Em João Pinheiro, estudantes de Agronomia da UniJK transformaram uma ideia acadêmica em realidade concreta: a primeira Feira Conecta Agro reuniu produtores rurais, empresas, cooperativas de crédito e tecnologia agrícola num único espaço, temperado pelo aroma de costela assada no fogo de chão. O evento, realizado em agosto de 2026 no Parque de Exposições da cidade, revelou que o agronegócio local não carece apenas de insumos e máquinas, mas de pontos de encontro onde comunidade e cadeia produtiva possam se reconhecer. Quando os alunos do sexto período assumiram a organização, estavam, sem talve
Primeira Conecta Agro de João Pinheiro reúne tecnologia, negócios e comunidade
Um passo gigantesco para João Pinheiro
Por que estudantes de Agronomia decidiram organizar uma feira? Não era trabalho demais?
Era exatamente o ponto. Eles queriam mostrar que conseguiam fazer isso — que a formação deles não era só teoria em sala de aula. Era uma forma de dizer: olha, a gente sabe como conectar gente, tecnologia, negócio.
E funcionou? Ou foi um evento pequeno, experimental?
Funcionou de um jeito que surpreendeu. Tanto que para o ano que vem o número de empresas já dobrou. Isso não acontece com eventos que não tocam em nada.
O que você acha que fez a diferença — a tecnologia, a comida, a localização?
Acho que foi a honestidade da proposta. Não era uma feira montada por gente de fora querendo vender algo para a cidade. Era gente da cidade, estudantes, dizendo: a gente quer fortalecer o que temos aqui.
E os empresários acreditaram nisso?
Acreditaram porque viram resultado. Um produtor rural conseguiu encontrar todos os seus fornecedores num lugar só. Uma cooperativa de crédito viu oportunidade de fazer negócio real. Não era marketing vazio.
Qual é o risco agora? Que a próxima edição não consiga manter esse momentum?
Talvez. Ou talvez o risco seja diferente — que cresça tanto que perca aquele caráter de coisa feita por gente que realmente se importa. Mas por enquanto, o que se vê é que João Pinheiro encontrou algo que faltava.
O Pulso
- Alunos do sexto período de Agronomia da UniJK assumiram o desafio de criar do zero a primeira feira de agronegócio de João Pinheiro, sem precedente local para seguir.
- A ausência de um espaço único que reunisse fornecedores, tecnologia e produtores rurais era uma lacuna sentida por empresários com mais de uma década de atuação na região.
- A programação gastronômica — costela gaúcha assada no chão — foi usada como estratégia deliberada para atrair não apenas o setor, mas toda a população da cidade.
- Cooperativas de crédito como o Sicoob Credipinho chegaram com linhas de financiamento prontas para fechar negócios no próprio evento, transformando a feira em mercado ativo.
- O sucesso da primeira edição foi tão expressivo que o número de empresas interessadas na próxima edição já dobrou, sinalizando a consolidação de um novo calendário para o município.
Em João Pinheiro, estudantes de Agronomia da UniJK transformaram uma ideia acadêmica em realidade concreta: a primeira Feira Conecta Agro reuniu produtores rurais, empresas, cooperativas de crédito e tecnologia agrícola num único espaço, temperado pelo aroma de costela assada no fogo de chão. O evento, realizado em agosto de 2026 no Parque de Exposições da cidade, revelou que o agronegócio local não carece apenas de insumos e máquinas, mas de pontos de encontro onde comunidade e cadeia produtiva possam se reconhecer. Quando os alunos do sexto período assumiram a organização, estavam, sem talvez saber, escrevendo o primeiro capítulo de uma tradição.
Num fim de semana de agosto, João Pinheiro recebeu uma combinação inusitada: o aroma de costela assada no fogo de chão dividindo espaço com máquinas agrícolas e plataformas de tecnologia rural. A mistura não era acidente — era a essência do Conecta Agro, a primeira feira de agronegócio da cidade, idealizada, organizada e executada integralmente pelos alunos do curso de Agronomia da UniJK.
Gabriel Xavier, um dos acadêmicos envolvidos, descreveu o evento como um convite aberto a toda a população, independentemente do grau de familiaridade com o setor agrícola. A programação gastronômica era parte da estratégia: não se tratava apenas de negócios, mas de construir comunidade em torno do campo. Willyder Leandro, coordenador do curso, creditou o mérito inteiramente aos alunos do sexto período e enxergou no evento algo maior — o primeiro passo para estabelecer em João Pinheiro um padrão de feira à altura do crescimento do município.
Do lado empresarial, a atmosfera era de oportunidade genuína. Rafael Furtado, com onze anos no agronegócio local, avaliou a feira como um ponto de convergência raro: num único lugar, o produtor encontrava todos os fornecedores de que precisava. O Sicoob Credipinho marcou presença com linhas de crédito para veículos, bicicletas elétricas e equipamentos, prontas para simulação e fechamento no próprio evento. Outros expositores, como Victor Gonzaga e Gabriel da Albernaz Electric, apostaram na região e reconheceram o potencial da iniciativa já na estreia.
Ao fim do sábado, o saldo era claro: o número de empresas interessadas na próxima edição havia dobrado. O Conecta Agro, nascido de uma ideia estudantil, havia se transformado num ponto de encontro que sinalizava algo mais duradouro — a consolidação de uma tradição compatível com o futuro que João Pinheiro está construindo.
Num fim de semana de agosto em João Pinheiro, a cidade recebeu uma mistura inusitada: de um lado, o aroma de costela assada no fogo de chão; do outro, máquinas agrícolas e plataformas de tecnologia rural. A combinação não era acidental. Era a receita do Conecta Agro, a primeira feira de agronegócio da cidade, e ela havia sido inteiramente concebida, organizada e executada pelos alunos do curso de Agronomia da UniJK. O evento abriu na sexta-feira e se estenderia até o sábado, 22 de agosto, até as sete da noite.
Gabriel Xavier, um dos acadêmicos envolvidos, explicou o que estava em jogo. Para ele, o Conecta Agro representava mais do que um evento: era um convite. Um convite para reunir toda a população de João Pinheiro, qualquer um com interesse ou curiosidade pela área agrícola, num único espaço. A programação gastronômica — aquela costela gaúcha assada no chão — era parte deliberada da estratégia. Não era apenas negócio; era comunidade.
Willyder Leandro, coordenador do curso, foi enfático em creditar o sucesso aos próprios alunos. O mérito, disse ele, pertencia integralmente aos acadêmicos do sexto período pela idealização, organização e execução, além aos parceiros que honraram o evento com sua presença. Mas Leandro via algo maior no horizonte. A proposta, conforme ele a descrevia, era estabelecer em João Pinheiro um padrão de feira que acompanhasse o crescimento do município. Era um passo gigantesco, nas suas palavras.
O impacto já era visível nos números. Para a edição seguinte, o número de empresas interessadas havia dobrado. Leandro reforçava o convite com detalhes práticos: café da manhã, almoço, recepção para produtores rurais e para a população em geral. O objetivo era claro — difundir tecnologia de diversos setores, criar conexões, fortalecer a cadeia.
Do lado das empresas, a atmosfera era de oportunidade genuína. Rafael Furtado, empresário que atuava há onze anos no agronegócio local, avaliava o evento como um ponto de convergência raro. Num único lugar, o produtor encontrava todos os fornecedores que precisava. Era uma chance concreta de fechar negócios. Furtado também elogiava a qualidade do ensino oferecido pela UniJK — um ensino que, segundo ele, preparava profissionais aptos para atuar no campo. Vários dos seus colaboradores haviam se formado ou estavam estudando na instituição.
Os parceiros financeiros também marcavam presença. Deusdedit, representante do Sicoob Credipinho, explicava a lógica da participação: apoiar o agronegócio, apoiar a universidade num evento crucial para a cidade. A cooperativa levava linhas de crédito para financiar veículos, bicicletas elétricas e equipamentos. A mensagem era direta: viu, gostou, traga o orçamento, fazemos a simulação, fechamos o negócio.
Outros empresários reforçavam a aposta na região. Victor Gonzaga falava sobre a necessidade de investir no município com tecnologia e profissionalismo — essa era, para ele, a fórmula para servir bem os produtores. Gabriel, da Albernaz Electric, havia notado o potencial gigante do evento já na primeira edição e decidiu participar. A feira, que funcionava no Parque de Exposições da cidade, havia atraído atenção pelo seu tamanho e pela seriedade da proposta.
Até as sete da noite daquele sábado, havia ainda tempo para conhecer os estandes, participar das apresentações, almoçar ao lado de produtores e acadêmicos. O Conecta Agro, nascido de uma ideia de estudantes, havia se transformado num ponto de encontro que sinalizava algo maior: a consolidação de um padrão de feira compatível com o crescimento que João Pinheiro vivia.
Citações Notáveis
É um momento de integrar toda a população pinheirense, todo mundo interessado na área, que tenha curiosidade— Gabriel Xavier, acadêmico de Agronomia
A honra e glória é totalmente dos acadêmicos, pela organização, realização e idealização, e dos nossos parceiros que estão aqui honrando a presença— Willyder Leandro, coordenador do curso