No Maracanã, um clássico carioca terminou com placar mínimo e deixou mais do que uma derrota no campo — deixou uma crise de confiança nas instituições que deveriam garantir a justiça do jogo. O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, escolheu a palavra pública antes mesmo da palavra técnica, colocando a arbitragem no centro de uma derrota que, para ele, foi construída fora do alcance de seus jogadores. Em momentos assim, o futebol revela algo maior: a tensão permanente entre o resultado que se vê e a legitimidade que se sente.
Presidente do Fluminense detona arbitragem após derrota para o Flamengo
Como é que a gente vai ganhar um jogo assim? É impossível.
Quando você vê um presidente de um grande clube falar assim sobre arbitragem, é só frustração no momento, ou há algo mais estrutural sendo denunciado?
Acho que é os dois. Sim, há frustração imediata — perdeu um clássico importante. Mas Montenegro está nomeando padrões: uma expulsão não marcada, dois pênaltis não concedidos, tudo no mesmo jogo. Ele está dizendo que isso torna impossível competir.
Mas precisamos ser cuidadosos aqui. Montenegro viu o lance de Pulgar e acredita que foi expulsão. O árbitro e o VAR viram e acharam que foi amarelo. Não sabemos o que o VAR estava vendo ou pensando — Montenegro está especulando que dormiam.
Verdade. Mas o ponto dele sobre o joelho de Castillo com a marca da trava é concreto. Isso é um detalhe que ele viu e está documentando.
E os pênaltis? Ele nomeou dois especificamente.
Nomeou, mas não temos a visão da arbitragem sobre por que não foram marcados. Pode haver ângulos, interpretações de regra, que não estão neste relato. A frustração é legítima; a certeza de que estavam errados é mais complicada.
O que não é complicado é que o Fluminense perdeu, está em terceiro, e o Flamengo lidera. Se Montenegro está certo sobre os lances, isso mudaria o resultado. Se está errado, ainda assim perderam.
Então a questão real é: como a CBF ou a confederação responde a isso? Há algum mecanismo de revisão?
Não sabemos pelo que foi publicado. Isso seria a próxima pergunta importante.
Der Puls
- Montenegro subiu ao microfone antes do próprio técnico, sinalizando que a urgência não era tática — era moral.
- A entrada de Pulgar em Castillo, com a marca da trava visível no joelho do atacante, tornou-se o símbolo de tudo o que o presidente considerou indefensável na atuação do árbitro Klein.
- Dois pênaltis não marcados e um VAR que, nas palavras do dirigente, parecia adormecido, compuseram um quadro de acúmulo que ele julgou impossível de superar.
- Com 13 pontos de diferença para o Flamengo na tabela, a derrota aprofundou a distância na briga pelo título e transformou a frustração esportiva em questionamento institucional.
No Maracanã, um clássico carioca terminou com placar mínimo e deixou mais do que uma derrota no campo — deixou uma crise de confiança nas instituições que deveriam garantir a justiça do jogo. O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, escolheu a palavra pública antes mesmo da palavra técnica, colocando a arbitragem no centro de uma derrota que, para ele, foi construída fora do alcance de seus jogadores. Em momentos assim, o futebol revela algo maior: a tensão permanente entre o resultado que se vê e a legitimidade que se sente.
No domingo à noite no Maracanã, o Fluminense perdeu para o Flamengo por 1 a 0 — e o presidente Mattheus Montenegro decidiu falar antes mesmo do técnico Marcão chegar à coletiva. Sem rodeios, classificou a atuação do árbitro Rafael Rodrigo Klein com palavras duras e foi direto ao ponto que mais o incomodava.
O lance central da sua reclamação foi uma entrada de Erick Pulgar em Rodrigo Castillo no primeiro tempo. Para Montenegro, a marca da trava da chuteira do volante chileno no joelho do atacante tricolor era evidência suficiente para expulsão — mas Klein aplicou apenas cartão amarelo. O presidente questionou abertamente a utilidade do VAR naquele momento.
Além disso, Montenegro apontou dois pênaltis que, segundo ele, foram ignorados: um sobre Savarino e outro em que Léo Ortiz acertou Castillo com a sola do pé após o chute do atacante. Sua conclusão era direta — quando um clássico entre o terceiro e o primeiro colocados acumula uma expulsão não marcada e dois pênaltis negados, competir em igualdade se torna impossível.
Dois episódios menores completaram sua insatisfação: um toque de mão de Léo Pereira em cobrança de lateral e um cartão amarelo em Canobbio que ele considerou injusto. Ao encerrar, reforçou que saía muito triste com o que havia visto.
Com o resultado, o Fluminense ficou em terceiro com 51 pontos, enquanto o Flamengo chegou a 64 e manteve a liderança na 30ª rodada. A fala de Montenegro ecoava algo além de uma derrota: a sensação de que o jogo havia sido decidido antes de terminar.
No domingo à noite no Maracanã, o Fluminense saiu derrotado por 1 a 0 para o Flamengo, e o presidente Mattheus Montenegro não guardou suas frustrações. Antes mesmo da coletiva de imprensa do técnico Marcão, ele subiu para fazer um pronunciamento direto sobre o que havia visto em campo — e o que não havia visto a arbitragem fazer.
Montenegro foi ao ponto. Classificou a atuação do árbitro Rafael Rodrigo Klein como "um lixo, uma merda", sem rodeios. A principal reclamação girava em torno de um lance no primeiro tempo envolvendo Erick Pulgar, o volante chileno do Flamengo, que entrou forte em Rodrigo Castillo, atacante do Tricolor. Pulgar recebeu apenas cartão amarelo. Para o presidente, deveria ter sido expulsão. Montenegro apontou que a marca da trava da chuteira de Pulgar estava visível no joelho de Castillo — uma evidência física que, em sua leitura, tornava o lance indefensável. Ele questionou a utilidade do VAR naquele momento, sugerindo que os responsáveis pela revisão estavam dormindo.
Mas a insatisfação não parou ali. Montenegro listou dois pênaltis que, segundo ele, deveriam ter sido marcados e não foram. O primeiro envolveria Savarino; o segundo, Castillo sendo atingido por Léo Ortiz, o zagueiro do Flamengo, que chegou com a sola do pé depois que o atacante tricolor já havia chutado. O presidente argumentou que quando um jogo de tanta importância — terceiro colocado contra o primeiro — tem uma expulsão não marcada e dois pênaltis ignorados, fica impossível vencer. Não há como competir em igualdade de condições.
Houve ainda dois episódios menores que o irritaram: um toque de mão de Léo Pereira durante uma cobrança de lateral do Fluminense que passou sem punição, e o cartão amarelo recebido por Canobbio, que Montenegro considerou injustificado. Ele encerrou seu pronunciamento reforçando a mensagem central: estava muito triste com o que a arbitragem havia feito naquele dia.
Com a derrota, o Fluminense permaneceu na terceira colocação com 51 pontos. O Flamengo subiu para 64 e manteve a liderança do Campeonato Brasileiro na 30ª rodada. A frustração de Montenegro refletia não apenas uma partida perdida, mas a sensação de que as decisões do árbitro e do VAR haviam tirado qualquer chance de seu time competir de forma justa.
Bemerkenswerte Zitate
A arbitragem foi um lixo, uma merda— Mattheus Montenegro, presidente do Fluminense
Quando você vê um jogo dessa importância, o terceiro time do campeonato contra o primeiro time do campeonato, e tem uma expulsão que ele não dá e dois pênaltis, como é que a gente vai ganhar um jogo?— Mattheus Montenegro