Preços de SSD e memória devem subir até 2030, alerta CEO da Phison

Os preços devem continuar subindo até 2030 ou além
CEO da Phison alerta sobre escassez estrutural de NAND flash que manterá SSDs caros por pelo menos quatro anos.
Mark

Por que exatamente quatro anos? Não há forma de acelerar a construção de uma fábrica de semicondutores?

Mimi

Não, não há atalho real. Uma fábrica de NAND flash é uma das estruturas industriais mais complexas do mundo. Você precisa de equipamento especializado, infraestrutura de energia, sistemas de refrigeração, salas limpas com padrões extremamente rigorosos. Tudo isso leva tempo. Quatro anos é o mínimo viável.

Mark

Então, mesmo que os fabricantes investissem bilhões agora, não conseguiríamos ter mais SSDs baratos em 2027?

Mimi

Exatamente. O dinheiro já está sendo investido, mas os frutos só chegam em 2030 ou depois. É por isso que o CEO da Phison foi tão claro: essa escassez é estrutural, não é uma flutuação de mercado que vai passar em alguns meses.

Mark

A inteligência artificial é realmente o culpado aqui?

Mimi

É o acelerador principal. A IA não criou a escassez de semicondutores, mas amplificou enormemente a demanda. Um data center de IA consome armazenamento em volumes que nenhuma outra aplicação consegue igualar. E diferentemente da memória RAM, onde talvez você consiga usar modelos mais eficientes, o armazenamento não tem essa flexibilidade.

Mark

O que isso significa para quem quer comprar um SSD novo em 2027?

Mimi

Significa que os preços devem continuar altos, e a disponibilidade pode ser limitada. Os data centers de IA terão prioridade na cadeia de suprimentos. O consumidor de varejo está em segundo plano agora.

Mark

A Phison está realmente abandonando o mercado de consumo?

Mimi

Não é abandono, é realocação de recursos. A empresa está sendo pragmática: há mais lucro e mais demanda garantida no segmento enterprise e de IA. Faz sentido comercial, mas deixa o consumidor comum em posição mais frágil.

  • A demanda por armazenamento e memória impulsionada pela IA cresce em meses, mas novas fábricas de NAND flash levam quatro anos para entrar em operação — uma assimetria que não tem solução rápida.
  • Executivos da Phison e da Micron convergem no mesmo alerta: o gargalo de abastecimento é estrutural e se intensificará entre o final de 2026 e o início de 2027.
  • Os SSDs estão em posição ainda mais vulnerável do que a memória RAM, pois a demanda por armazenamento de dados de IA não possui a válvula de escape que modelos mais leves oferecem à DRAM.
  • A Phison já reposicionou sua estratégia internamente, reduzindo recursos para o varejo e priorizando clientes enterprise e data centers de IA na alocação de produtos.
  • O consumidor que planeja montar ou atualizar um PC pessoal passa a ocupar os últimos lugares na fila global de suprimentos, enfrentando menor disponibilidade e preços mais elevados até 2030.

Em um momento em que a inteligência artificial redefine as prioridades industriais do planeta, o CEO da Phison, Pua Khein-Seng, anuncia que a escassez estrutural de memória NAND flash deverá persistir até pelo menos 2030 — não por falta de vontade, mas pela matemática implacável da construção de fábricas de semicondutores, que exige anos entre o investimento e a produção. O consumidor comum, que simplesmente deseja atualizar seu computador, descobre-se agora em posição secundária numa cadeia de suprimentos reorientada para servir os grandes centros de dados da era da IA.

Pua Khein-Seng, CEO da Phison — uma das maiores fabricantes mundiais de controladores NAND flash —, lançou um alerta direto: quem planeja atualizar o computador nos próximos anos precisará se preparar para pagar mais. Os preços de SSDs e memória devem continuar subindo até pelo menos 2030, e a razão é estrutural: a oferta de NAND flash simplesmente não conseguirá acompanhar a demanda pelo período mínimo de quatro anos.

O problema está na matemática da indústria. Entre a decisão de construir uma nova fábrica de semicondutores e o momento em que ela começa a produzir para o mercado, passam-se cerca de quatro anos. Mesmo com bilhões sendo investidos agora, os frutos dessas instalações ainda demorarão a chegar. Esse intervalo, segundo Khein-Seng, é simplesmente inevitável.

O grande motor da crise é a explosão da inteligência artificial. Data centers de IA consomem volumes massivos de memória e armazenamento, e essa pressão deve se intensificar entre o final de 2026 e o início de 2027. A Phison já acumula estoques antecipadamente para tentar garantir fornecimento estável, mas o executivo reconhece que o abastecimento de NAND flash não cresce no ritmo que a IA exige. Sumit Sadana, da Micron, reforçou a mesma visão: montar um data center leva meses; construir uma fábrica de semicondutores leva anos.

Os SSDs saem em situação ainda mais delicada do que a memória RAM. Enquanto a crise de DRAM poderia ser parcialmente aliviada por modelos de IA mais eficientes, a demanda por armazenamento não tem essa saída — os dados gerados pelos servidores de IA precisam ser guardados em algum lugar, e esse lugar é, em grande parte, NAND flash.

Diante desse cenário, a Phison já sinalizou uma mudança estratégica clara: menos recursos para o varejo, mais foco em clientes enterprise e em IA. Na prática, o consumidor que quer comprar um SSD para uso pessoal desce vários degraus na lista de prioridades da cadeia global de suprimentos. Os data centers receberão alocação preferencial, e o mercado de consumo terá de conviver com disponibilidade reduzida e preços elevados até que a capacidade produtiva consiga, enfim, acompanhar a demanda voraz da inteligência artificial.

Pua Khein-Seng, presidente executivo da Phison, uma das maiores fabricantes mundiais de controladores de memória NAND flash, trouxe uma notícia que não é bem-vinda para quem planeja atualizar o computador nos próximos anos: os preços de SSDs e memória RAM devem continuar subindo até pelo menos 2030. A razão é estrutural e quase impossível de contornar rapidamente. A oferta de NAND flash não conseguirá acompanhar a demanda por um período mínimo de quatro anos, criando um gargalo que afetará consumidores e empresas em todo o mundo.

O problema começa com a matemática cruel da indústria de semicondutores. Quando uma fabricante decide construir uma nova fábrica de NAND flash, o tempo entre o investimento inicial e o momento em que essa unidade começa a produzir efetivamente para o mercado é de aproximadamente quatro anos. Isso significa que mesmo que bilhões de dólares estejam sendo investidos agora em novas instalações, os produtos dessas fábricas ainda levarão anos para chegar às prateleiras. Segundo Khein-Seng, esse intervalo é simplesmente inevitável na construção de infraestrutura de semicondutores.

O grande acelerador dessa crise é a explosão da demanda por inteligência artificial. Data centers de IA consomem quantidades massivas de memória e armazenamento, e essa demanda deve aumentar ainda mais entre o final de 2026 e o início de 2027. A Phison já está acumulando estoque antecipadamente na tentativa de garantir um fornecimento mais estável pelos próximos dois anos, mas o executivo reconhece que o verdadeiro gargalo está no abastecimento de NAND flash, que simplesmente não cresce no ritmo que a indústria de IA exige. Sumit Sadana, executivo da Micron, reforçou essa visão na semana anterior, destacando as dificuldades de expandir rapidamente as fábricas de memória. A lógica é simples: um data center de IA pode ser montado em meses, mas uma fábrica de semicondutores leva anos para sair do papel.

O mercado de armazenamento enfrenta um desafio ainda maior do que o de memória RAM convencional. Enquanto a crise de DRAM poderia, em teoria, ser parcialmente aliviada pela adoção de modelos de IA mais leves e eficientes, a demanda por armazenamento não tem essa válvula de escape. Os volumes massivos de dados gerados e consumidos pelos servidores de IA precisam ser guardados em algum lugar, e esse lugar é, em grande parte, NAND flash. Isso coloca os SSDs em uma posição ainda mais vulnerável do que os módulos de RAM no médio prazo, tornando-os particularmente suscetíveis aos aumentos de preço.

Com esse cenário se desenhando, a Phison já sinalizou uma mudança estratégica interna que reflete a realidade do mercado: a empresa está reduzindo os recursos destinados ao segmento de varejo e deslocando o foco para os segmentos enterprise e de inteligência artificial. Na prática, isso significa que o consumidor que deseja comprar um SSD para montar ou atualizar um PC pessoal está descendo vários degraus na lista de prioridades da cadeia de suprimentos global. Os data centers receberão alocação preferencial, enquanto o mercado de consumo terá de lidar com disponibilidade reduzida e preços mais altos. Essa reconfiguração da cadeia de suprimentos deve se manter até que a capacidade de produção de NAND flash consiga finalmente acompanhar a demanda voraz da inteligência artificial.

Há um tempo de quatro anos desde o investimento em novas instalações até o fornecimento real
— Pua Khein-Seng, CEO da Phison
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