Primavera sob El Niño: calor acima de 40°C e chuva extrema em partes do Brasil

Um país fragmentado climaticamente, com enchentes e seca acontecendo simultaneamente
A primavera de 2026 será marcada por padrões climáticos profundamente desiguais entre regiões.
Mark

Por que o El Niño muda tanto o padrão de chuva em diferentes regiões do Brasil?

Mimi

El Niño aquece o oceano Pacífico, o que altera as correntes de ar e umidade que circulam pelo planeta. No Brasil, isso intensifica a umidade que vem da Amazônia em algumas áreas e reduz as chuvas em outras, criando esse padrão desigual que vemos agora.

Luke

Mas esses 97% de probabilidade da Noaa — isso é uma previsão de curto prazo ou de longo prazo? E como a gente sabe que vai realmente chegar a 40°C nessas regiões?

Mark

Boa pergunta. Então essas ondas de calor que começam em outubro — elas são inevitáveis ou ainda há margem de incerteza?

Mimi

A previsão da Climatempo aponta para um aumento do risco a partir de outubro, mas previsões climáticas de longo prazo sempre têm margem de erro. O que sabemos com mais certeza é que o El Niño muito forte cria as condições para isso acontecer.

Luke

Exatamente. A gente tem a previsão de 365,1 mm de chuva em São Paulo, mas isso é uma média — alguns dias podem ter muito mais, outros muito menos. E para o Nordeste, que vai ter seca, não temos números específicos de quanto vai chover a menos.

Mark

E as consequências práticas? Quem sofre mais com esse cenário?

Mimi

Agricultores no Nordeste enfrentarão perdas se a seca se prolongar. Mas também há risco de deslizamentos e enchentes no Sul e em São Paulo com as chuvas extremas. E o calor extremo afeta principalmente populações urbanas sem acesso a ar-condicionado.

Luke

Verdade, mas o texto não detalha impactos específicos em setores como energia, saúde ou agricultura. Sabemos que vai chover mais em São Paulo, mas não sabemos ainda como isso vai afetar a geração de energia hidrelétrica ou a produção agrícola nacional.

  • Um El Niño classificado como muito forte — com 97% de probabilidade segundo a Noaa — assume o controle do clima brasileiro a partir desta semana, ditando o ritmo da estação até dezembro.
  • O país se parte em dois: Sul e Sudeste sob risco de temporais e enchentes, Norte e Nordeste condenados à seca e à estiagem prolongada, sem perspectiva de alívio hídrico.
  • São Paulo pode receber mais de 365 mm de chuva na estação, o que representa uma oportunidade real de recuperação dos mananciais, mas também eleva o risco de eventos extremos em novembro e dezembro.
  • A partir de outubro, ondas de calor intensas ameaçam regiões como norte de Minas, Mato Grosso, Tocantins e Roraima, com termômetros podendo ultrapassar os 40°C em condições potencialmente perigosas.
  • A primavera de 2026 consolida um cenário de polarização climática extrema — algumas regiões alagadas, outras ressecadas, e quase todas sufocadas pelo calor.

A primavera de 2026 inaugura-se sob o signo de um El Niño excepcionalmente intenso, cujas forças reorganizam o clima do país em padrões profundamente desiguais. Enquanto o Sul e o Sudeste recebem chuvas abundantes que prometem aliviar mananciais ressequidos, o Norte e o Nordeste mergulham em seca prolongada, e quase todo o território enfrenta calor que pode ultrapassar os 40°C. É a antiga tensão entre excesso e escassez, agora amplificada por um fenômeno climático que a ciência já antecipava com 97% de certeza.

A primavera começa oficialmente nesta terça-feira, 22 de setembro, às 21h05 no horário de Brasília, carregando consigo um El Niño que deve atingir seu nível mais intenso ainda este mês. A Noaa estima em 97% a probabilidade de o fenômeno alcançar sua fase mais forte, determinando o padrão climático da estação inteira até 21 de dezembro.

O quadro que se forma é de profunda desigualdade regional. Sul e partes do Sudeste — São Paulo, Mato Grosso do Sul, sul do Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e sul de Goiás — receberão chuvas acima da média, alimentadas por frentes frias e pelo corredor de umidade amazônico. Em contrapartida, Norte e Nordeste enfrentarão precipitações abaixo do esperado e uma seca que deve se prolongar por toda a estação.

Em São Paulo, a previsão de 365,1 mm de chuva ao longo da primavera representa um alento para os mananciais da região, castigados por anos de estiagem. O benefício, porém, vem acompanhado de risco: temporais e eventos extremos devem se intensificar em novembro e dezembro no Sul e em Mato Grosso do Sul.

O calor será a marca mais severa da estação. Temperaturas acima de 40°C são esperadas no norte de Minas Gerais, Mato Grosso, Tocantins, Pará, leste do Amazonas e Roraima. O risco de ondas de calor cresce a partir de outubro, quando a combinação de umidade elevada e temperatura extrema pode gerar condições perigosas para a população. A primavera de 2026 se anuncia, assim, como uma estação de contrastes radicais — enchentes em alguns cantos, seca em outros, e calor sufocante em quase todos.

A primavera chega nesta terça-feira, 22 de setembro, às 21h05 no horário de Brasília, trazendo consigo um El Niño que promete ser um dos mais intensos dos últimos anos. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos calcula em 97% a probabilidade de o fenômeno alcançar seu nível mais forte ainda este mês, estabelecendo o tom climático para toda a estação até 21 de dezembro.

O padrão que se desenha é profundamente desigual. Enquanto o Sul e partes do Sudeste — incluindo São Paulo, Mato Grosso do Sul, sul do Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro e sul de Goiás — receberão chuvas acima da média, o Norte e o Nordeste enfrentarão redução das precipitações e um período seco prolongado. Frentes frias e o corredor de umidade que desce da Amazônia alimentarão as tempestades no Centro-Oeste, Sudeste e no centro-sul da região Norte, criando um cenário de instabilidade climática concentrada.

Na capital paulista, as previsões apontam para 365,1 milímetros de chuva ao longo de toda a estação — um volume que pode contribuir significativamente para a recuperação dos mananciais da região, um alívio diante dos períodos de estiagem que marcaram os últimos anos. Mas esse benefício vem acompanhado de risco: temporais e eventos extremos devem persistir em São Paulo, no Sul e em Mato Grosso do Sul durante novembro e dezembro.

O calor, porém, será a marca mais agressiva desta primavera. A Climatempo prevê temperaturas acima ou muito acima do normal em quase todo o país. Dias com termômetros ultrapassando 40°C são esperados no norte de Minas Gerais, norte de Goiás, Mato Grosso, interior nordestino, Tocantins, Pará, leste do Amazonas e Roraima. O risco de ondas de calor intensifica-se a partir de outubro, quando a combinação de umidade e temperatura extrema pode criar condições perigosas em várias regiões.

O que emerge é um retrato de um país fragmentado climaticamente: algumas áreas enfrentarão enchentes e tempestades, outras sofrerão com seca prolongada, e muitas terão de lidar simultaneamente com calor extremo. A primavera de 2026 será marcada por essa polarização, com consequências que se estenderão até o final do ano.

Risco de ondas de calor aumenta a partir de outubro, enquanto temporais e eventos extremos devem persistir no Sul, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul durante novembro e dezembro
— Previsões climáticas da Climatempo
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