Polícia confirma que celular queimado pertence a suspeito da morte de jovem em MG

Joice Batiston, jovem de 19 anos, morreu após sofrer traumatismo craniano quando estava em corrida de moto por aplicativo em Varginha no dia 19 de junho.
Um celular queimado dentro de um saco de cimento
Fragmento encontrado durante a prisão do motociclista levanta questões sobre destruição de evidência.

Em Varginha, Minas Gerais, a morte de Joice Batiston, de 19 anos, durante uma corrida de moto por aplicativo em 19 de junho, coloca em tensão duas narrativas irreconciliáveis: a da polícia, que encontrou fragmentos do celular do suspeito queimados e escondidos, e a da defesa, que insiste em um acidente sem culpa. O caso lembra como a busca por justiça começa, muitas vezes, no silêncio daquele que poderia ter pedido socorro e não o fez.

  • A perícia forense confirmou que fragmentos queimados encontrados dentro de um saco de cimento pertencem ao celular do motociclista preso, aprofundando as suspeitas contra Richard Ferreira Tristão.
  • A defesa tenta reverter a prisão temporária alegando que Joice caiu da garupa por acidente e que o cliente saiu para buscar ajuda — mas Richard não ligou para o socorro nem se apresentou à polícia.
  • No primeiro depoimento, o suspeito optou pelo silêncio, enquanto a motocicleta apreendida apresentava danos visíveis e compatíveis com uma colisão.
  • A polícia indica que Richard pode responder por homicídio, omissão de socorro e fuga do local, com novas acusações possíveis conforme as investigações avançam.
  • Familiares e amigos de Joice foram às ruas de Varginha exigir justiça e cobrar melhorias na iluminação e monitoramento da Avenida Perimetral, onde a jovem foi encontrada agonizando.

No dia 19 de junho, Joice Batiston, de 19 anos, pediu uma corrida de moto por aplicativo em Varginha para encontrar uma amiga e assistir a um jogo da Seleção. Ela nunca chegou. Horas depois, foi encontrada gravemente ferida à beira da Avenida Perimetral com traumatismo craniano severo. Joice não sobreviveu.

Seis dias depois, a Polícia Civil prendeu Richard Ferreira Tristão, de 30 anos, o motociclista que havia aceitado a corrida. Durante a operação, os investigadores apreenderam a moto com danos visíveis e encontraram algo revelador: fragmentos queimados de um celular escondidos dentro de um saco de cimento. Esta semana, a perícia confirmou que os restos pertenciam ao aparelho do suspeito.

A defesa, conduzida pelo advogado Marcio Berti, apresenta outra versão: Joice teria caído da garupa durante o trajeto e ficado desacordada, e Richard teria saído para buscar ajuda, retornando apenas para encontrá-la desaparecida. O advogado argumenta que não havia motivação para um crime, já que os dois eram desconhecidos entre si.

As evidências, porém, contam uma história diferente. Richard não acionou o serviço de emergência, não se apresentou às autoridades e, no primeiro depoimento, ficou em silêncio. A polícia aponta que ele poderá responder por homicídio, omissão de socorro e fuga do local do acidente. O laudo de necropsia indicou ferimentos compatíveis com queda, mas sem esclarecer as circunstâncias exatas.

No fim de junho, familiares e amigos de Joice marcharam pelo Centro de Varginha pedindo justiça e exigindo câmeras e iluminação adequada na Avenida Perimetral — recursos que poderiam ter registrado o que aconteceu naquela tarde. O caso segue aberto, com a defesa buscando reverter a prisão e a polícia reunindo as peças de um quebra-cabeça ainda incompleto.

No dia 19 de junho, Joice Batiston pediu uma corrida de moto por aplicativo em Varginha para encontrar uma amiga e assistir a um jogo da Seleção Brasileira. Ela nunca chegou ao destino. Horas depois, foi encontrada gravemente ferida à beira da Avenida Perimetral, com ferimentos que a deixariam em estado crítico. Os médicos diagnosticaram um traumatismo craniano severo. Joice morreu em decorrência dos ferimentos.

No dia 25 de junho, a Polícia Civil prendeu Richard Ferreira Tristão, de 30 anos, o motociclista que havia aceitado a corrida. Durante a operação que levou à sua prisão, os investigadores apreenderam a motocicleta usada no trajeto — o veículo apresentava danos visíveis — e encontraram algo mais: fragmentos queimados de um celular dentro de um saco de cimento. Esta semana, a perícia confirmou que esses restos pertenciam ao aparelho do suspeito.

A defesa de Richard apresentou uma narrativa diferente. Seu advogado, Marcio Berti, protocolou na Justiça um pedido para revogar a prisão temporária e sustenta que o cliente nega ter cometido homicídio. Segundo a versão apresentada durante o interrogatório, Joice teria caído da garupa durante a corrida e ficado desacordada. Richard afirma que saiu do local para buscar ajuda e, quando retornou, a jovem já não estava mais ali. A defesa argumenta que não havia motivação para um crime — os dois não se conheciam — e que o advogado não sabe o que teria causado a queda.

As investigações, porém, apontam em outra direção. Richard não acionou o serviço de emergência após o ocorrido. Não se apresentou às autoridades. No primeiro depoimento à Polícia Civil, optou por permanecer em silêncio. A corporação informou que o investigado poderá responder por homicídio, omissão de socorro, fuga do local do acidente e potencialmente outros crimes conforme as investigações avancem. O laudo de necropsia indicou que os ferimentos eram compatíveis com uma queda, mas não esclareceu as circunstâncias exatas.

No fim de junho, familiares e amigos de Joice realizaram uma passeata no Centro de Varginha. Os manifestantes pediam justiça e exigiam esclarecimentos sobre a morte da jovem. Além disso, reivindicaram melhorias na segurança da Avenida Perimetral — iluminação pública adequada e câmeras de monitoramento — medidas que poderiam ter registrado o que aconteceu naquela tarde. O caso segue em investigação, com a defesa buscando reverter a prisão enquanto a polícia reúne evidências que possam esclarecer os últimos momentos de Joice.

O investigado nega ter cometido homicídio e mantém a versão apresentada durante o interrogatório
— Marcio Berti, advogado de Richard Ferreira Tristão
Joice teria caído da garupa da motocicleta durante a corrida por aplicativo e ficado desacordada
— Defesa de Richard Ferreira Tristão
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que a polícia acredita que há mais nesta história do que uma simples queda?

Model

Porque Richard não pediu ajuda. Não chamou uma ambulância, não procurou a polícia, não contou a ninguém. Quando foi interrogado, ficou em silêncio. Essas escolhas falam.

Inventor

Mas a defesa diz que ele foi buscar ajuda e que Joice já tinha desaparecido quando voltou.

Model

É possível. Mas não há registro de nenhuma chamada para emergência feita por ele. Não há testemunhas que o viram procurando por ela. O que há é um celular queimado encontrado em um saco de cimento.

Inventor

O que significa um celular queimado?

Model

Pode significar muitas coisas. Destruição de evidência. Pânico. Tentativa de apagar rastros. Ou pode ser coincidência. A perícia confirmou que era dele, mas não explica por que estava queimado.

Inventor

A perícia de necropsia ajuda a defesa ou prejudica?

Model

Ela diz que os ferimentos eram compatíveis com uma queda. Isso é o que a defesa quer ouvir. Mas compatível não é o mesmo que causado por. E não explica como uma queda durante uma corrida de moto resulta em uma jovem abandonada à beira de uma avenida.

Inventor

O que Joice estava fazendo naquela tarde?

Model

Tentando viver uma noite normal. Encontrar uma amiga, assistir a um jogo. Pediu uma corrida de moto por aplicativo como milhões de pessoas fazem todos os dias. Nunca chegou lá.

Inventor

E agora?

Model

Agora a defesa tenta reverter a prisão enquanto a polícia tenta provar que houve crime. A família dela quer respostas. A cidade quer saber se as ruas são seguras.

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