No domingo em que o Maracanã voltou a ser palco de um dos maiores clássicos do futebol brasileiro, a derrota do Fluminense por 1 a 0 diante do Flamengo abriu espaço para uma questão que transcende o placar: até onde a arbitragem molda o destino de uma partida? O presidente Mattheus Montenegro, carregando o peso de quem se sente impotente diante de decisões que considera injustas, escolheu a sala de imprensa para dar voz a uma frustração que, no futebol nacional, raramente encontra resposta satisfatória. É o eterno dilema entre o erro humano tolerável e o erro que parece sistemático — e a linha
Presidente do Fluminense critica arbitragem de clássico: 'Foi um lixo'
A arbitragem hoje foi um lixo. Uma merda.
O presidente realmente acredita que esses três lances — a expulsão não dada e os dois pênaltis — teriam mudado o resultado?
Ele não diz isso explicitamente, mas a lógica está lá: com uma expulsão, o Flamengo jogaria com dez; com dois pênaltis convertidos, o Fluminense teria virado o jogo. Ele está dizendo que era impossível ganhar nessas condições.
Mas aí está o problema — a gente não sabe se Castillo teria convertido os pênaltis, ou se o Flamengo com dez jogadores teria se comportado diferente. Montenegro está extrapolando da reclamação legítima para uma conclusão que não pode provar.
E quanto ao VAR? Por que não marcou?
Essa é a pergunta que Montenegro faz também. Ele viu a marca da chuteira no joelho de Castillo, questionou se o VAR estava dormindo. É uma crítica à tecnologia que deveria estar ali para corrigir erros.
Verdade, mas o texto não explica qual era a posição do VAR naquele momento, se havia ângulo claro, se houve revisão. Sabemos que Montenegro viu a marca, mas não sabemos o que o VAR viu ou por que não agiu.
Isso é um padrão no Fluminense ou foi um dia ruim?
Montenegro deixa claro que já reclamou outras vezes sobre arbitragem neste Campeonato, sempre com cautela. Mas ele diz que neste domingo não teve jeito — foi além do normal.
Ele menciona que já falou sobre arbitragem "algumas vezes" e "todas com muita cautela", mas não temos números, não sabemos quantas vezes ou quais foram as outras reclamações. É uma afirmação que fica sem contexto.
O Pulso
- O Fluminense perdeu o clássico por 1 a 0, mas a derrota que mais doeu foi a sensação de que o jogo foi decidido fora do campo.
- O presidente Montenegro foi à imprensa com palavras duras — 'um lixo', 'uma merda' — descrevendo o que viu como uma sequência inaceitável de erros arbitrais.
- Três decisões concentram a indignação: um cartão amarelo que deveria ter sido vermelho para Pulgar, e dois pênaltis não marcados envolvendo Savarino e Castillo.
- O VAR, criado justamente para corrigir erros flagrantes, foi questionado diretamente pelo dirigente, que perguntou onde estava a tecnologia quando mais era necessária.
- A controvérsia reacende um debate crônico no futebol brasileiro sobre a confiabilidade da arbitragem nos jogos de maior peso e visibilidade.
No domingo em que o Maracanã voltou a ser palco de um dos maiores clássicos do futebol brasileiro, a derrota do Fluminense por 1 a 0 diante do Flamengo abriu espaço para uma questão que transcende o placar: até onde a arbitragem molda o destino de uma partida? O presidente Mattheus Montenegro, carregando o peso de quem se sente impotente diante de decisões que considera injustas, escolheu a sala de imprensa para dar voz a uma frustração que, no futebol nacional, raramente encontra resposta satisfatória. É o eterno dilema entre o erro humano tolerável e o erro que parece sistemático — e a linha entre os dois nunca foi tão difícil de traçar.
O Fluminense deixou o Maracanã derrotado por 1 a 0 no clássico contra o Flamengo, disputado no domingo 11 de outubro pelo Campeonato Brasileiro, mas a frustração do clube não ficou restrita ao resultado. Depois de Samuel Xavier, lateral e capitão, já ter criticado a arbitragem, o presidente Mattheus Montenegro foi à sala de imprensa para expor o que considerou uma série de erros decisivos.
Montenegro não poupou palavras. Chamou a arbitragem de 'um lixo' e de 'uma merda', repetindo a expressão para reforçar o peso da crítica. Reconheceu que, como dirigente, costuma falar com cautela sobre o tema — mas afirmou que, naquele domingo, o silêncio era impossível. O principal ponto de discórdia foi um lance envolvendo Pulgar: Montenegro viu a marca da trava da chuteira no joelho de Castillo e defendeu que o cartão amarelo dado deveria ter sido vermelho, questionando a omissão do VAR.
Além da expulsão não concedida, o presidente apontou dois pênaltis não assinalados a favor do Fluminense — um em lance com Savarino, outro com Castillo, quando Léo Ortiz teria chegado com a sola do pé. Para Montenegro, a soma dessas três decisões tornava a vitória simplesmente inatingível. Ele encerrou o pronunciamento reiterando sua tristeza e repetindo a avaliação sobre a arbitragem conduzida por Rafael Rodrigo Klein, do Rio Grande do Sul.
O episódio recoloca em pauta uma discussão recorrente no futebol brasileiro: a qualidade das decisões arbitrais nos clássicos de maior importância — e desta vez, a crítica veio diretamente da presidência de um dos clubes envolvidos.
O Fluminense saiu do Maracanã derrotado por 1 a 0 no clássico contra o Flamengo, disputado no domingo 11 de outubro pelo Campeonato Brasileiro, e a frustração transbordou para além do campo. Depois que o lateral-direito e capitão Samuel Xavier já havia se pronunciado contra as decisões da arbitragem, foi a vez do presidente Mattheus Montenegro ocupar a sala de imprensa do estádio para desabafar sobre o que viu como uma sequência de erros que custaram caro ao time tricolor.
Montenegro não mediu palavras. Disse que a arbitragem foi "um lixo", "uma merda" — repetiu a expressão para deixar claro o peso de sua crítica. O presidente reconheceu que, como dirigente, tem responsabilidade ao falar sobre arbitragem, e que já havia feito reclamações outras vezes com cautela. Mas naquele domingo, afirmou, não havia jeito de ficar calado. O que o incomodava começava com uma decisão sobre o jogador Pulgar: um cartão amarelo que, na avaliação de Montenegro, deveria ter sido vermelho. O presidente viu a marca da trava da chuteira no joelho de Castillo e questionou onde estava o VAR, se não estava dormindo.
Além da expulsão não concedida, Montenegro apontou dois pênaltis que não foram marcados a favor do Fluminense. Um deles envolveu Savarino, o outro Castillo — neste último, segundo o presidente, o defensor Léo Ortiz chegou com a sola do pé. A sequência de três decisões não tomadas — a expulsão e os dois pênaltis — era, na visão de Montenegro, simplesmente impossível de superar. Como ganhar um jogo quando a arbitragem nega expulsão e pênaltis em lances que qualquer pessoa vendo o jogo conseguia identificar? O presidente encerrou seu pronunciamento dizendo estar muito triste com o que havia acontecido, reiterando que a arbitragem foi "uma merda".
O árbitro responsável pelas decisões foi Rafael Rodrigo Klein, do Rio Grande do Sul. O clássico, válido pela principal competição do futebol brasileiro, deixou em aberto a questão sobre a qualidade das decisões arbitrais em partidas de grande importância — um tema que volta à tona regularmente no futebol nacional e que, desta vez, chegou à voz do próprio presidente do clube.
Citações Notáveis
Para ficar bem claro: a arbitragem hoje foi um lixo. Uma merda. Um lixo, uma merda.— Mattheus Montenegro, presidente do Fluminense
Qualquer pessoa que está vendo o jogo viu que era para expulsão.— Mattheus Montenegro