Um dentista de 64 anos desapareceu numa noite de dezembro e foi encontrado carbonizado dias depois, deixando para trás apenas a marca de seus próprios dentes como testemunho de quem foi. A Polícia Civil de São Paulo identificou o suspeito — alguém que cruzou o caminho da vítima horas antes do crime — mas ele segue foragido, carregando consigo as respostas que a investigação ainda não alcançou. O caso lembra que as últimas horas de uma vida podem ser reconstruídas por câmeras, transferências bancárias e quilômetros percorridos em alta velocidade, mas o motivo mais profundo de um ato permanece,
Polícia identifica suspeito de matar dentista carbonizado em Sumaré
Mapearam as últimas horas, mas a motivação segue um mistério
Como a polícia conseguiu identificar o suspeito se ele não estava no local quando o corpo foi encontrado?
Eles mapearam os últimos movimentos do dentista — a sauna, o motel, o trajeto do carro. Tinha um vídeo mostrando quem ateou fogo no veículo. E uma testemunha crucial: quem recebeu aquele PIX de R$ 200.
Mas o nome não foi divulgado. Então tecnicamente a polícia identificou alguém, mas o público não sabe quem é. Isso é identificação ou é apenas um passo da investigação?
É um passo. Eles têm prisão temporária decretada, mas ele está foragido. Divulgar o nome poderia alertá-lo.
E quanto à motivação? Por que matar um dentista de 64 anos?
Ainda não sabem. Descartaram roubo porque nada foi levado. Pode ter sido algo pessoal, algo que aconteceu naquele motel.
Ou pode ser que não saibam mesmo. O delegado disse que espera esclarecer com a captura — isso significa que agora eles têm evidências, mas não têm a história completa.
O vídeo mostra o suspeito ateando fogo no carro. Isso é suficiente para condenar?
Mostra o crime, mas não necessariamente prova que ele matou o dentista. Pode provar destruição de evidência, mas o homicídio em si ainda precisa ser comprovado.
Exatamente. Tem vídeo do incêndio, tem a reconstrução dos movimentos, tem a testemunha do PIX. Mas onde e como Coimbra morreu — isso ainda é investigação.
The Pulse
- Um dentista desaparece numa noite de dezembro e seis dias depois é encontrado carbonizado — identificado apenas pela arcada dentária que dedicou a vida a cuidar.
- Um vídeo captura o momento exato em que o suspeito ateia fogo no veículo da vítima, transformando uma prova silenciosa em peça central da investigação.
- A polícia reconstrói as últimas horas de Coimbra com precisão cirúrgica: uma sauna em Campinas, um motel em Hortolândia, 8,9 quilômetros percorridos em alta velocidade e um celular descartado na rua.
- Um PIX de R$ 200 feito horas antes da morte abre uma pista inesperada e leva os investigadores até o suspeito — que agora está foragido com prisão temporária decretada.
- A motivação do crime permanece sem resposta: a polícia descarta latrocínio, pois nenhum pertence foi roubado, mas a verdade completa depende da captura do foragido.
Um dentista de 64 anos desapareceu numa noite de dezembro e foi encontrado carbonizado dias depois, deixando para trás apenas a marca de seus próprios dentes como testemunho de quem foi. A Polícia Civil de São Paulo identificou o suspeito — alguém que cruzou o caminho da vítima horas antes do crime — mas ele segue foragido, carregando consigo as respostas que a investigação ainda não alcançou. O caso lembra que as últimas horas de uma vida podem ser reconstruídas por câmeras, transferências bancárias e quilômetros percorridos em alta velocidade, mas o motivo mais profundo de um ato permanece, por ora, em silêncio.
A Polícia Civil de São Paulo identificou o suspeito de matar o dentista Marcelo Bacci Coimbra, 64 anos, morador de Amparo, cujo corpo foi encontrado carbonizado no bairro Santa Terezinha, em Sumaré, no dia 13 de dezembro. O nome do suspeito não foi divulgado para não comprometer as buscas; ele tem prisão temporária decretada e segue foragido.
Coimbra havia desaparecido no dia 7 de dezembro. Seu veículo, um Nivus cinza, foi encontrado em chamas na madrugada do dia 9, também em Sumaré. Os investigadores obtiveram um vídeo que registra o momento em que o suspeito ateou fogo no carro — imagem que se tornou peça central da investigação.
Segundo o delegado Luiz Fernando Dias de Oliveira, da DIG de Campinas, a polícia conseguiu reconstruir as últimas horas da vítima. Coimbra e o suspeito se conheceram numa sauna em Campinas no mesmo dia do crime. À noite, foram juntos a um motel em Hortolândia, onde permaneceram até por volta das 2h30. Depois disso, o veículo percorreu 8,9 quilômetros em alta velocidade até uma rua em Hortolândia, onde o celular do dentista foi descartado. Em seguida, o carro reapareceu em Sumaré, com os vidros abertos e o suspeito ao volante.
Um detalhe aparentemente banal abriu caminho decisivo na investigação: um PIX de R$ 200 feito por Coimbra por volta das 17 horas do dia 7. A pessoa que recebeu a transferência ajudou os investigadores a chegar ao suspeito, mas foi descartada como participante do crime. A hipótese de latrocínio também foi afastada — nenhum pertence da vítima foi roubado. A motivação real do assassinato, no entanto, ainda não foi determinada e depende, segundo o delegado, da captura efetiva do foragido.
A Polícia Civil de São Paulo identificou o homem acusado de matar o dentista Marcelo Bacci Coimbra, cujo corpo foi encontrado carbonizado em Sumaré no dia 13 de dezembro. O suspeito, cujo nome não foi divulgado para não prejudicar a busca, tem prisão temporária decretada e segue foragido.
Coimbra, 64 anos, morador de Amparo, desapareceu no dia 7 de dezembro. Seis dias depois, seu corpo foi localizado no bairro Santa Terezinha em Sumaré, identificado por meio da arcada dentária. Seu veículo, um Nivus cinza, havia sido encontrado em chamas na madrugada do dia 9, também em Sumaré. Investigadores obtiveram um vídeo que registra o momento exato em que o suspeito ateou fogo no carro.
O delegado Luiz Fernando Dias de Oliveira, da Delegacia de Investigações Gerais de Campinas, explicou que a polícia conseguiu reconstruir as últimas horas de vida da vítima. Segundo a investigação, Coimbra e o suspeito se conheceram em uma sauna em Campinas, no mesmo dia do crime. Por volta das 22 horas, os dois foram juntos a um motel em Hortolândia, onde permaneceram até aproximadamente 2h30 da madrugada.
Depois de deixar o motel, o veículo percorreu 8,9 quilômetros em alta velocidade até a Rua Cecílio Nunes da Silva, em Hortolândia, local onde o celular do dentista foi descartado. Em seguida, o carro apareceu em uma rua de Sumaré com os vidros abertos e o suspeito ao volante. A polícia ainda não determinou se o homicídio ocorreu em Hortolândia ou em Sumaré.
Um detalhe importante na investigação foi um PIX de R$ 200 que Coimbra fez por volta das 17 horas do dia 7. O delegado esclareceu que a pessoa que recebeu essa transferência foi fundamental para os investigadores chegarem ao suspeito, mas foi descartada como participante do crime. Apesar de descartar a hipótese de latrocínio — nenhum pertence da vítima foi roubado — a polícia ainda não definiu qual foi a motivação real do assassinato.
O delegado Oliveira afirmou que as circunstâncias exatas e a forma como o crime ocorreu devem ser esclarecidas com a captura efetiva do suspeito. A busca pelo foragido segue como prioridade das autoridades.
Notable Quotes
As reais circunstâncias e o modo como se deu esse crime a gente espera esclarecer, com efetiva captura do suspeito, cuja prisão temporária já temos decretada— Delegado Luiz Fernando Dias de Oliveira, Delegacia de Investigações Gerais de Campinas