEMar Pantanal – Do tanque ao Oceano: Microscopia de baixo custo no fitoplâncton do Pantanal", foi desenvolvido por Bianca, Leizyane, Maria Eduarda, Renatha e Yasmin, estudantes do primeiro e segundo anos do ensino médio, sob orientação da professora Ana Lúcia Nunes da Silva. A equipe também recebeu a medalha de melhor projeto da feira na categoria multidisciplinar, consolidando-se como destaque entre as pesquisas apresentadas no evento. O timing da vitória ganhou significado adicional por coincidir com a Semana de Ciência e Tecnologia, cujo tema este ano é "Ciência Delas" — uma ocasião que reforça a importância da participação feminina na produção científica.

A pesquisa investiga microalgas, conhecidas como fitoplâncton, coletadas nos tanques de aquicultura da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. As estudantes buscaram observar esses microrganismos e estabelecer conexões entre os ecossistemas de água doce do Pantanal e o ambiente marinho. Uma das etapas envolve representar as estruturas observadas por meio de desenhos manuais e compará-las com registros de organismos do mar. Embora estejam em ambientes diferentes, o fitoplâncton desempenha funções ecológicas fundamentais em ambos: contribui significativamente para a produção de oxigênio, participa da captura de carbono e influencia a regulação do clima do planeta.

O diferencial do trabalho reside na abordagem tecnológica. As alunas construíram dispositivos de microscopia e projeção utilizando materiais acessíveis — caixas de papelão e microlentes obtidas de ponteiras laser. Essa solução permite observar o fitoplâncton com equipamentos de baixo custo, ampliando as possibilidades de acesso à experimentação científica em ambientes educacionais onde recursos são limitados. Ana Lúcia Nunes da Silva, formada em Biologia e mestra em Zootecnia, acompanhou o desenvolvimento científico das estudantes na área de pesquisa. A coleta de amostras foi realizada com autorização da Dra. Cristiane Meldau, responsável pelos tanques da UEMS.

O trabalho é desenvolvido no âmbito do programa Escola Azul do Brasil/Ciência da Maré e está alinhado aos princípios da Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021–2030). A iniciativa busca fortalecer o protagonismo feminino nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, com ênfase nas Ciências do Mar, promovendo também a cultura oceânica, a equidade de gênero e a sustentabilidade.

A presença de cinco estudantes e uma orientadora na equipe evidencia como o incentivo à participação feminina pode abrir caminhos para que mais meninas se envolvam com a pesquisa, desenvolvam soluções criativas e ocupem espaços de destaque na ciência. A vitória na FECIAQ representa mais do que um reconhecimento acadêmico local — ela coloca em evidência a capacidade de estudantes do ensino médio de desenvolver pesquisas que unem criatividade, tecnologia acessível, preservação ambiental e inclusão.

Agora, com o credenciamento conquistado em Aquidauana, a equipe se prepara para a próxima etapa: apresentar sua pesquisa em uma importante vitrine nacional de projetos científicos. A participação na FEBRACE em março de 2027 ampliará a visibilidade do trabalho e do potencial da educação científica regional, mostrando que a ciência pode começar na realidade local e contribuir para discussões de alcance global.

A equipe integra o Centro de Educação Profissional de Aquidauana e é formada pelas estudantes Bianca, Leizyane, Maria Eduarda, Renatha e Yasmin, do primeiro e segundo anos do ensino médio
— Ana Lúcia Nunes da Silva, professora orientadora
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