Previsão reforça Super El Niño histórico com anomalias acima de 3°C em 2026/27

El Niño de intensidade histórica pode impactar padrões climáticos globais, afetando agricultura, recursos hídricos e condições meteorológicas extremas em múltiplas regiões.
Um El Niño que poderia estar entre os mais intensos já registrados
Os modelos climáticos convergem para anomalias de 3,1°C, superando eventos históricos de 1982, 1997 e 2015.
Mark

Por que essa previsão de agora é mais confiável que as anteriores?

Mimi

Porque incorpora o aquecimento recorde que o Pacífico já atingiu em julho. Os modelos não estão apenas extrapolando — estão começando de um ponto muito mais quente do que o normal.

Mark

3,1°C é realmente tão extremo assim?

Mimi

Para colocar em perspectiva: desde 1950, quando começamos a medir com precisão, poucos El Niños ultrapassaram 2,5°C. Estamos falando de um evento que poderia estar entre os três ou quatro mais intensos já registrados.

Mark

E se o modelo europeu estivesse incluído? Mudaria muito?

Mimi

A média do ensemble seria ainda mais alta. O ECMWF sozinho projeta 3,5°C em dezembro. Sua exclusão, na verdade, torna a previsão atual mais conservadora do que poderia ser.

Mark

Qual é o risco real para as pessoas?

Mimi

Padrões de chuva desorganizados, secas em regiões agrícolas críticas, inundações em outras. Um El Niño dessa intensidade não é apenas um número — é redistribuição de água e energia na atmosfera em escala planetária.

Mark

Quando saberemos se a previsão está correta?

Mimi

Entre outubro e dezembro. É quando os modelos indicam o pico. Se as anomalias realmente ultrapassarem 3°C, teremos confirmação de um evento histórico. Se ficarem abaixo de 2,5°C, os modelos terão errado significativamente.

  • O Pacífico Equatorial já registra anomalias de +2,1°C na região Niño 3.4 em pleno julho, com bolhas de calor subsuperficiais superiores a 6°C sinalizando que o aquecimento é estrutural, não passageiro.
  • Os modelos dinâmicos do IRI elevaram a projeção de pico de 2,6°C para 3,1°C em apenas um mês, uma revisão que não é marginal — é um salto nas expectativas sobre a intensidade do fenômeno.
  • O serviço Copernicus, reunindo nove modelos independentes, projeta anomalias de até 3,5°C em dezembro, enquanto o ECMWF — excluído do ensemble principal do IRI desde 2025 — aponta sozinho para valores acima de 3°C a partir de outubro.
  • Se confirmado, este seria o El Niño mais intenso já registrado, superando eventos memoráveis de 1982, 1997 e 2015, com impactos esperados sobre agricultura, recursos hídricos e fenômenos meteorológicos extremos em escala global.

No coração do Pacífico Equatorial, as águas já falam em uma linguagem que os cientistas reconhecem com inquietação: anomalias de temperatura que evocam os grandes eventos climáticos da história moderna. O Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade, vinculado à Universidade de Columbia, reuniu 24 simulações climáticas que convergem para um El Niño potencialmente sem precedentes entre 2026 e 2027, com picos que podem ultrapassar 3°C acima do padrão histórico. Quando o oceano aquece dessa forma — não apenas na superfície, mas nas camadas profundas — o planeta inteiro sente as consequências, da agricultura às chuvas, das colheitas às secas.

Os modelos climáticos mais respeitados do mundo estão convergindo para um cenário raro: um El Niño de intensidade histórica entre 2026 e 2027. A atualização divulgada pelo Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade, da Universidade de Columbia, reúne 24 simulações e aponta para anomalias de temperatura que podem ultrapassar 3°C — um patamar que colocaria este evento entre os mais extremos já documentados.

O ponto de partida já é extraordinário. Em meados de julho, o Oceano Pacífico Equatorial atingiu temperaturas recordes para a época, com a região Niño 3.4 registrando anomalia de 2,1°C. Mais revelador ainda: as águas subsuperficiais apresentavam uma bolha quente com anomalias superiores a 6°C, indicando aquecimento estruturado nas camadas oceânicas, não apenas na superfície. Os dados do Climate Reanalyzer mostram que, desde junho, as temperaturas do Niño 3.4 ultrapassaram 29°C — superando registros de anos marcados por El Niños memoráveis como 1982, 1997 e 2015.

Em relação à rodada anterior de previsões, a intensificação é significativa: o pico projetado saltou de 2,6°C para 3,1°C entre o final do inverno e o início da primavera do Hemisfério Sul. Um detalhe adicional reforça o cenário: o ECMWF, excluído do ensemble principal do IRI desde 2025, projeta independentemente anomalias acima de 3°C a partir de outubro. O serviço Copernicus, com nove modelos de diferentes centros, aponta até 3,5°C em dezembro.

Historicamente, eventos dessa magnitude redistribuem padrões de chuva e seca em escala global, afetam colheitas, alteram a disponibilidade de água doce e intensificam fenômenos extremos. A convergência de modelos sugere que agricultores, gestores hídricos e autoridades de proteção civil em todo o mundo precisarão de atenção redobrada nos próximos meses. Os termômetros oceânicos já estão falando.

Os modelos climáticos mais respeitados do mundo estão convergindo para um cenário que poucos esperavam ver em suas vidas: um El Niño de intensidade histórica prestes a se desenrolar entre 2026 e 2027. A atualização divulgada nesta segunda-feira pelo Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade, vinculado à Universidade de Columbia, reúne previsões de 24 simulações climáticas diferentes e aponta para anomalias de temperatura que podem ultrapassar 3°C — um patamar que, se confirmado, colocaria este evento entre os mais extremos já registrados.

O que torna essa previsão particularmente significativa é o ponto de partida. Em meados de julho, o Oceano Pacífico Equatorial já havia atingido temperaturas recordes para essa época do ano. A região Niño 3.4, que funciona como o termômetro principal para monitorar o fenômeno, registrou uma anomalia de 2,1°C em relação aos padrões históricos — um valor que, por si só, já caracteriza condições típicas de El Niños muito intensos. Mais profundamente, as águas subsuperficiais apresentavam uma bolha quente com anomalias superiores a 6°C, sugerindo que o aquecimento não era superficial, mas estruturado nas camadas oceânicas.

Os dados do Climate Reanalyzer reforçam a excepcionalidade do momento. Desde junho, tanto a temperatura média dos oceanos globais quanto a região específica do Niño 3.4 ultrapassaram 29°C — um recorde que supera os registros de anos marcados por El Niños memoráveis, como 1982, 1997 e 2015. A linha vermelha nos gráficos de monitoramento se destaca de todas as demais, uma visualização clara de que 2026 está trilhando um caminho sem precedentes recentes.

Os modelos dinâmicos do IRI, considerados mais confiáveis para previsões nesse horizonte temporal, mostram uma intensificação adicional em relação à rodada anterior. Enquanto em junho o valor máximo projetado era de 2,6°C, as simulações iniciadas em julho apontam para um pico de aproximadamente 3,1°C entre o final do inverno e o início da primavera do Hemisfério Sul. Essa elevação não é marginal — representa uma mudança significativa nas expectativas de como o fenômeno evoluirá nos próximos meses.

Um detalhe importante complica e, simultaneamente, reforça esse cenário. Desde 2025, o Instituto de Columbia deixou de incorporar as previsões do Centro Europeu de Previsões de Médio Prazo em seu ensemble principal. Porém, as simulações do ECMWF, quando analisadas independentemente, indicam anomalias superiores a 2,5°C a partir de agosto e ultrapassando 3°C a partir de outubro. Se essas previsões ainda integrassem o conjunto do IRI, a média geral seria ainda mais elevada. O próprio serviço Copernicus de mudanças climáticas, que reúne nove modelos de diferentes centros, projeta anomalias de até 3,5°C em dezembro.

O que significa um El Niño dessa magnitude para o planeta? Historicamente, eventos muito intensos redistribuem padrões de chuva e seca em escala global, afetam colheitas, alteram disponibilidade de água doce e intensificam fenômenos meteorológicos extremos em múltiplas regiões. A convergência de modelos apontando para um evento potencialmente recorde sugere que os próximos meses exigirão atenção redobrada de agricultores, gestores de recursos hídricos e autoridades de proteção civil em todo o mundo. Os termômetros oceânicos já estão falando; agora é questão de observar como o planeta responde.

As águas subsuperficiais apresentam uma bolha quente com anomalias superiores a 6°C próximas à superfície
— Centro de Previsão Climática da NOAA
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