Em um país onde apenas 17% dos programadores são mulheres, a Universidade Federal de Uberlândia responde ao silêncio com uma iniciativa deliberada: o PrograManas abre espaço exclusivo para que mulheres aprendam ciência de dados entre si, guiadas por outras mulheres. Realizado em dois sábados de julho e agosto no campus Santa Mônica, o projeto reconhece que a ausência feminina na tecnologia não é coincidência, mas herança — e que ambientes acolhedores podem ser o primeiro passo para desfazê-la.
PrograManas abre inscrições para curso de ciência de dados voltado a mulheres
Mulheres aprendem sem ter que provar que merecem estar ali
Por que um curso só para mulheres? Não seria melhor misturar os gêneros?
Porque quando você está em minoria em um espaço, você sente o peso disso. Mulheres em turmas mistas de programação frequentemente relatam se sentir desconfortáveis, questionadas, invisibilizadas. Um espaço só para mulheres muda a dinâmica — você aprende sem ter que provar que merece estar ali.
Mas 17% de mulheres programadoras — isso é realmente tão baixo assim?
É devastadoramente baixo. Significa que em cada cem programadores, apenas dezessete são mulheres. Se você pensar que mulheres são metade da população, você vê o tamanho do abismo.
Como um minicurso de dois sábados vai mudar isso?
Não vai mudar tudo sozinho. Mas é um ponto de entrada. Algumas mulheres que participam podem descobrir que gostam, que têm talento, que querem seguir nessa área. Outras podem levar essa experiência para suas comunidades. É um começo.
O que torna esse projeto diferente de outros cursos de programação?
Quem está ensinando são mulheres que já estão na área. Não é um homem explicando por que as mulheres deveriam aprender — são mulheres mostrando que já estão aqui e que há espaço para mais.
E as premiações, os certificados — isso importa?
Importa porque valida o aprendizado. Você sai com algo concreto nas mãos, uma prova de que fez isso. Para muitas mulheres, especialmente as que nunca tiveram contato com tecnologia, isso é importante psicologicamente.
The Pulse
- A tecnologia brasileira carrega uma lacuna persistente: mulheres são apenas 17% dos programadores e 15% das matrículas em Computação e Engenharias, números que revelam décadas de exclusão estrutural.
- O próprio PET Estatística da UFU percebeu o problema dentro de casa, ao notar que seus minicursos tradicionais eram frequentados majoritariamente por homens.
- O PrograManas responde com uma proposta direta: dois encontros práticos, nos dias 25 de julho e 1º de agosto, abertos exclusivamente a mulheres e ministrados por mulheres.
- Certificado, premiações e atividades pensadas para iniciantes compõem um ambiente desenhado para baixar as barreiras de entrada — não apenas técnicas, mas simbólicas.
- O projeto aposta que ver outras mulheres aprendendo e ensinando tecnologia pode mudar a percepção de que esse campo não é para elas.
Em um país onde apenas 17% dos programadores são mulheres, a Universidade Federal de Uberlândia responde ao silêncio com uma iniciativa deliberada: o PrograManas abre espaço exclusivo para que mulheres aprendam ciência de dados entre si, guiadas por outras mulheres. Realizado em dois sábados de julho e agosto no campus Santa Mônica, o projeto reconhece que a ausência feminina na tecnologia não é coincidência, mas herança — e que ambientes acolhedores podem ser o primeiro passo para desfazê-la.
A Universidade Federal de Uberlândia lança mais uma edição do PrograManas, curso introdutório de programação e ciência de dados voltado exclusivamente para mulheres e ministrado por mulheres. A iniciativa parte do Programa de Educação Tutorial do curso de Estatística e acontece em dois sábados — 25 de julho e 1º de agosto — das 9h às 13h, no campus Santa Mônica.
O projeto nasceu de uma constatação incômoda: no Brasil, mulheres representam apenas 17% dos profissionais de programação e 15% das matrículas em Ciência da Computação e Engenharia. Essa disparidade não é acidental — reflete décadas de afastamento sistemático de meninas e mulheres da tecnologia. O próprio PET Estatística identificou esse padrão em seus minicursos tradicionais, onde a presença masculina era amplamente dominante.
As atividades são práticas e pensadas para quem não tem experiência anterior. As participantes recebem certificado e concorrem a prêmios distribuídos ao longo das aulas. As inscrições são feitas por formulário on-line.
Mais do que treinamento técnico, o PrograManas propõe uma mudança de perspectiva: quando o ambiente de aprendizado é composto inteiramente por mulheres — alunas e professoras —, a tecnologia deixa de parecer um território fechado e passa a ser um espaço possível. É essa transformação sutil, mas profunda, que o projeto busca provocar.
A Universidade Federal de Uberlândia está abrindo as portas para um curso que tenta enfrentar um problema que persiste na tecnologia brasileira: a quase ausência de mulheres. Por meio do Programa de Educação Tutorial do curso de Estatística, a instituição lança uma nova edição do PrograManas, um projeto dedicado a ensinar programação e ciência de dados exclusivamente para mulheres, ministrado por mulheres.
O curso é introdutório e acontece em dois encontros, ambos aos sábados — 25 de julho e 1º de agosto — das 9 da manhã até a 1 da tarde, no campus Santa Mônica, no Bloco 3Q, Laboratório 105. As inscrições abrem por formulário on-line. Quem participar recebe certificado e tem a chance de ganhar prêmios distribuídos ao longo das aulas. As atividades são práticas, desenhadas para que mulheres sem experiência anterior possam começar a aprender de verdade.
O projeto nasceu de uma constatação incômoda. No Brasil, apenas 17% das pessoas que trabalham com programação são mulheres. Nos cursos de Ciência da Computação e Engenharia, as mulheres representam apenas 15% das matrículas. Essa disparidade não é acidental — ela reflete décadas de discriminação de gênero que afasta meninas e mulheres da tecnologia desde cedo. O próprio PET Estatística notou isso em seus próprios minicursos tradicionais: predominância clara de homens.
O PrograManas foi criado para ir na contramão dessa tendência. A ideia é simples mas importante: oferecer um espaço onde mulheres se sintam bem-vindas, onde possam trocar experiências com outras mulheres, desenvolver habilidades tecnológicas reais e, talvez mais importante, ver que a tecnologia não é um território exclusivamente masculino. É um projeto de inclusão que reconhece que diversidade de gênero importa — tanto no mercado de trabalho quanto nos cursos de exatas, onde a presença feminina ainda é marginal.
O que torna essa iniciativa significativa é que ela não apenas oferece treinamento técnico. Ela cria um ambiente pensado especificamente para reduzir as barreiras que mulheres enfrentam quando tentam entrar nesse campo. Quando você aprende programação em um espaço onde todas ao seu redor são mulheres, onde quem está ensinando é mulher, algo muda. A tecnologia deixa de parecer um clube fechado e passa a ser um lugar onde você também cabe.
Notable Quotes
O projeto surgiu a partir do cenário de discriminação de gênero no Brasil, que impacta negativamente a relação de mulheres com a tecnologia desde cedo— Programa de Educação Tutorial do curso de Estatística da UFU